quinta-feira, 29 de junho de 2023

Grupo Gaitaço Gaúcho

 
Mais um grande grupo da minha São Chico de Assis, a Querência do Bugio, vem se destacando no cenário musical da Fronteira Oeste deste estado, com mais de 16 anos de estrada e numa formação familiar, pois é Pai e mais dois filhos, já consagrados na música,  juntamente com mais dois grandes músicos, também de São Chico de Assis, o Grupo Gaitaço Gaúcho, vem fazendo bonito pelos palcos por onde tem passado. Com uma excelente estrutura de Palco, som de qualidade e luzes, muito tem contribuído com a musicalidade desse estado e animado grandes fandangos e festas campeiras pelo interior.

Quem quiser conhece mais desse grupo, entre nas suas redes sociais como Facebook - YouTube - ou peçam nas rádios as músicas de seus CDs e acompanhe seus vídeos nas paginas da WEB. 

E para contratá-los liguem para 55 99953-6629 e tenham um grupo bom de baile!

MÚSICA BOA - GRUPO GAITAÇO GAÚCHO!



quarta-feira, 28 de junho de 2023

Lei LUIZ CARLOS BORGES

 

Hoje venho propor aqui, um desafio a nosso público e a nossos Políticos, a LEI LUIZ CARLOS BORGES, que se resume:

- Todo EVENTO com Verba Pública, ESTADUAL ou FEDERAL através da LIC - Lei Rouanet ou qualquer outro meio que tenha dinheiro público - 80% (Oitenta por cento) da verba tem que ser com Artistas Regionais e desses 20% da verba com artistas locais;

- Todo EVENTO também tem que ter espaço para os Artistas Iniciantes - dando prioridade para artistas do Interior do estado, com menor expressão;

- Caso o Evento não guarde na sua AGENDA espaço para novos artista e artistas do interior, em se falando de eventos na capital ou nas grandes cidades do estado, fica vedado o recurso dos governos Federais e Estaduais, visto que é dinheiro de impostos que toda a população paga;

- Em se falando de EVENTOS MUNICIPAIS será obrigatório o uso de parte da verba com artistas municipais ou alunos de escolas municipais, caso não havendo, artistas de menor expressão divulgar. 

Acredito que um projeto nessas condições, se tornando Lei, pode oportunizar muitos dos Artistas que hoje vivem escondidos sem oportunidade de mostrar seu conhecimento na área cultural que transita. 



GRANDE EVENTO EM CHAPECÓ, SC

 

Uma grande noite Nativista está sendo aguardada na Cidade de Chapecó, SC, quase divisa norte do Rio Grande do Sul, lá onde residem muitos gaúchos e a cultura Riograndense é bastante forte. Terão grandes Shows, muitos com artista locais, mas o ponto principal é com o Quarteto Coração de Potro, de Lajes Santa Catarina, Quarteto esse que é reconhecido na Pampa Gaúcha e Gaucha, pelo belíssimo trabalho que fazem da música da Latino América. 

Todos convidados para esse grande evento.


A SESMARIA DA POESIA GAÚCHA ESTÁ DE VOLTA!

Depois de três anos sem ser realizada, está de volta em 2023, a Sesmaria da Poesia Gaúcha, um dos principais festivais de poemas do sul do Brasil. A 25ª Quadra vai acontecer no dia 30 de setembro, a partir das 20h30min, no auditório da Câmara de Vereadores de Osório. A homenageada desta edição é a declamadora Liliana Cardoso.
As inscrições devem ser encaminhadas até o dia 31 de julho de 2023, exclusivamente para o endereço eletrônico: sesmariadapoesia@outlook.com

A comissão avaliadora, cujos integrantes estão em fase de definição, selecionará 10 (dez) poemas inéditos para concorrerem no festival.
Os autores dos poemas classificados receberão o valor de R$ 1.000,00 (mil reais), à titulo de premiação pela classificação.

Os destaques da 25ª Sesmaria da Poesia conquistarão a seguinte premiação:
POESIA:
Primeiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 1000,00
Segundo Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 700,00
Terceiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 600,00
INTÉRPRETE:
Primeiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 1000,00
Segundo Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 700,00
Terceiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 600,00
AMADRINHADOR:
Primeiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 500,00
Segundo Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 300,00
Terceiro Lugar: Troféu Nico Fagundes + R$ 200,00

O regulamento completo está disponível no site da Associação Sesmaria. Clica no link e confere:
http://sesmaria.org.br/Sesmaria/regulam2023.html


INFORMAÇÕES POR TELEFONE:
JULIO RIBAS - (51) 986.066.667
GILSON FREITAS (51) 999.837.380

Fonte: Blog Ronda dos Festivais.

terça-feira, 27 de junho de 2023

39 Anos do PIQ Caudilhos Vianenses


Esta é uma grande festa, imperdível, na Fronteira Oeste do estado, na minha querida Manoel Viana, o 39} Aniversário do Piquete Caudilhos Vianense, esse Piquete que muita história tem escrito através da cultura campeira, de onde saíram grandes nomes que escreveram a história do Homem e do Cavalo.

Dia 02 de Julho, uma grande festa, com Cavalgadas, encontro de integrantes, bóia boa e muita música,

Todos convidados.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Gestão de Prendas e Peões da 13° RT - gestão 2023/2024



