segunda-feira, 19 de agosto de 2024

EU ENXERGO DEUS! - QUARTETO CANTO SERRANO

 Foi lançado no ultimo sábado, dia 17, no Galpão Crioulo de RBSTV o Clipe da música, EU ENXERGO DEUS - do Quarteto Canto Serrano com a participação especial do João dos Santos de Os Monarcas. Nas redes sociais, como Facebook e YouTube a rpercussão está sendo muito boa, com mais de 8 mil viws e mais de 70 compartilhamento com centenas de comentários, mostra que essa música chegou para ficar. Enquanto muitos partes para as modinhas que buscam sucesso imediato, o Quarteto Canto Serrano apostou em algo que venha para ficar e parece que isso está acontecendo com essa obra, que é uma verdadeira oração, numa letra profunda com uma melodia mais profunda ainda e muito bem executada pelos componentes do quarte, além é claro da voz marcante/Monarqueira de João dos Santos. 

Além do Galpão Crioula, a apresentação na Rádio Gaúcha de Porto Alegre, muitas rádios já tem a música em sua programação, e queremos, de coração agradecer a todos. 

A produção do clipe, foi feito na serra gaúcha, com algumas imagens de bancos  de imagens da web e foi toda captada em 4k pela Produtora Olhar Digital, do meu amigo Thiago Ramos. 

EU ENXERGO DEUS!
Paulo Ricardo Costa / Marcio Lanes
QUARTETO CANTO SERRANO part. Especial JOÃO DOS SANTOS
Nos raios de sol do dia em que nasce,
No beijo na face da mãe carinhosa...
No aperto de mão do irmão que chega,
Na noite negra que cai silenciosa.
Nos pingos da chuva que molha a flor,
No gesto de amor da criança na rua…
No sorriso escondido do irmão andarilho,
Do nobre maltrapilho, que se encanta co'a lua.
REFRÃO!
Em tudo o que vejo, há uma luz divina,
Que a fé me ensina a mostrar aos meus,
No choro da criança, na doçura do beijo,
Em tudo o que vejo, eu enxergo Deus!
Na vaca que berra chamando a cria…
Nas manhãs frias bordadas de geada,
No pássaro voando, no cachorro latindo,
Na tarde sumindo, na noite estrelada.
No vento soprando, no espanto da lebre,
No frio do casebre, no olhar dos bichos…
No irmão sem teto, que passa fome,
Ou naquele come as sobras dos lixos.
Obrigado por tudo, o mundo que trago…
Nos dias amargos Tu enches de luz…
Me dando a certeza, o caminho que trilho,
Abraçado ao Teu Filho, liberto da cruz!
Está em toda parte que o mundo Te veja,
Não precisa de Igreja, nem templo dourado,
Aquele que acredita - T'encontra num abraço,
Juntando os pedaços, num coração esfacelado.




sexta-feira, 16 de agosto de 2024

ESTANCIA DA ARTE - SEM FRONTEIRAS - LAUREN DE BACCO

Sem Fronteiras - este é o título da mostra que marca a quarta edição do Estância da Arte. Como o nome sugere, desta vez expandirão ainda mais o alcance do projeto para mostrar que nossa cultura e tradição superam limites geográficos e linguísticos, tornando-se denominador comum através do amor ao grande Pampa.
Pela primeira vez na história do Estância da Arte terás, entre os nomes convidados para a exposição, dois artistas argentinos, que farão sua estreia em solo brasileiro. Os desafios logísticos que se impõem nesta empreitada se justificam pela possibilidade de intercâmbio de olhares sobre nossas vivências, tão próximas apesar das fronteiras.

Além desses mais artistas convidados da edição 2024 do projeto Estância da Arte. Que são eles: Aldo Chiappe - Caé Braga - Maurício Fidelis - Nakle - Nazareno Gonzalez - Voldinei Lucas - Lauren De Bacco - Todos artistas consagrados na pintura ou escutura e que terão esse espaço para mostrar o que de melhor fazem nesse seteo espaço de artistas.

Visite a exposição Sem Fronteiras de 24 de agosto a 1º de setembro, na expointer, em Esteio/RS.
O projeto Estância da Arte (PRONAC: 234534) conta com patrocínio master do Banco de Lage Landen; patrocínio da Agrofel (agrofelgraoseinsumos), Marcher Brasil (marcherbrasil) e Guaibacar (guaibacar). Apoio da RBS TV (rbstv). Realização da Simples Assim (prodsimplesassim) e Ministério da Cultura (minc), Governo Federal União e Reconstrução (governodobrasil), através da Lei de Incentivo à Cultura.

Mas quero apresentar, ela que além de minha amiga é alguém que tenho uma admiração impar, pelo belo traço  de realismo de seus desenhos que me encantam e que já me inspiraram para modestos versos, falo de LAUREN  DE BACCO - natural de São Vicente do Sul/RS, Lauren é artista autodidata e transmite sua paixão pela história e tradições gaúchas através do desenho. Já realizou exposições no Palácio Piratini, em Porto Alegre/RS, e na Expofeira de Pedro Osório/RS, além de ilustrar livros como Olhos Pampa, de Xirú Antunes, e Relincho de Potro, de Ricardo R. Silveira.

Seus desenhos desfilam pela suas páginas na web com um realismo impressionante, quase sempre refletindo a vida dos cavalos crioulos, à qual imagino ser uma de suas paixões, além da vida cotidiana do campo, desde à sua simplicidade até os momentos que marcaram à vida de todos nós. 

DESENHO que a Lauren de Bacco fez para a sua avó e que me isnpírou escrever esses versos, ALÉM DA JANELA!

Além da janela!
118/2024

A minha avó me ensinou…
A ver a vida além da janela,
Que o campo não floresce,
Com cadeado nas cancelas.

Nem contenta as migalhas,
As quitandas de um coração,
Não precisa se ter fortunas,
Quando a vida te dá razão.

Pois ninguém cultiva flores…
Se tem medo dos espinhos,
Nem alimenta os dissabores,
Para carregar pelos caminhos!