Gestão de Prendas e Peões da 13° RT - gestão 2023/2024

Bruna Flores Campos - 1ª Prenda da 13ªRT - DT Querência das Dores
Thaís Santos da Costa - 2ª Prenda da 13ªRT - CPF Piá do Sul
Matheus da Cunha Goggia Neves - 1° Peão Farroupilha da 13ªRT - DTG Noel Guarany
Murilo Rieffel Rosa - 2° Peão Farroupilha da 13ªRT - CTG Bento Gonçalves
Clara Dias da Costa - 1ª Prenda Juvenil da 13ªRT - CTG Farroupilhas
Carolina Kunde Piccinin - 2ª Prenda Juvenil da 13ªRT - CTG Sentinela do Jacuí
Maria Eloísa Fiuza da Silva- 3ª Prenda Juvenil da 13ªRT - CTF Os Nativos
João Vithor Wegner Aires Vila Real - 1º Guri Farroupilha da 13ªRT - CTG Bento Gonçalves
Pedro André da Silva Lopes - 2° Guri Farroupilha da 13ªRT - CTG Farroupilhas
Cezar Corrêa da Costa Junior - 3° Guri Farroupilha da 13ªRT - CTG Sentinela da Querência
Manuela Gonçalves dos Anjos - 1ª Prenda Mirim da 13ªRT - CPF Piá do Sul
Estella Regio Feltrin - 2ª Prenda Mirim da 13ªRT - DTCE Marcas do Pampa
Nathália Joras Mello - 3ª Prenda Mirim da 13ªRT - CTG Sentinela do Jacuí
Henrique de Mello Kossmann - 1° Piá Farroupilha da 13ªRT - CPF Os Nativos
Isabelly Fripp Dutra - 1ª Prendinha da 13ªRT - CTG Sentinela da Querência
Ana Liz de Mello Silveira - 2ª Prendinha da 13ªRT- CPF Piá do Sul
Cecília Lemes Comaretto - 3ª Prendinha da 13ªRT- CTG Bento Gonçalves
João Lucca da Costa - 1° Piazito da 13ªRT - CTG Sentinela da Querência


Pões e Prendas da 10ª RT - 2023 / 2024


 

sexta-feira, 23 de junho de 2023

O Rastro da Enchente!

 
108/2023

O tempo se enfeia pras bandas do fundo,
Num pedaço de mundo em costado de rio...
As nuvens preteiam já pesadas de água,
E a chuva deságua em dois olhos vazios!

As bocas se pegam em choros e rezas...
E o tempo despreza ao passar das horas,
O céu se debruça sobre o pasto queimado...
E o rio assoreado já sai campo a fora!

REFRÃO:
Que triste a cena de Homens e bichos...
Sussurros e cochichos, murmúrios de gente,
O campo emudece com sangas profundas,
E tudo se inunda, no rastro da enchente!

O rancho é pequeno pra bocas famintas,
E a noite retinta estende o seu manto...
Notícias se espalham da sanga que ataca,
E carcaças de vacas espalhadas no campo.

Até os pingos da encilha ficaram ilhados...
Pra lá do outro lado do passo do meio...
O galpão é meu mundo por um dia inteiro...
É triste um campeiro longe dos arreios!

Dizem que a ganancia é que faz o estrago,
Aqui no meu pago por certo não entendo,
Um ano é secura, que traz fome pra gente,
No outro é enchente, é bicho morrendo!

Há mais de semana, a chuva transborda,
Esticando a corda, de poncho molhado,
Eu pergunto pra Deus - com todo capricho...
Qual a culpa dos bichos, se é nosso o pecado?

A Origem do termo CHINA!

A Origem do termo CHINA vem do mesmo tempo da criação do Povo Gaúcho - O Gaúcho na sua origem são os filhos das Índias ou bugras, mulheres que já habitavam a Pampa, que foram estupradas pelos Bandeirantes durante as guerras e da invasão do Homem branco nas Terras do Pau Brasil - os filhos Homens voltavam para as tribos e era criados até aos 8 anos e depois partiam para os matos para sobreviverem, aprendendo a caçar, andar acavalo e posteriormente sendo escravos nas estâncias de charque do Sul do Brasil - As Mulheres, eras criadas nas Tribos, mas sem o conhecimento da cultura, como havia muita diferença na fisionomia, muitas eram vendidas ou levadas, para serem empregadas, nas casas dos estancieiros. 

Como tudo, naquela época, além da fisionomia diferente do Povo Europeu que colonizava a Pampa, muitos, muito claros e as bugras, com a cruza de Índia com o branco, tinham olhos puxados, aparentemente com os retratos das Chinesas, que os Europeus conheciam, além é claro, da Europa que se sentia superior e tinha, como tem até hoje, pela classe abastada, a burguesia, que tudo que vem da China não presta, portanto é de baixo valor social.

Então a China, mulher, passou a designar as mulheres sem valor, de classes pobres, do baixo clero da sociedade. Os peões das estâncias, os GAÚCHOS, filhos do Bandeirante com a Indígena, pegaram a termologia CHINA porque acabam se acasalando com essas mesmas mulheres que tinham essa denominação, mas as tratavam como de uma forma carinhosa, pela ignorância de não saber de onde vinha o termo, portanto, para o Peão a China é a forma carinhosa de falar de amor.

Com o passar do tempo, essas mulheres, corridas pelas senhoras das sociedade, muitas delas, estupradas pelos próprios Coronéis ou seus filhos varões, acharam um meio de sobrevivência vendendo o corpo em prostibulos sustentados pelos próprios estancieiros, comerciantes, autoridades da época, trazendo ai de forma pejorativa às prostitutas a termologia de china.

Muitas delas foram guerreiras, hábeis cavaleiras e foram para o fronte das guerras com seus Homens ou maridos, mas que a história, um tanto machista do Rio Grande do Sul, não deixou descrever. Talvez pela ignorância, que ainda permeia até hoje, as classes mais abastadas de nossa sociedade, não dá espaço para conhecer melhor, muitas delas, que carregaram a termologia CHINA com preconceito, com desmando, com crueldade, mas que na verdade, foram as grandes sofredoras de alma machucada por uma sociedade podre, que até hoje pensa que na CHINA se come cachorro!

Jaime Caetano Braun, bem descreve num dos seus mais belos poemas:


China
Jayme Caetano Braun

A maior das gauchadas
Que há na Sagrada Escritura
Falo como criatura
Mas penso que não me engano!
É aquela, em que o Soberano
Na sua pressa divina
Resolveu fazer a china
Da costela do Paisano!

Bendita china gaúcha
Que és a rainha do pampa
E tens na divina estampa
Um quê de nobre e altivo
És perfume, és lenitivo
Que nos encanta e suaviza
E num instante escraviza
O índio mais primitivo!

Fruto selvagem do pago
Potranquita redomona
Teus feitiços de madona
Já manearam muito cuera
E o teu andar de pantera
Retovado de malícia
Nesta querência patrícia
Fez muito rancho tapera!

Refletem teus olhos negros
Velhas orgias pagãs
E a beleza das manhãs
Quando no campo clareia
Até o sol que te bronzeia
Beijando-te a estampa esguia
Faz de ti, prenda bravia
Uma pampeana sereia!

Jamais alguém contestou
O teu cetro de realeza!
E o trono da natureza
É teu, chinoca lindaça
Pois tu refletes com graça
As fidalgas Açorianas
Charruas e Castelhanas
Vertentes Vivas da Raça!

A mimosa curvatura
Desse teu corpo moreno
É o pago em ponto pequeno
Feito com arte divina
E o teu colo que se empina
Quando suspiras com ânsia
São dois cerros na distância
Cobertos pela neblina

Quem não te adora o cabelo
Mais negro que o picumã?
E essa boca de romã
Nascida para o afago
Como que a pedir um trago
Desse licor proibido
Que o índio bebe escondido
Desde a formação do Pago?

Pra mim tu pealaste os anjos
Na armada do teu sorriso
Fugindo do Paraíso
Para esta campanha agreste
E nalgum ritual campestre
Por força do teu encanto
Transformaste o pago santo
Num paraíso terrestre!



quarta-feira, 21 de junho de 2023

XII Espora e Mango da Arte Gaúcha em Pelotas

A Centenária União Gaúcha de Pelotas, nos apresenta mais uma edição do RODEIO ARTÍSTICO dessa entidade, no dia 23 de julho no parque Ildefonso Simões Lopes, estará organizando o XII Espora e Mango da Arte Gaúcha, com Danças Tradicionais, Chula, Dança de Salão, Declamação, Solista Vocal e instrumentista. 
Regulamentos e informações pelo e-mail centenaria.uniaogaucha@gmail.com ou no 
WhatsApp (53) 3223.0269 ou procurar pelas Redes sociais o meu amigo Vitor Lopes Ribeiro.
Inscrições abertas e ordens de apresentações serão inversas a inscrição. 
Então corre lá!

terça-feira, 20 de junho de 2023

Poncho Pátrio, Poncho Campomar, Poncho Fiateci


Esse tipo de poncho impermeável é usado em toda a região pampeana, o nome poncho pátrio é de difusão uruguaia, de onde muitos dizem ser originário.
No entanto, já aparece como uniforme de regimentos argentinos em 1831, como o Guardia de Celadores de Buenos Aires, que foram ilustrados por Federico Reilly y Castells Capurro, esses eram de origem inglesa, como quase todos os tecidos daquela época.
Podiam ser “customizados” para melhor distinguir seus proprietários com abotoamentos em moedas de ouro e prata, bordados e inscrições.

Os ponchos eram confeccionados em pano de lã azul escuro industrializado, forrados de baeta vermelha (alguns raros encontrados no Uruguai, tinham o forro em baeta azul clara).
No Uruguai, durante as guerras civis, entre blancos e colorados, os colorados cortavam tiras do forro de sues ponchos para colocar ao redor da copa de seus chapéus na forma de divisas.
O poncho, pelo seu tamanho e volume, tinha que ser transportado enrolado e amarrado nos tentos atrás dos arreios.
 
Os mais afortunados dispunham de malas de poncho, feitas de lona ou couro.
Em viagens e pousos desabrigados o poncho servia de coberta e em caso de chuva de abrigo.
Um inconveniente do poncho pátrio era o peso que triplicava quando molhado, no entanto, não passava uma gota de chuva.

Cobria cavaleiro e arreios eficientemente, o sujeito chegava seco, mas com os ombros destruídos.
Daí sua substituição por tecidos impermeáveis sintéticos em tempos modernos.
Se os primeiros foram importados da Inglaterra, ficaram famosos os Campomar, fabricados na cidade Juan Lacase, departamento de Colonia, Uruguai, pela fábrica têxtil Campomar y Soulas que empregava milhares de funcionários e, após quase dois séculos de existência, fechou suas portas em 1993.
 
No Rio Grande do Sul eram bastante difundidos os da marca Fiateci, fabricados em Porto Alegre pela FIATECI - Companhia Fiação e Tecidos Porto Alegrense que deixou de fabricá-los no final da década de 1980.

Fonte:  Facebook Marcos do Pampa/FIATECI
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BAILE DO TEMPO ANTIGO

 
A Patronagem do CTG Pedro Telles Tourem convida comunidade bailera e a todos que viveram no nosso tempo, o Baile do Tempo Antigo, que será realizado dia 08 de julho a partir das 22h00min com a animação do Grupo Baile Gaúcho.

O bom desses bailes, para quem já esteve num, são as brincadeiras que acontecem relembrando o tempo antigo, em que se paravam os bailes para comer, as comidas típicas, como café com bolo frito, alguns mais abastados serviam linguiça ou salame com cuca. Tinha a dança da vassoura, o aparte de pares, as galinhas assadas na madrugada. Hoje com os tempo modernos, são se fazem mais isso, mas eu ainda vivi esse tempo e lembro de tantas coisas boas que aconteciam.• Valores dos Ingressos:
Não-Sócio: R$ 40,00
Sócio em dia: R$ 30,00

• Valores das Reservas de Mesas:
Sócio em dia: R$ 120,00
Não-Sócio: R$ 160,00

• Contato para reservas de mesas:
(55) 9.96998722 ou (55) 9.96423925

Não dá para perder esse baile. 

DE QUEM RETORNA - Flávio Hansein

DE QUEM RETORNA - Música que me deu muita alegria, premiada em 2º Lugar na 19ª Gauderiada da Canção Gaúcha de Rosário do Sul, lá por 2004 eu acho, na bela voz do Flávio Hansein - com Bandonion de Carlitos Magallanes e violões de Osmar Carvalho e Erlon Péricles.