REFRÃO:
A minha avó era tão sábia…
Tudo o que sei, eu devo a ela,
Desde de cedo me ensinou,
A ver a vida além da janela!

Ver que o mundo tem a cor,
Que cada um pinta no olhar,
Só carrega marcas de dor…
Quem soube um dia, levantar.

Me criei por entres os bichos,
Aprendi que somos iguais…
Minha avó quem me ensinou,
Esse amor pelos animais…

Mostrando que a simplicidade,
São lições que a vida ensina…
Pr’um dia se tornar saudade,
Nos olhos da mesma menina!

SEMANA FARROUPILHA - CTG TROPEIRO DAS MISSÕES

Esta lindo os trabalhos para mais uma Semana Farroupilha no CTG Tropeiro das Missões - lá da Vila mais Forte desse Brasil - onde deixei parte do meu umbigo enterrado.

O CTG apensar de ser no interior, é com certeza onde saem as maiores festas, com bóia de fundamento, um carinho especial para quem visita ou para o seu quadro de associados, além de almoço e bailes todos os dias de 14 a 20 de Setembro, facilitando a todos uma semana de muito aconchego e festa.

Os associados em dia com a entidade, como de costume não pagam e aos visitantes um valorzinho quase que irrisório para ter uma dia de ótima programação, que já começa cedo com Rodas de Chimarrão, além de jogos de carta e bocha, almoço, torneios, tertúlias livres, janta, bailes, enfim uma vasta programação.

Todos convidado, só procurar a Patronagem na pessoa do Patrão Giovane Soares/Cláudia, o Saul Gripa, a Núbia, são tantos que podem receber a todos de braços abertos.

TODOS CONVIDADOS!



quinta-feira, 15 de agosto de 2024

A ULTIMA CARROCEIRA DE CURITIBA

Essa é um história de Curitiba, no Paraná, mas poderia ser em qualquer parte desse Rio Grande do Sul ou desse Brasil, pois as histórias se repetem, só mudando os personagens.
" Teve pelo menos três bons cavalos: "Baiano", a égua "Negrinha" e um outro, que de tanto tempo já nem lembra mais como o chamava. Todos sabiam o caminho de cor, era só subir na carroça para seguir, rumo à cidade.
Hoje a cidade cresceu e às vésperas de completar 300 anos não cede o mesmo espaço àquele romantismo dos mais primitivos meios de transporte. A carroça que ao longo de décadas levou Dona Ermínia Peruei do italiano bairro de Santa Felicidade para o centro, está encostada, nos fundos de um galpão. O mundo moderno expulsou das ruas a velha senhora.
Mas ela não desiste. Lúcida e falante no auge de seus 84 anos, D. Ermínia derruba o mito de senhora frágil e franzina que disseram ser. Faz parte da memória urbana de Curitiba. Foi até transformada em lenda. Contavam que era cega. "O cavalo a carrega para a cidade", afirmam alguns. 'É seu guia e seus olhos’, concordam outros. Dona Ermínia enxerga bem. A ponto de ter tido o indispensável 'golpe de vista' para botar a correr, certa vez, um grupo de assaltantes. 
O sábado deixava passar a metade do dia quando ela foi cercada, nas imediações da Praça Espanha. Carroça vazia, não sei se podemos dizer que o bolso estava cheio. Mas as verduras e legumes cultivados pela velhinha tinham sido distribuídos pela cidade. Havia quem desse a chave de casa para que Ermínia tirasse a verdura da roça e levasse diretamente à mesa. Chovia. Aquela típica garoa que mantém resfriado todo bom curitibano. Eram cinco e ocupavam um carro verde, conta a velha senhora.
Calejada, experimentada, depois de ter criado três filhos sozinha, viuvado duas vezes e construído a vida na lavoura desde os sete anos de idade, não se conteve. "Atire em mulher velha, mas nada de mim vai tirar". O cavalo trotava. Passo firme para não escorregar no paralelepípedo molhado. Duas quadras mais tarde, Dona Ermínia se via livre da indesejável escolta.
Ganhava, bairro adentro, o caminho daquela Santa Felicidade. O gorro na cabeça ajudava a despistar a garoa. Segura, a senhora aguardava o momento em que aquele ônibus a arremessaria para longe da carroça, dois anos depois.
Hoje D. Ermínia está em casa. O cavalo morreu. Fica a lembrança de ter que trocar as ferraduras a cada quinze dias.
Agora, o que incomoda, é ter que pagar imposto sobre o galpão, a casa, o chiqueiro e até em cima da metragem do pequeno banheiro, aquela 'casinha', retirada das outras peças.
Hoje, entre uma e outra réstia de cebola, que penduradas no teto dividem a responsabilidade pelo forte cheiro do galpão, está Dona Ermínia Peruei. Entre uma e outra palha do milho que debulha, se escuta um resmungo: 'Se melhora a perna, me acho um cavalinho bem mansinho e volto trabalhar", insiste quase que despejando um sorriso. "É que não está brincadeira ir para a cidade. Qualquer pé-de-chinelo tem hoje um carro', percebe. "

(Autor: Luiz Henrique Weber é jornalista / Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
(Fotos: Arquivo Gazeta do Povo)

MINUANOS - OS DONOS DA TERRA!

Os Minuanos, também chamados guenoas ou guenoas-minuanos, eram índios pampeanos habitantes do sudeste do Rio Grande do Sul, bem como do nordeste Argentino (Entre Rios) e noroeste Uruguaio. Possui parentesco direto com outros grupos que juntos compõe uma macro etnia Charrua. Os Minuanos são considerados como sendo os ‘Charruas setentrionais’.

Os minuanos têm uma longa história, calcula-se que seus ancestrais datam de 12 mil anos atrás, eles sabiam tirar tudo do pampa, desde: comida, caça e abrigo. Aproveitavam encostas de rios, lagos e banhados”, diz o historiador Luiz Carlos Tau Golin.

Houve durante muito tempo a associação de que os charruas e minuanos seriam o mesmo povo, o fato é que os dois povos possuem semelhanças em suas culturas e localidade mas são povos distintos, eram localizados no bioma pampa, mas não fixos na região, pois eram povos seminômades.