Música de Paullo Costa
Curiosidade:
Uma noite, isso na minha adolescência, peguei um ônibus na cidade e fui lá para a minha avó e meu Pai que moravam no 5⁰ distrito, na Vista Alegre, interior de São Chico e me disseram que o onibus passava na frente da casa dela, e não era verdade, ele foi da esquina do Farinheiro à Vila Kraemer e tive que fazer uns 5 kms apé, cheguei tarde da noite, numa noite verão com uma lua cheia.
Algum tempo depois, pensando nesse fato escrevi esses versos, que o Paullo Musicou acho que 2003 ou 04 e premiamos na Rosário Gauderiada Da Canção .
Se gostar, comenta - compartilha. Vamos encher o face de musica!

CTG TROPEIRO DAS MISSÕES - 56 Anos

 


No próximo dia 29 de Julho o CTG Tropeiro das Missões - da Vila Kraemer - 5º Distrito de São Francisco de Assis - 10ªRT - estará completando mais um ano de vida - 56 anos de muito Tradicionalismo - cm um Jantar Baile que será animado pelo Grupo Crioulaço de Santa Maria e será também o 1º Encontro de Ex-prendas, quase numa Centena, visto que algumas repetiram a faixa por algumas vezes, mas com certeza será um grande evento. 

O CTG Tropeiro das Missões fez parte da minha formação como pessoa e onde conheci e comecei os primeiro passos no meio da música e da arte cultural e campeira desse Rio Grande do Sul, visto que meu Pai foi um dos Fundadores do CTG e antes de sua partida, muitas vezes pudemos prosear e conhecer a história desse CTG, que nasceu praticamente junto comigo. 

Lembro de, quando criança, havia até um berçário onde onde as Mães deixavam os filhos sendo cuidados pela Nilva e depois já adolescência, muito acompanhei o dia a dia dessa entidade tradicionalista, ajudando em muitos rodeios, bem como na fundação do Taperão, parque de rodeios do CTG, que juntamente com o Pelézinho, num caminhão chevrolet, vermelho puxamos madeira para construção desse Sede Campeira. 

Parabéns ao CTG nesses 56 anos de altos e baixo, mas sem nunca perder a essência da Tradição.


segunda-feira, 19 de junho de 2023

Músicas em festivais

Nos próximos dia estaremos em dois festivais que gosto muito, na 43ª COXILHA NATIVISTA de Cruz Alta, estaremos com a música NA MINHA LOUCURA - uma letra nossa com música de Charlise Bandeira, Émerson Ismael e Luciano Rodrigues, que estará em palco na voz de Jean Kirshof e Analise Severo, além de Arison e Emerson. 

Também estaremos na próxima semana, no 21ºJoãozinho da Ponte esse festival de São Gabriel que muito tem somado com a cultura do Rio Grande do Sul - lá estaremos com a Milonga - PORQUE QUE NÃO FAZER MILONGA? - uma letra nossa com música de Wilson Paim e que vai estar na voz de Giovanni Lemos - Ano passado, na 20ª Edição Premiamos nesses mesmo festival, dessa vez uma musica em parceria com Giovanni Lemos.

Todos convidados para esses festivais e muitos outros quer estão abertos, voltando a ter cultura no nosso estado.



 

sexta-feira, 16 de junho de 2023

VACA ATOLADA

Dizem que vaca atolada é uma receita tipicamente mineira , mas há muito faz parte da culinária do Gaúcho, o que é uma pequena variação do ensopado, prato típico desse estado e que é servido em muitas mesas, principalmente no inverno, por se uma comida forte e que se come muito quente, devido as gorduras usadas., 
INGREDIENTES
1 kg de costela de boi
2 unidades de cebola
6 dentes de alho
2 tabletes de caldo de carne
Óleo de soja a gosto
800 gr de mandioca
Cheiro-verde a gosto


MODO DE PREPARO:
1. Tempere a carne com alho e sal.
2. Coloque no fogo, em uma panela de pressão sem a tampa, o óleo e vá colocando aos poucos a carne para dourar.
3. Se você achar que irá ficar muito cheia a panela, frite metade, reserve e depois frite a outra metade.
4. A carne deve ficar bem dourada, bem fritinha, mas não deixe queimar.
5. Isso é muito importante, que ela fique bem dourada por todos os lados.
6. Depois disso, adicione a cebola e o alho para dar uma dourada, sempre mexendo.
7. Coloque o caldo de carne.
8. Ponha água na panela, cobrindo as carnes para cozinhar em pressão.
9. Feche a panela de pressão.
10. Quando começar a chiar, deixe cozinhar por 40 minutos.
11. Cozida a carne, coloque a mandioca em pedaços, para cozinhar dentro da panela.
12. Se precisar, coloque um pouco de água.
13. Se a mandioca custar para cozinhar, jogue, sem medo, bastante água para dar um susto nela, que ela cozinha.
14. O caldo da costela vai ficar um pouco mais grosso.
15. Fique sempre perto para ver se não precisa de mais água para evitar grudar o fundo da panela.
16. Na hora de servir pode ser adicionado à panela, bastante cheiro verde picado.

O PRIMEIRO CAMINHO SUL BRASILEIRO


 O TEMPO EM UM OUTRO TEMPO! FRANCISCO E O PRIMEIRO CAMINHO SUL BRASILEIRO ABERTO POR TERRA ENTRE O BRASIL E O URUGUAI - UMA OBRA DE UM GUERREIRO BANDEIRANTE QUE TAMBÉM FOI EMBRIÃO DO TROPEIRISMO DO SUL