Um de seus lugares sagrados dos minuanos é o morro Ibití, próximo ao rio Arapey, e um de seus cemitérios fica no morro Yauguá, província de Rio Negro, ambos no Uruguai. Seu nome “Minuano” nomeou o vento forte vindo do sudoeste, frio e cortante, que sopra no Rio Grande do Sul, depois das chuvas de inverno.

Na época da chegada dos colonizadores espanhóis à região da Bacia do Rio da Prata, inicialmente receberam separadamente o nome de “Minuanos” na Argentina e de “Guenoas” no Rio Grande do Sul, pelos Jesuitas e antigos cronistas espanhóis e portugueses.

O estabelecimento de assentamentos espanhóis na costa do Rio da Prata levou ao deslocamento dos Charruas para o norte, espalhando-os do sudeste platino-oriental (entende-se o termo oriental tudo o que fica ao leste do rio Paraná na Argentina. Ou seja toda a bacia do rio da prata que abarca o Uruguai e o Rio Grande do Sul diz que é oriental. Dai também derivou o nome Banda Oriental ou Província oriental) em direção ao leste até o oceano Atlântico. Existem vestígios minuanos como toldos e cerritos em toda metade sul oriental.

O fundador de Santa Fé e Buenos Aires, Juan de Garay, foi morto em combate com os minuanos em 1583. Após isso os jesuítas tentaram formar a redução de Jesús María ao longo do rio Ibicuy para integrar os minuanos como parte da hispanidade , mas não tiveram sucesso. Os poucos que foram agrupados pelos jesuítas, aderiram à redução de San Borja. Porém, em 1702 ocorreu a Batalha de Yí na Banda Oriental, na qual 2.000 missionários Guaranis e espanhóis mataram 300 Minuanos, Charruas e Yaros (da etnia charrua), capturando outros 500. O que fez com que em 1730, os minuanos aliarem-se a outras etnias charruas, surgindo aí, referências a ambas as denominações como um mesmo grupo. Já nas guerras contra os missioneiros espanhóis e guaranis, aliaram-se aos portugueses. O reforço da unidade com outros grupos da macro etnia Charrua durante as últimas etapas da colonização conformou uma maior unidade étnica entre todos simplesmente como “Charruas”, o que contribuiu para a confusão entre os termos “Charrua-chaná”, “Minuanos” e “Guenoas”.

Em duas campanhas em 1749 e 1750, o vice-governador da cidade de Santa Fé, Francisco Antonio de Vera y Mujica, realizou uma expedição contra os indígenas de Entre Rios. Na segunda campanha, os Minuanos enfrentaram o comandante Frutos no Cerro de la Matanza, hoje cidade de Vitória. Após essas expedições, os minuanos, charruas e outros povos praticamente desapareceram da província de Entre Rios, muitos deles sendo transferidos para Santa Fé formando uma redução em Cayastá. Ao mesmo tempo, em 1751, o governador de Montevidéu, José Joaquín de Viana, atacou charruas e minuanos matando cerca de 120 deles. Mais tarde aliaram-se e lutaram nas brigadas republicanas de José Gervasio Artigas.

OS CHARRUAS - POVO ESQUECIDO!

Os Charruas eram índios que habitavam os campos dos territórios atuais do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.
Em 1730, eles se aliaram aos minuanos, que vinham de além do Rio Uruguai e se estabeleceram nas terras próximas à Lagoa Mirim e à Lagoa dos Patos.
E também frequentavam a região da fronteira do Rio Grande do Sul, tanto do Uruguai como da Argentina.
Os guenoas eram charruas setentrionais.
Os três povos têm suas origens na região da Patagônia, na Argentina, chamada de região dos índios "patagões".
A estatura dos índios charruas era em média de 1,68 m para os homens e 1,67 m para as mulheres, de aspecto sério e porte duro e feroz.
Os homens apresentavam barba como distintivo varonil, na qual os caciques usavam como adorno pedras e após o contato com produtos da civilização européia passaram a usar latas e vidros.
A tatuagem no rosto consistia em três linhas, que iam da raiz dos cabelos até a ponta do nariz e duas linhas transversais que cobriam a face.
Para a guerra e festas pintavam a mandíbula superior de branco.
A boleadeira era uma arma característica dos indígenas dos pampas, sendo formada por bolas de pedra seguras ao extremo de guias de couro, entrançado ou retorcido.
Os charruas tinham um temperamento bastante retraído e a sua vaidade expressava-se basicamente nas pinturas faciais que diferenciavam uma tribo da outra, e nos homens, pelas cicatrizes feitas intencionalmente nos próprios corpos para dar a conhecer o número de inimigos mortos.
Um fator diferente das demais tribos indígenas, era que os índios charruas faziam mutilações em seu corpo.
A cada inimigo morto, um corte no corpo, formava uma cicatriz, demonstrando o número de inimigos mortos por aquele índio.
O luto era a expressão mais representativa na vida dos charruas, que implicava em obrigações diferenciadas de sexo e parentesco.
Se o morto era o pai, o marido ou irmão que tivesse desempenhado a chefia familiar, os filhos, viúva e irmãs casadas cortavam uma falange da mão, começando pelo dedo mínimo.
Alem disso, faziam com a lança do morto vários cortes espalhados pelo corpo, ficando temporariamente em reclusão e com a dieta restrita.
A etnia charrua pura foi extinta antes do século XIX.
Hoje existem no Rio Grande do Sul cerca de 400 indígenas descendentes dos Charruas e 6000 índios entre todos os países da América do Sul.

Fonte: Histórias Gaúchas

A BENZEDEIRA DEOLINDA - CONTOS DE GALPÃO

A BENZEDEIRA DEOLINDA
Por Beraldo Figueiredo.
O FREDO, morava na vila do Suspiro, lá pelos anos 50, não sabe como, nem lembra, só sabe que sentiu uma comichão nas paletas, começou a coçar, era uma bolha cheia d’água, no outro dia amanheceu TRINTA, a tardinho eram mais de trezentas, coçava, coçava e sua mãe Ernestina perguntou:
- Homem de Deus isso é cobreiro e é de sapo, de aranha ou de cobra. Onde tu andou guri?
- Não me lembro, pode ter sido na pescaria, na mangueira, no cercado.
- Homem eu já te disse não deixa a roupa no chão, tem bicho que tem veneno e tu pega cobreiro.
No outro dia um vergão dos grandes se alastrava pelas costas, e a vó Josefa disse:

- Menino de Deus isso é cobreiro dos brabos tem duas pontos se alastrando se tu deixar uma ponto tocar na outra tu vai morrer meu neto, procura a Dona Deolinda, ela cura isso.
A coceira virou ardência, que virou dor, até a camisa se encostasse causada dores incômodas, nada podia tocar, ele deitava de bruços, estava ficando insuportável.
- Vó aonde mora a Dona Deolinda? – Perguntou Fredo.
- Olha filho, faz uns vinte anos que eu não vejo ela, mas fica no passo das Mercedes a mais de vinte quilômetros daqui, lá todo mundo conhece ela, é só chegar no bolicho da Dona Mercedes que ela logo te informa.

Fredo encilhou o cavalo e se mandou para o Oeste onde ficava as Mercedes e andou horas até que viu um arvoredo com laranjeiras, bergamoteiras, limoeiros, galinhas no quintal e um cusco latindo, uma casa de torrão com santa Fé e viu a fumaça saindo pela chaminé e foi logo gritando:
- Ohhhh de casa! Ohhh de casa!
Nisso saiu uma velha com cacunda, devia ter mais de cem anos, pensou Fredo, cabelos enredados, brancos que nem neve, olhar torto e dentes falhados, foi logo dizendo:
- Que te a sucedi menino?
- Procuro a mando da minha vó Josefa a Dona Deolinda!
- Sou eu. Aquela velha tá viva?
- Tá vivinha da silva, dona Deolinda, mas que idade a senhora tem?
- Se não errei as contas cento de dez, mas tira uns quinze..eheheh. Já vi que o moço tá com problema, porque quando um moço procura uma velha só pode ser cobreiro ou doença ruim.
- Ah, a senhora é engraçada, mas meu caso é coisa séria, to com cobreiro nas costas.
-Desce guri, vamos vê essa coisa.
Fredo entrou na casa tosca, um fogão com uma chapa de ferro o resto feito de saibro amarelo, ervas e pedaços de ossos pendurados e uma caveira pendurada encima da porta. Sentou num cepo de corticeira.
- Tira a camisa e senta de costa para o lado da cabeça da terra (norte).

Deolinda pegou uma faca, entre as orações recitava passando o fio da faca sobre as costas sem tocar nas feridas :
- Ave Maria mãe do menino Deus, olhe esse menino com o mal do cobreiro e me dê a graça de tua força para curar esse andarilho. Recebo a força dos astros do mundo, que vem da cabeça da terra e se faz aqui no aço da faca que vai cortar – Então pegou a faca, fez o sinal da cruz com ela e falou:
- O que eu corto? Cabeça, meio e rabo. – Continuava
- O que eu benzo?
- Cobreiro brabo, corto no rabo, em nome de Deus e da Virgem Maria. – Repetia três vezes.
- Cobreiro brabo, corto na cabeça, em nome de Deus e da Virgem Maria. – Repetia três vezes.
- Depois pegava um galho verde de arruda e repetia em forma de cruz repetia três vezes:
- o que eu corto?
- Cobra, cobrão, aranha, aranhão, sapo, sapão. Corto a cabeça e corto o rabo. - e logo passa o galho em toda a ferida e joga fora.
- Quanto custa Dona Deolinda? – perguntou o Fredo.
- Custa nada moço,quem cura é Deus eu só sou instrumento. – Respondeu a benzedeira.
Pois as bolhas foram secando, o vergão diminuindo, o tal cobreiro minguando e tão logo acabando.

Dentro de três dias estava curado, e a mãe do Fredo disse:
- Vou fazer uns bolinhos de sonho, tu pega teu cavalo e leva prá Dona Deolinda, pois ela te curou menino. Também leva essa barrigueira de charque e esse pote de sal, leva arroz, feijão e batata doce como paga pela cura.
Prontamente, Fredo pegou todo os presentes colocou numa mala de garupa feito de pano grosso e montou no seu cavalo e a trotezito foi indo para a casa de Dona Deolinda, atravessou o banhado, subiu duas coxilhas, desceu pelo costado de um capão e de longe viu a casa de torrão, foi se achegando, se achegando e para sua surpresa quanto mais perto chegava, mais impressionado ficava.
Não tinha nenhum arvoredo, a não ser árvores mortas, nem cusco e nem galinhas. Tudo se resumia a uma triste tapera de torrão sem porta, sem janela e só paredes que nada lembravam o que viu.
Desceu do cavalo e foi entrando só terra, só lembrança do que ali viveu, nada tinha, apenas o mistério de tudo que passou, mas reconheceu o fogão de chapa enferrujado, ainda via a caveira e logo adiante pedaços de ossos que estavam pendurados.
Subiu no cavalo e seguiu adiante, queria mais explicações, foi se achegando num bolicho a beira da estrada, perto de um passo de um rio, logo soube se tratava do bolicho da Mercedes, apeou do cavalo e entrou:
- Buenas, como vai minha senhora.
- Vai se indo, moço, na vida a gente diz que vai tudo bem, porque se reclamar Deus castiga.
- Me diga uma coisa dona Mercedes, a Dona Deolinda a benzedeira, onde encontro?
- No cemitério a uns trezentos metros daqui, mas porque pergunta se a velha já morreu a quinze anos.
- Nada não, porque se eu lhe contar não vai mesmo acreditar.
- Ah, pois é, tem gente que vê ela por ai, sei que a tapera dela é assombrada.