HISTÓRICO
Francisco de Brito Peixoto é seu nome, foi um bandeirante vicentista e nasceu no ano de 1650, em Santos-SP. Filho de Anna da Guerra do Prado e de Domingos de Brito Peixoto.
Seu pai foi filho e neto dos povoadores da Capitania de São Vicente (atual Estado de São Paulo/SP), que partiu do Porto de Santos para desbravar o sul brasileiro no fim do século XVII, junto dos filhos Sebastião de Brito Guerra e o próprio Francisco, mais de 60 homens, com armas, munições, mantimentos e ferramentas, fundaram a Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna/SC), no ano de 1676, conforme escritos de Francisco.
Francisco como fundador, ficou em Laguna e, mais tarde, entre 1715 e 1718, com recursos próprios explorou, descobriu, tomou posse e iniciou o povoamento dos campos do Rio Grande de São Pedro do Sul (hoje Estado do Rio Grande do Sul) para a coroa portuguesa, e fez a ligação por terra de Laguna a Rio Grande, a Maldonado, à Colônia do Sacramento e a Montevidéu.
Francisco aliado aos indígenas minuanos do pampa iniciou os primeiros movimentos pecuários de origem luso-brasileira na região platina.
Numa atitude corajosa ante os castelhanos de Buenos Aires, estabeleceu seu comércio e mandou seus homens para a Colônia de Sacramento, logo a frente, de possessão portuguesa, onde explorou o comércio de gados, mulas, cavalares e couro, a fim de introduzir em São Paulo, inaugurando assim o primeiro caminho entre Sacramento e Laguna e o primeiro movimento de integração da Região do Prata ao Brasil, no caminho que percorria entre Sacramento-Laguna-Paranaguá-Curitiba-Sorocaba-São Paulo.
UM NOVO MOVIMENTO
Pelas notícias dos consecutivos sucessos de suas empreitadas aliados aos indígenas minuanos na condução de gados e muares, novos bandeirantes focaram suas investidas no novo movimento que surgia, a fim de introduzir o muar em São Paulo e na região das Minas. Como Francisco de Souza e Faria, e Cristóvão Pereira de Abreu que desce com uma tropa de bandeirantes, um dos quais tivera contato pessoal com o bandeirante Francisco de Brito Peixoto, que já reunia tropas de mulas e de gados para comércio e condução desde Sacramento.
Passados anos, já em 1726, o bandeirante deixou uma carta para o Rei de Portugal a respeito das terras conquistadas e a relação com os indígenas da região:
No ano de 1726, Francisco de Brito Peixoto escreveu para o Rei:
"Mandei no serviço de S.M. que Deus Guarde, para o Rio Grande de São Pedro 31 homens à minha custa, e por capitão deles o meu genro João de Magalhães, a quem ordenei que chegando à paragem do Rio Grande escolhessem algum lugar que fosse mais conveniente para formarem as suas casas em forma de povoação e logo façam canoas de pau, suficientes para serventia de passagens de gado, encomendando-lhes também aquele zelo e diligência de passarem gado para esta parte da nossa campanha para a multiplicação, pois é um grande serviço que se faz a EI-Rei Nosso Senhor, enxotando-o para o meio da campanha para o dito gado tomar posse (...) Também se me oferece dizer a Vmc. que já desta banda do Rio Grande se acham 800 reses de gado vacum que mandei buscar das campanhas à minha custa (...) por entender que nisso fazia serviço a S.M. que Deus Guarde, para a multiplicação na campanha desta parte, e por não haver nela gado algum e ter capacidade para nela estarem milhões de gado, e na diligência de conduzir mais estou sempre (...) Também digo a Vme. que tenho adquirido a boa amizade dos índios minuanos (...) e ser conveniente ao real serviço a amizade destes gentios, por estarem as campanhas francas para delas se tirar quanto gado quiserem.
A VOLTA POR CIMA DE UM LUTADOR, PRESO, LIBERTADO, CONDECORADO PELO REI
Com essas notícias a Coroa passou a investir a partir de 1732 em Sesmarias, dando início ao povoamento luso-brasileiro em terras platinas.
Nunca se casou oficialmente, mas com Sevirina Dias, indígena Carijó, teve três filhos: Ana, Maria e Sebastião, todos “de Brito Peixoto”. Com outra índia teve mais quatro filhos (Domingo Leite Peixoto, Victor de Brito, Ana da Guerra e Catarina de Brito). Com Paula Dias do Prado, teve o filho Luis de Brito Peixoto, deixando grande descendência em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Uruguai.
Foi preso por ordem do Capitão-Mor Manuel Manso de Avelar, provavelmente por motivação política - já que denunciava os contrabandos na região. Foi liberado em 1º de fevereiro de 1721, quando recebeu do rei João V de Portugal a carta patente de Capitão-Mor das terras de Laguna, da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, por três anos.
Substituindo Bernardo Cavalcanti de Mello, tornou-se Comandante da Ilha de Santa Catarina, para o período de 1721 a 1728, e governou-a de 1º de fevereiro de 1721 a 25 de outubro de 1724. Interinamente, assumiu a administração, Augusto Xavier de Carvalho.
Depois do episódio, Francisco prendeu Avelar, remeteu-o para a vila de Santos, onde teve seus bens confiscados após inquérito.
Em 1732, solicitou ao Rei de Portugal concessão de campos e terras de Garopaba/SC até o rio Tramandaí/RS, por seu empenho, posses investidas e serviços prestados à coroa, mas recebeu uma Sesmaria de Légua e Meia em Quadro.
Faleceu em 31 de outubro de 1735, em Laguna/SC, cidade que fundou. Seus restos mortais estão no altar principal da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos, construída por ele na freguesia em 1696.
Com tais feitos Francisco de Brito Peixoto é considerado um dos maiores bandeirantes de São Paulo, pela iniciativa de tornar a região platina como parte do Império Português, como por ser o precursor dos primeiros movimentos tropeiros do Brasil.
Possui estátuas em sua homenagem no Museu Paulista do Ipiranga, e na cidade que fundou(Laguna-SC).
Fonte:
Reprodução-JFV
Fonte/Paulistânia Tradicional
Crédito/Pampa sem Fronteira
jornalfolhadovalemetorpolitano@gmail.com DESDE 1976 A HISTÓRIA PASSA POR AQUI

segunda-feira, 12 de junho de 2023

FAC - FUNDO DE APOIO A CULTURA

 

A Secretaria Estadual da Cultura (SEDAC) publicou no Diário Oficial de quarta-feira (7) a lista dos municípios aprovados na Chamada Pública de Coinvestimento para Eventos Culturais Populares. 