Fredo então pegou o cavalo e voltou para as casas, mas pensou. Vou deixar esses presente lá no cemitério, afinal era prá ela.
Chegando no cemitério foi se achegando e viu uma idosa com um moça e um menino rezando no túmulo sem marca com uma cruz.
Perguntou logo:
- Minha senhora, onde é o túmulo da Dona Deolinda?
- Esse aqui que estou rezando !
- É parente dela senhora?
- Sim, sou filha, essa é neta e aquele ali o bisneto e vim pedir ajuda, pois tenho passado fome, meu marido faz dois meses que não aparece, foi trabalhar na charqueada e não voltou mais.
Fredo então percebeu o enlace do destino.
- Pois sua mãe me mandou te entregar isso. – Fredo foi até o cavalo e deu a ela os mantimentos que trouxera para a Deolinda.
- Mas moço, que Deus te abençoe, mas minha mãe é falecida, como poderia mandar me entregar?
- Pois nem eu sei, minha senhora e é melhor a gente nem tentar entender.

CONTO retirado da web com o intuito de não deixar morrer essas duas artes, a dos causos e a das benzedeiras.

Canto Missioneiro já tem data!

Uma solenidade na noite de quarta-feira(14), junto ao Museu Histórico das Missões marcou o lançamento oficial da programação a ser apresentada durante a 15ª edição do Festival Canto Missioneiro, e 14° Canto Piá que ocorrerá em frente a Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo nos dias 14,15 e 16 de novembro deste ano.

Ao evento de lançamento da programação presença do prefeito Jacques Barbosa, secretário de cultura Cleber Warpechowski; Patrono: Silvano Saragoso, O produtor cultural da Nova Produções Flávio Schwede, convidados especiais, colaboradores e imprensa.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
PROGRAMAÇÃO 15 ° FESTIVAL CANTO MISSIONEIRO - 2024
Triagem: 07, 08 e 09 de outubro de 2024

Festival 14 a 16 de novembro de 2024
14.11.2024 – Quinta – Feira
14h – Oficina Infância no Galpão
19:30h – Abertura Oficial
20h – Show com Família Bilia
20:30h - Apresentação da Fase Local
22:30h - Show com Pirisca Grecco
23:30h – Anúncio Finalistas da fase local

15.11.2024 – Sexta – Feira
19:30h – Show com Murilo Vargas
20:30h - Apresentação Fase Geral
22:30h – Quarteto Coração de Potro com o Concerto Folcloreando
23:30h - Anúncio das Classificadas para Final

16.11.2024 – Sábado
14h – Oficina A Origem da Gaita Ponto com Ricardo Comassetto
17:00h - Canto Piá Missioneiro
19:00h – Entrega premiação Canto Piá
19:30h – Apresentação dos dois 1º Lugar do Canto Piá
20:30h - Apresentação final Canto Missioneiro
22:30h - Show atração surpresa
23:30h - Entrega da Premiação

Jurados: Ricardo Comassetto, Araken Maicá, Erlon Péricles, Francisco Brasil, a definir.

A Comissão Organizadora é composta pelo Presidente de Honra: Prefeito Jacques Gonçalves Barbosa; Secretário de Cultura: Cleber Warpechowski; Patrono: Silvano Saragoso; Produção: Nova Produções; Coordenação: Cleber Warpechowski e Guilherme Heck; Colaboradores: Ben Hur Marchi da Silva, Fernanda Paz Ribeiro; Marlon Moreira; Comissão de Apoio: Rosângela Prestes Meneghini, Simone Moreira, Doraiba dos Santos Queiros.

Fotos- Fernando Gomes

RADIOCIDADESA

5° Forte em Dança em Caçapava do Sul


Neste final de semana, Caçapava do Sul sediará o 5° Forte em Dança, nos dias 17 e 18 de agosto. O evento, inicialmente adiado devido às enchentes, agora está confirmado e promete movimentar a segunda capital farroupilha com muita cultura e dança.
Confira a programação:

Sábado, 17/08
Palco A - Ginásio de Esportes Melão:
- 8h30: Danças Gaúchas de Salão
- 13h30: Danças Tradicionais em Par
- 15h: Danças Tradicionais Iniciantes
- 21h30: Entrega das Premiações
Palco B - Clube da Melhor Idade e Vivência:
- 9h: Declamação
- 12h: Intervalo para o Almoço
- 13h: Retorno das Atividades
Palco C - Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais:
- 13h: Solista Vocal

Domingo, 18/08
Palco A - Ginásio de Esportes Melão:
- 9h: Danças Tradicionais
- 13h: Intervalo
- 13h30: Retorno das Apresentações
- 21h: Divulgação dos Resultados
Não perca essa oportunidade de prestigiar a cultura gaúcha e assistir a talentosas apresentações que celebram as tradições da região!

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

ISTO É RIO GRANDE! - PAULLO COSTA

 Quando esse povo serrano se junta com os do Planalto, só pode vir coisa boa, até causando inveja para nós que somos fronteiriço e missioneiro. Pois bem,  quem está de clipe novo, nas redes sociais encantando a todos e, diga-se de passagem um baita trabalho de imagens e áudio, é o meu amigo e grande Cantor Paullo Costa. 

Isto é Rio Grande! uma composição do grande Poeta Serrano Léo Ribeiro de Souza, que também abrilhanta o clipe e com música do Passofundense Pedro Neves e que tem a voz do Paullo Costa, outro serrano, música esse que já faz sucesso há anos pelos meios de comunicação e que agora ganhou uma roupagem nova e com imagens de encantar a todos.

Essa vaneira que fala das coisas que tem por esse Rio Grande afora, com embalo de não deixar ninguém sentado quando toca pelas salas de bailes e pelos galpões onde chega levando poeira, volta para marcar com letra maiúscula os nomes desses grandes compositores e mostrar que a nossa música anda forte pelos quatro cantos desse Rio Grande de meu Deus!

Fique ai com esse belo clipe e busque sempre conhecer nossos artistas, que muitas vezes não estão nas grandes mídias, não por falta de qualidade, mas por não fazer parte ou não ter plata para pagar as grandes mídias.

Sucesso sempre meu amigo Paullo Costa.



terça-feira, 13 de agosto de 2024

COMO OS TEMPOS MUDAM!

 Quando eu era adolescente, nos anos 80, ficava as noites em frente ao CTG da minha Cidade e não tinha dinheiro para me associar e pagar mensalidade ou ingresso para os bailes e encontros da semana farroupilha. Lembro de um baile de debutantes, com Os Serranos, que as minhas colegas de aula iam debutar e ficaram 60 dias só comentando sobre o baile: vestidos, pares, ensaios e nessa noite, se não me engano num final de Junho ou Julho, fria, eu passei a noite na frente do CTG ouvindo as músicas, num portão, tentando enxergar. Eu tinha 15 anos.

Depois já adulto eu fiz parte do Departamento Cultural desse CTG e tentei por diversas vezes convencê-los de trazer as pessoas mais simples para o CTG, dando ingressos, oportunidade, mas infelizmente nunca fui ouvido.

O tempo passou. O tempo mudou. As coisas mudaram.
Hoje uma boa parte dos CTGs estão quebrados, sem publico, sem bailes, sem gente. Nas redes sociais corre a propaganda pedindo ou dizendo para porem os filhos nos CTGs, quase que numa forma desesperada, pois os filhos levam os Pais, que levam os avós e assim a roda gira.
Mas como colocar?
As crianças de hoje, são os netos dos pobres que passavam as noites frias na frente dos CTGs, que também não levaram os filhos e consequentemente não levarão os netos.

Isso é para mostrar que, quem não pensa no futuro, no que pode estar por vir, certamente se perderá nas estradas pedregosas dessa vida.

Eu não vou mais a CTG, mas tenho música, com uma boa quantidade de Grupos de Bailes, inclusive Os Serranos, e as portas abertas de qualquer CTG desse Pais.
E aqueles que me barraram? que nunca me deram uma oportunidade?
Muitos já se foram, mas deixaram essa triste herança de ver uma sala vazia e um CTG quebrado, muitos alugando para festas de Funk para pagar água e luz.

Essa é a famosa lei da causa e efeito...e dessa ninguém escapa.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

ÉRLON PÉRICLES LANÇA EP - MAIS MISSIONEIRO

Já está na Plataformas e nas Rádios do Sul do Brasil #maismissioneiro um lançamento do Cantor e Compositor Missioneiro Érlon Péricles, um EP com 7 composições que são uma declaração de amor à região das Missões e à sum terra natal, São Luiz Gonzaga!
As canções versam sobre temas e paisagens, causos e vivências do chão colorado. Homenageia lugares, personagens e fatos do povo e da alma missioneira. Faz referência às reduções jesuítas e a garra do povo missioneiro, que tem heranças indígenas e foi marcado por conflitos e peleias históricas.
Agradece aos parceiros:
Elton Saldanha - Binho Pires e Tadeu Martins

Com produção, gravação e mixagem de GUILHERME CASTILHOS que também executa violões em 2 faixas, o EP de 7 canções traz ainda o violão de YURI MENEZES, a gaita cromática de TIAGO QUADROS e o baixo e percussões de LINCON RAMOS.
Participação especial de DESIDÉRIO SOUZA, que também toca gaita cromática em 2 faixas. Gravado de Janeiro a Junho 2024 no estúdio GUAIACA RECORDS em Porto Alegre. Com fotos do Cássio Castilhos e produção visual do amigo Thiago da Base !

Lançamento e gerenciamento digital da Ternário Músic.

GAITA E PUA - 8ª EDIÇÃO EM DOM PEDRITO


Aconteceu nesse final de semana, dia 11 de agosto em pleno dia dos Pais, no CTG Herança Paternal na bela Dom Pedrito, Fronteira do Estado, o Festival de Trovas Campeiras - GAITA E PUA - na sua 8ª Edição. O Ingresso foi um Kg de alimento, que foi destinado as vitimas da Enchendo, festival esse que conta com o apoio da Prefeitura Municipal daquela cidade, através da Secretaria da Cultura e do Ministério da Cultura da Lei "Paulo Gustavo" do Governo Lula, além da Rádio Sulina de Dom Pedrito.

A premiação foi a seguinte?
1º LUGAR - Turco Chaves - de São Gabriel
2º LUGAR - Elizandro Chaves de São Gabriel
3º LUGAR - João Barros de Santa Maria
4º LUGAR - Luciano Quines de Santana do Livramento.



9º ESTEIO DA POESIA NO YOUTUBE


Que belo trabalho faz o Esteio da Poesia, já com todos os vídeos do 9º Esteio da Poesia e do 5º Esteio do Amanhã já estão disponíveis no canal da TV Tradição
Confere em bit.ly/videos9esteio5amanha

NA SOMBRA DA ESPORA - Poema que temos nessa edição, com bela interpretação da Tatiane da Rosa Crestani e Kayke Mello





CARLINHOS LIMA - ALUMBRAMENTO

Já estava sendo muito esperado, mas agora chegou, o Livro ALUMBRAMENTO - LAMPEJOS DA ALMA - do Poeta João Carlos de Lima ou Carlinhos Lima e já tem data para o lançamento, o primeiro será no dia 17 de agosto, às 14h00 na Feira do Livro de São Pedro do Sul e posteriormente no dia 31 de agosto, às 17h00 na Feira do Livro de Santa Maria. 
Esse livro além de trazer grandes poemas, juntados ao longo de seus anos de vida no meio da Poesia do do Rio Grande do Sul, traz também como destaque um vasto material de estudo para a oficinas de arte declamatória, transformando-o num material de suma importância para quem gosta da arte declamatória e da poesia escrita e recitada pelos palcos.
João Carlos de Lima há muitos anos ver navegando pelo meio da arte e da Cultura do Rio Grande do Sul, em todas as suas essências, além de escritor, esteve por muitos anos à frente da Tertúlia Musical Nativista de Santa Maria, como funcionário público da Secretaria de Cultura do Coração do Rio Grande; Foi Coordenador da 13ºRT Tradicionalista; Foi Criador da Tertúlia da Poesia de Santa Maria; Um dos componentes mais antigos do Galpão da Poesia onde ministrou centenas de oficinas, rodeios, reuniões; Foi responsável pelo Coordenação da arte declamatória do Rio Grande do Sul; Esteve à frente do Festival da Carreteada da Canção de São Valentim; Coordenador do Fest Chirú e Fest Mirim do CPF Piá do Sul; além de diversos outros eventos e relevantes serviços prestados à Cultura de Santa Maria. Apresentador de Programas Radiofônicos e Avô da Luiza.