Para firmar os convênios e estarem habilitados para receber os recursos do FAC, os municípios devem possuir Sistema Municipal de Cultura já implementado. A aplicação deve ocorrer em eventos com mais de uma edição, critério em que se encaixam Feira do Livro, Natal, Carnaval, aniversário do município, dentre outros.

Este é o primeiro edital do FAC neste formato. Até o ano passado, nos diferentes editais os projetos vinham sendo feito diretamente por produtores culturais, não passando pelos municípios. “É uma boa iniciativa do Estado, por que é nos municípios que as coisas acontecem”.

Região

Outras 27 prefeituras no entorno de Santa Maria se classificaram para a próxima etapa. Apenas São Gabriel teve o pedido indeferido. No material de divulgação do Governo do Estado, o prefeito de Restinga Sêca, Paulo Salerno, destacou que a chamada é uma oportunidade de alavancar eventos e atividades culturais, além de ser uma ferramenta importante para fomentar a organização dos sistemas municipais de cultura.

O texto original e a relação dos 312 classificados, podem ser vistos AQUI.

Confira abaixo todos os valores garantidos por municípios da região:

NOME DO MUNICÍPIOVALORES SOLICITADOS AO FACVALORES EFETIVAMENTE
CONCEDIDOS PELO FAC
CONTRAPARTIDA MÍNIMA A SER APORTADA
AGUDOR$ 600.000,00R$ 109.493,72R$ 27.373,43
CAÇAPAVA DO SULR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 26.957,98
CACEQUIR$ 550.000,00R$ 104.085,20R$ 18.367,98
CACHOEIRA DO SULR$ 650.000,00R$ 114.902,24R$ 20.276,87
CRUZ ALTAR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 38.190,47
DILERMANDO DE AGUIARR$ 100.000,00R$ 55.408,52R$ 9.777,97
DONA FRANCISCAR$ 200.000,00R$ 66.225,56R$ 11.686,86
FAXINAL DO SOTURNOR$ 150.000,00R$ 60.817,04R$ 15.204,26
FORMIGUEIROR$ 200.000,00R$ 66.225,56R$ 11.686,86
JAGUARIR$ 550.000,00R$ 104.085,20R$ 26.021,30
JÚLIO DE CASTILHOSR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 38.190,47
LAVRAS DO SULR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 26.957,98
MATAR$ 600.000,00R$ 109.493,72R$ 19.322,42
NOVA ESPERANÇA DO SULR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 38.190,47
NOVA PALMAR$ 200.000,00R$ 66.225,56R$ 28.382,38
RESTINGA SÊCAR$ 200.000,00R$ 66.225,56R$ 11.686,86
ROSÁRIO DO SULR$ 250.000,00R$ 71.634,08R$ 12.641,31
SANTA MARGARIDA DO SULR$ 100.000,00R$ 55.408,52R$ 13.852,13
SANTA MARIAR$ 1.000.000,00R$ 152.761,88R$ 38.190,47
SANTIAGOR$ 340.000,00R$ 81.369,42R$ 20.342,35
SÃO FRANCISCO DE ASSISR$ 500.000,00R$ 98.676,68R$ 17.413,53
SÃO JOÃO DO POLÊSINER$ 450.000,00R$ 93.268,16R$ 23.317,04
SÃO MARTINHO DA SERRAR$ 200.000,00R$ 66.225,56R$ 16.556,39
SÃO PEDRO DO SULR$ 265.000,00R$ 73.256,64R$ 12.927,64
SAO SEPÉR$ 500.000,00R$ 98.676,68R$ 17.413,53
SÃO VICENTE DO SULR$ 950.000,00R$ 147.353,36R$ 26.003,53
VILA NOVA DO SULR$ 500.000,00R$ 98.676,68R$ 17.413,53

Regulamento 14º Canto Nativo de Santo Augusto


14º CANTO NATIVO
18 E 19 DE AGOSTO DE 2023
SANTO AUGUSTO - RS
INSCRIÇÕES ATÉ: 01/07/2320

REGULAMENTO INSCRIÇÕES

Dos Objetivos:
Art. 1º o 14º Canto Nativo de Santo Augusto é um concurso de músicas cuja a temática deve ser identificada com o contexto nativista do Rio Grande do Sul. Acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto 2023, no Parque de Exposições do Sindicato Rural, simultâneo a 24ª Expofeira, e 7º Cantinho Nativo de Santo Augusto. Art. 2º 14º Canto Nativo integra um projeto cultural desenvolvido pelo Sindicato Rural de Santo Augusto, tendo como objetivos:
I – Promover a cultura, projetando turisticamente e no cenário artístico cultural, o município de Santo Augusto, valorizando a música do Rio Grande do Sul e, em particular, a musicalidade nativista, em todas as suas linhas e tendências, respeitada a identidade cultural.
II – Incentivar os compositores e autores a pesquisar sobre os usos, costumes, história e lendas do Rio Grande do Sul, expressados na musicalidade, proporcionando o intercâmbio cultural e a integração entre poetas, intérpretes e músicos e a comunidade de Santo Augusto e região.
III – Selecionar 15 (quinze) músicas para participar do festival , 14º Canto Nativo e fazer parte do Álbum do festival, sendo que todas irão a palco na noite de apresentação (18/08) e na finalíssima (19/08).
a) 9 (nove) Categoria que engloba
I) Quebra Costelas;
II) Local e III) Regional:
I – 02 (duas) composições Categoria Quebra-Costelas, previamente selecionadas pela comissão designada, desde que inscritas nas condições estabelecidas, neste regulamento;
II - 03 (três) composições da categoria Local, cujo pelo menos um dos autores da letra ou melodia tenha nascido ou seja residente no município de Santo AugustoRS ou Coronel Bicaco-RS, exigida comprovação (certidão, conta de Luz, água, telefone ou boleto bancário);
III – 04(quatro) da Categoria Regional dispensada comprovação residencial;
b) 06 (seis) na categoria Geral.
IV – Premiar as melhores músicas, bem como os participantes que se destacarem no festival.
Parágrafo único – Todos os autores de letra e melodia, bem como o interprete, individualmente por composição classificada, deverão encaminhar até o dia 18/07/2023, Autorização para gravação do Álbum e DVD do festival, Assinada e firma reconhecida, bem como a fixa técnica até o dia 18/08/2023, nos termos desse Regulamento, sob pena de desclassificação.

Das Inscrições:
Art. 3º O prazo de inscrição é do dia 01/06 à 01 de julho de 2023, impreterivelmente.
Art. 4º Poderão participar todos os músicos compositores, instrumentistas e/ou interpretes que atenderem aos objetivos deste regulamento.
Art. 5º Cada Autor ou parceria poderá inscrever número limitado de 05 (cinco) composições, podendo ser em uma ou mais categorias, sendo que somente 02 (duas), poderão participar do festival.
Art. 6º A composição inscrita deverá ser inédita, ou seja, que não tenha sido gravada comercialmente, podendo já ter participado de festival, desde que não tenha integrado o CD ou DVD.
Art. 7º As composições inscritas já plenamente arranjada, deverão estar gravadas em arquivo MP3, para a gravação do Álbum do Festival, QUE SERÁ LANÇADO NO FESTIVAL.
Art. 8º O tempo de duração de cada música não deverá exceder de 05 (cinco) minutos.
Art. 9º A inscrição será efetivada mediante apresentação da ficha de inscrição, cópia da Letra, sem identificação dos Autores e áudio conforme art. 7º, exclusivamente pelo site www.srsa.com.br/cantonativo
Art. 10 A divulgação das composições classificadas na triagem é prevista para 11/07/2023.
Art. 11 Os responsáveis pela inscrição das músicas selecionadas para o festival serão oportunamente notificados, tanto da classificação quanto da ordem de apresentação.

Da Apresentação:
Art. 12 Os instrumentos musicais utilizados no palco serão de inteira responsabilidade do (s) concorrente (s), com exceção de uma bateria para percussão, que será disponibilizada.
Art. 13 Os instrumentistas e interpretes deverão se apresentar no palco usando indumentária gaúcha.
I – Cada música poderá ser defendida por até 08 (oito) integrantes;
II - Cada instrumentista poderá defender no máximo 03 (três) músicas concorrentes.
III – Cada interprete poderá defender no máximo 02 (dois) músicas concorrentes.
Parágrafo único – Caso haja substituição de interprete ou instrumentista, para defender a composição, no palco, deverá ser comunicado à Comissão Organizadora 24 horas antes do inicio do festival. Da Avaliação:
Art. 14 A avaliação de pré-seleção e classificação para o festival, ficará a cargo de uma comissão constituída por pessoas de reconhecido conhecimento artístico cultural, nomeada pela comissão organizadora do evento. Art. 15 A classificação no festival se dará por indicação atribuída por cada jurado, considerando dentre os seguintes quesitos:

I – Escolha da melhor música:
a) Melodia;
b) Instrumental;
c) Arranjo;
d) Letra;
e) Interpretação.

II – Premiação individual:
a) Melhor instrumentista individual;
b) Melhor grupo instrumental;
c) Melhor Interprete;
d) Melhor arranjo;
e) Melhor letra.

III – Os jurados considerarão ambas as apresentações para emitir o veredito.
Art. 16 O festival acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto de 2023.
I – A apresentação do festival terá inicio à partir das 20:30h (vinte horas e trinta minutos), devendo os concorrentes estarem presentes no local.
II – A passagem de som se dará das 13:30 às 18:30 horas, do dia da apresentação e será procedida pela ordem estabelecida em sorteio e horário informado aos responsáveis pela inscrição estabelecendo-se um limite máximo de 15” (quinze minutos), para cada música.
Parágrafo Único – o não cumprimento no horário, poderá implicar em desconto de até 50% (vinte por cento) da Ajuda de custo.

Da Premiação :
Art. 17 Cada uma das composições selecionadas receberá a titulo de ressarcimento de despesas-ajuda de custo, premiação e/ou direito de arena-cachê, pagos após a apresentação da música no festival, na respectiva noite, o valor de:
I – Participantes das Categorias Quebra Costelas – Local – Regional R$ 1.000,00 (um mil reais)
II – Categoria Geral R$ 2.000,00 (dois mil reis).
Art. 18 Os Autores de cada uma das composições cedem, para organização do evento, os direitos autorais relativos a apresentação no evento, bem como, a gravação das composições classificadas para o 14º Canto Nativo de Santo Augusto, correspondentes a edição De 1.000 (dois mil) CDs, e 500 (quinhentos) DVDs, bem como autorizam divulgação e publicação em plataformas digitais. Resguardados os direitos autorais de cada compositor, músico e interprete, quanto a reedição e comercialização.
Art. 19 A premiação aos vencedores, instituída para o 14º Canto Nativo de Santo Augusto, entre as composições classificadas para a final é a seguinte:
1º lugar Melhor Música - Troféu Canto Nativo - R$ 2.000,00
2º lugar Melhor Música - Troféu Nerci Liberato da Conceição - R$ 1.000,00
3º lugar Melhor Musica - Troféu Mario Regis Sperotto - R$ 500,00
Música Destaque Regional - Troféu SAESMA - R$ 500,00
Talento Regional - Troféu Margot Rodrigues
Música Mais Popular - Troféu João Câncio - R$ 300,00
Melhor Instrumentista - Troféu Destaque Nativo - R$ 300,00
Melhor Grupo Instrumental - Troféu Destaque Nativo - R$ 300,00
Melhor Melodia - Troféu Destaque Nativo - R$ 300,00
Melhor Interprete - Troféu Destaque Nativo - R$ 300,00
Melhor Letra - Troféu Destaque Nativo - R$ 300,00
a) A Música Mais popular será escolhida, dentre as concorrentes, que obtiver maior pontuação, por uma comissão formada por 07 (sete) pessoas, da plateia, nomeadas pela Comissão Organizadora, observando a motivação do público.
b) A música destaque regional será escolhida entre as concorrentes que participam da classificatória e não foram premiadas com 1º lugar, 2ºlugar ou 3º lugar.
c) Talento regional será escolhido entres as músicas concorrentes na classificatória, mediante avaliação de comissão especial, dentre letra, melodia, interpretação, arranjo, grupo instrumental ou instrumentista.
d) O interprete que se valer da leitura da letra não concorrerá a melhor interprete.