Esse Livro, que já tive a oportunidade de ler e que já está na minha estante, entre tantos outros que tenho e que tive o privilégio ser um dos apresentadores, com um texto para prefácio, não pode faltar na tua leitura diária e na  tua entidade tradicionalista, pois é com certeza um dos exemplares que mais somaram e ainda somam com o conhecimento poético que trago nessa humilde mala de garupa, chamada conhecimento.
Para quem quiser adquirir antes do lançamento é só entrar em contato 55 99917-0093, que será enviado com todo prazer para qualquer parte desse Pais.

O Livro está saindo pela Editora Pragmatha com um belo material de divulgação e qualidade de material gráfico, o que torna este livro com mais valor para nos meio do grandes livros de Poesia do Rio Grande do Sul.

Sucesso garantido! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

INTER-REGIONAL DO ENART EM CACEQUI!

 A bela terra da melancia, Cacequi, se prepara para mais uma Inter-Regional do ENART, pelos segundo ano consecutivo, esse evento que reúne boa parte da arte amadora, ligada aos CTGs, estará nessa bela terra em busca de uma classificação para a Final em Santa Cruz do Sul. 

Nos dias 31 de agosto e 1º de Setembro. a Capital da Melancia se veste de arte e de cultura, nesse que é considerado o maior evento do meio tradicionalista e que leva muita gente à visitar e conhecer os municípios que acolhe todos esses artistas, mesmo que amadores, mas já com uma bagagem, além é claro de familiares, amigos e turistas que aproveitam esses dias para estarem ao meio à Cultura do Rio Grande do Sul, bem como uma enorme equipe de profissionais de diversas áreas que fomentam o comércio local.

Programação da Inter
Sábado – 31/08
08h30 – Palco 2 - CEPALA Classificatória Intérprete Solista Vocal Masculino
9h – Palco 5 Clube comercial - Classificatória Dança Gaúcha de Salão
09h30 – Palco 3 - CEPALA – Classificatória Declamação Feminina
09h45 – Palco 4 - CEPALA – Classificatória Declamação Masculina
09h10 – Palco 1 - Ginásio municipal Dirceu Andrade Caputti Sorteio das danças do 1º Grupo de Danças Tradicionais Força B
09h30 – Início Danças Tradicionais Força B
13h30 – Palco 1 - Abertura Oficial (todos os palcos param para almoço nesse horário)
14h – Palco 2 CEPALA - Classificatória Intérprete Solista Vocal Feminino
14h30 – Palco 6 Escola Marechal Hermes da Fonseca - Classificatória Gaita Piano
15h –Palco 8 CTG GENERAL OSÓRIO - Classificatória Chula
   
Domingo – 01/09

09h – Palco 2- Final Intérprete Solista Vocal Masculino
09h – Palco 5 - Final Dança Gaúcha de Salão
09h – Palco 3 - Final Declamação Feminina
09h – Palco 4 – Final Declamação Masculina
09h – Palco 6 Final Gaita Piano
09h – Palco 8 - Final Chula
11h40 – Palco 1 - Sorteio das danças do 1º Grupo de Danças Tradicionais Força A
12h – Início Danças Tradicionais Força A (sem intervalo)
13h – Palco 2 - Final Intérprete Solista Vocal Feminino
13h – Intervalo para Almoço
09h – Palco 5 - Final Dança Gaúcha de Salão
09h – Palco 3 - Final Declamação Feminina
09h – Palco 4 – Final Declamação Masculina
09h – Palco 6 Final Gaita Piano
09h – Palco 8 - Final Chula
11h40 – Palco 1 - Sorteio das danças do 1º Grupo de Danças Tradicionais Força A
12h – Início Danças Tradicionais Força A (sem intervalo)
13h – Palco 2 - Final Intérprete Solista Vocal Feminino
13h – Intervalo para Almoço

Parabéns Cacequi pela iniciativa.

   


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

O GALPÃO DA POESIA ESTA DE VOLTA!

 


Ontem, na Sede da 13ª RT em Santa Maria, foi escrito mais um verso nesse RECOMEÇO, poema que está sendo escrito pelo GALPÃO DA POESIA CRIOULA de Santa Maria, depois de 3 anos parados, entre ausências, pandemia e um um pouco de falta de tempo. Uma nova geração de Poetas, declamadores, aprendizes e os apaixonados pela arte do verso, começaram a escrever a sua história. 

Na abertura o Poeta e declamador Luiz Lima (Guga) Presidente, escolhido por unanimidade, mostrou a todos o novo projeto Galpão da Poesia Crioula e muita coisa boa está por vir. 

Também falaram Franscisco Scaramussa ( Tio Chico) o mais antigo e fundador do Galpão da Poesia Crioula, naquele longínquo 19 de Setembro de 1993, vendo a necessidade de um espaço para tantos declamadores, que naquela época, vagavam solitários diante das dificuldade impostas pelos meios em que a Poesia não tinha espaço. Também falou Carlinhos Lima, Poeta e membro antigo do Galpão, que estará lançando seu livro da Feira do Livro de Santa Maria, agora no próximo mês e que traz muitos versos feitos nesse espaço do galpão, além de muito material poético/declamatório, onde falou da importância do Galpão da Poesia Crioula nisso tudo.

Após foi passado um slide dos projetos que o Galpão da Poesia Crioula tem, já para o mês de Setembro, no seu aniversário e muitos outros que serão retomados. Deixo na integra o que foi passado a todos:

PROJETOS:
• Tertúlia da Poesia - 1º semestre de 2025
• Recital Poético Farroupilha - 18 de Setembro 2024
• Geração em Versos - 2º Semestre de 2024
• Maratona do Verso Gaúcho - Janeiro/Fevereiro
• Criação de um livro e de um EP com os integrantes do Galpão.
• Criar um espaço público, monumento, rua, praça... Poesia Crioula.
• Festival literário estudantil na rede municipal.
• Galpão itinerante pelo estado, rodeios e festivais.
• Priorizar os poetas do Galpão bem como os declamadores e amadrinhadores, nos festivais.
• Incentivar a divulgação dos poetas do Galpão nos rodeios, sem fechar a porta para os demais.
• Trabalhar estatuto, documentação e formalização legal, para termos acesso nos programas de incentivo a cultura.
• Criação e manutenção do departamento de Trova;

O Galpão da Poesia Crioula que nesses últimos 15 anos fez e participou de diversos eventos como:
- A Criação da Tertúlia da Poesia de Santa Maria; 
- Recitais Poéticos  Memoráveis como FORÇA CORAÇÃO e ALMA DE POÇO com a obra de Antônio Augusto Ferreira; 
- A gravação de um DVD com Poetas, declamadores e amadrinhadores do Galpão; 
- A Participação de Poetas e declamadores em todos os festivais do Rio Grande do Sul; 
- A Participação de componentes nas Comissões de Avaliação do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul; 
- A participação de Poetas e declamadores avaliando diversos festivais de arte declamatória do Estado e fora dele; 
- A Maratona da Poesia, entre outros tantos pelos CTG e entidades da 13ª RT;


Foram anos memoráveis e de uma bela história que agora retoma da última página e recomeça com um novo texto, mas com o mesmo conteúdo poético que permeou e alavancou a Poesia do Rio Grande do Sul nesses anos de existência. 

O Galpão da Poesia Crioula que tem por LEMA: “Tropeando versos tendo por sinuelo o coração”, reabre as cancelas para todos aqueles amantes do verso, da arte declamatória, das guitarreadas e do companheirismo, para que as novas gerações possam ter espaço e não deixem morrer esse bem maior que temos, que é o amor pela poesia.

Bem vindo, Galpão da Poesia Crioula vamos continuar escrevendo esse lindo poema, chamado RECOMEÇO.

RECITAL ALMA DE POÇO, recital feito pelo Galpão da Poesia Crioula se Santa Maria, com a vida e a obra do Poeta Antônio Augusto Ferreira




quarta-feira, 7 de agosto de 2024

MÚSICAS CLASSIFICADAS - 3º TERRAL DE SANTA CATARINA

 
A Comissão Julgadora, formada por Carlos Madruga, Gujo Teixeira e Marcelo Oliveira, selecionaram dezesseis (16) composições para o 3º Terral da Canção Gaúcha, cuja etapa classificatória ocorrerá no dia 14 de setembro de 2024 , sendo 14 delas classificadas para a grande final que acontecerá no domingo, 15 de Setembro de 2024:

MUSICAS:



Informações:
Juan Daniel Isernhagen (47) 98495 9996
Bebeto Martins (47) 99648 1670
E-mail oficial para documentações posteriores: terraldacancaogaucha@gmail.com
Divulgações Oficiais:
@agetsc
@terraldacancaogaucha

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

RS NASCE - RIO GRANDE NASCE, RIO GRANDE VIVE!

 Belíssimo clipe da Música RS NASCE, que tem à frente o Guri de Uruguaiana e outros artistas do Estado do Rio Grande do Sul de todas as vertentes musicais, com belas imagens, com o intuito de divulgar e ajudar o estado diante a calamidade de Maio que afetou 2/3 do estado do Rio Grande do Sul.




Vencedores da 44° Coxilha Nativista de Cruz Alta.



Confira os Grandes vencedores da 44° Coxilha Nativista de Cruz Alta.
Melhor Indumentária - Troféu "Carlos Costa / Costinha"
✓ Vanderlei Batista (O Progresso na Campanha)

Música Mais Popular - Troféu "Ivonir Machado"
✓ Cruz Alta meu Pago Santo (Márcio Corrêa)

Melhor Melodia - Troféu "João Maciel"
✓ Mais um Dia na Terra (Emerson Martins)

Melhor Arranjo - Troféu "Janete Costa"
✓ Talvez (Felipe Goulart)

Melhor Letra - Troféu "Rubens Dario Soares"
✓ Pare pra Pensar (Chico Saga / Mario Tressoldi)

Melhor Instrumentista - Troféu "Arthur Bonilla"
✓ Tiago Ribas / Violino (Relógio de Areia)

Melhor Interprete - Troféu "Jorge Freitas"
✓ Nilton Ferreira (A Página em Branco no Livro de Ausência)

Melhor Tema Alusivo a Cruz Alta - Troféu "Horácio Lopes Machado"
✓ Canto de Tropa e Tropeiro (Igor Silveira e Arison Martins)

Melhor Conjunto Vocal - Troféu "Aírton Machado.
✓ Ameríndio (Adão Quevedo e Everson Maré)

3° Lugar - Troféu "Ana Terra"
✓ A Página em Branco no Livro de Ausência. (Rômulo Chaves / Nilton Ferreira
 
2° Lugar - Troféu - "Capitão Rodrigo"
✓ Talvez (Adair de Freitas e Juliano Moreno)

1° Lugar - Troféu "Érico Veríssimo"
✓ Canto ao Payador (Henrique Fernandes / João Paulo Deckert)
Intérprete(s): JoãoPaulo Deckert e Nando Soares

2º PARADOR DA POESIA DE BAGÉ


Os poemas classificados para o 2º Parador da Poesia Crioula, festival que acontecerá em Bagé no dia 21 de setembro de 2024 e que esse ano homenageia um dos grandes Poetas que esse Rio Grande perdeu, Luis Lopes de Souza, que fez a sua passagem o ano passado nesse mesmo festival em sua primeira edição.
POEMAS CLASSIFICADOS:
Galpão da Santo Hipólito
Autor: Rafael Ferreira
Libelo a um Homem e um Cavalo
Autor: Moises Silveira de Menezes
Mansarrão
Autor: Matheus Costa
O Campo por Mortalha
Autor: Vinicius Dias
O Meu Verso Envelheceu
Autor: Caine Teixeira Garcia
Terrunho
Autor: Fábio Vaz Mattos
Onde Repousarão Meus Versos
Autor: Mateus Neves da Fontoura
Inquirição
Autor: Osmar Ransolin