Das Disposições Gerais:
Art. 20 O Compositor, Instrumentista e interprete são responsáveis pelo cumprimento das normas e exigência legais para apresentar-se no 14º CANTO ANTIVO.
Art. 21 os participantes perderão o direito à ajuda de custo, premiação e/ou direito de arena, quando:
a) não se apresentar no palco;
b) por desrespeito à comissão organizadora e/ou avaliadora; c) por descumprimento ao presente regulamento.
Parágrafo Único – Em qualquer destas situações, caberá a Comissão Organizadora, juntamente com a Comissão Avaliadora, examinar a possibilidade de desclassificação da composição concorrente.
Art. 22 Serão selecionadas 04 (quatro) composições suplentes sendo 02 (duas) das categorias Local - Regional e 02 (duas) da categoria geral.
Art. 23 será servido jantar de confraternização na sexta feira e sábado a partir das 19:00 horas e almoço no sábado das 12:00 às 13;30 horas.
Art. 24 Os casos omissos e dúvidas do presente regulamento, serão examinados e resolvidos soberanamente pela Comissão Organizadora.

Cirilo Augusto Sperotto 
Presidente 14º Canto Nativo

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Premiação da 29ª Sapecada da Canção Nativa

 

Na grande final da 29ª edição da Sapecada da Canção Nativa , dezesseis composições mostraram o nível elevado de técnica e interpretação da edição 2023.

RESULTADO FINAL:
1º LUGAR
RANCHO DE ADOBE - MILONGA

Letra: Evair Gomez
Melodia: Mauro Silva / Lucas Gross
Interpretação: Odair Teixeira. Daner Marinho, Mauro Silva e Lucas Gross
Recitado: Evair Gomez

2º LUGAR
CONCEITOS - MILONGA

Letra: Eron Vaz Mattos
Melodia: Eron Vas Matos / Joca Martins
Interpretação: Joca Martins

3º LUGAR
BASTO DO AVÔ TROPEIRO - MILONGA

Letra: Dudi Marafigo / Eduardo Schimidt
Melodia: Ricardo Oliveira
Interpretação: Ricardo Oliveira

MELHOR INTÉRPRETE
JOCA MARTINS

com a música "NOME DE TAPERA"

MELHOR INSTRUMENTISTA
DANIEL ZANOTELI

flauta transvers na música "TEMA DE UM ADEUS"

MELHOR LETRA
CONCEITOS - MILONGA
Letra: Eron Vaz Mattos
Melodia: Joca Martins
Interpretação: Joca Martins

MELHOR MELODIA
MENSUAL - RASGUIDO DOBLE

Letra: Rogério Ávila
Melodia: Leonel Gomez
Interpretação: Leonel Gomez

MELHOR ARRANJO
RANCHO DE ADOBE - MOLONGA

Letra: Evair Gomez
Melodia: Mauro Silva / Lucas Gross
Ritmo: Milonga
Interpretação: Odair Teixeira, Daner Marinho, Mauro Silva e Lucas Gross

MELHOR CONJUNTO VOCAL
DE QUEM PLANTA E COLHE - RASGUIDO DOBLE

Letra: Clodoaldo Pereira
Melodia: Pery Padulha Bohrer
Interpretação: Cris Chardozinho, Camila Alexandre, Pery Bohrer e Leandro Pereira

MELHOR TEMA CAMPEIRO
COXONILHO - MILONGA

Letra: Rafael Ferreira
Melodia: Cristian Camargo
Interpretação: Ricardo Oliveira, Ricardo Bergha e Marcelo Oliveira

MELHOR TEMA REGIÃO SERRANA
TIO BASTIA - CHAMARRA

Letra: Ramiro Amorim
Melodia: Alberto Ventura Neto
Interpretação: Beto Ventura

MÚSICA MAIS POPULAR
DESPERCEBIDO - CHOTE

Letra: Dudi Marafigo
Melodia: Ricardo Oliveira
Interpretação: Ricardo Bergha

Fonte: Portal dos Festivais

terça-feira, 6 de junho de 2023

A Origem dos Ciganos

Originários do Noroeste da Índia, o povo que hoje é conhecido por cigano ou Rom partiu em êxodo desta região por volta do ano 1000 por razões ainda hoje pouco esclarecidas. Este povo espalhou-se pela Ásia e Norte da Europa dando origem à denominação "Rom". Já outro fluxo de migração passou pelo Egito, daí o nome de gypsy , tsigane , gitano e cigano, e veio a espalhar-se pelo Norte de África, Península Ibérica e Sul da Europa.

Ou seja, apesar de serem de fluxos migratorios diferentes, os ciganos da Europa ocidental e oriental possuem a mesma herança cultural da Índia, transformada por séculos de itinerância e nomadismo em contato com povos de todo o Mundo. Com a colonização esse povo também migrou para as colônias Européias nas Américas.
Ao longo da História esse povo foi marginalizado pelas sociedades com as quais estiveram em contato, sobretudo pela recusa de abandonar a sua cultura, tradição, língua e costumes e pela sua necessidade visceral de liberdade e independência. Por isso os ciganos escolheram durante séculos a vida nómade, talvez por ser aquela que lhes permitia sobreviver em plena identidade.
Para além da discriminação e exclusão social e racismo, os ciganos chegaram a ser escravizados, como no caso da Roménia, e foram vítimas dos Campos de Concentração Naz1, resultando no extermínio de cerca de meio milhão ciganos.

A base da economia das comunidades ciganas era tradicionalmente o ofício artesanal, ferreiros, caldeireiros, cesteiros, etc., ou o comércio de bens de variada ordem além de animais.
Os vários tipos de ocupações profissionais mantêm-se ainda hoje nas famílias ciganas.
No Leste da Europa, ainda hoje existem clãs de famílias cujas características fazem lembrar as das castas indianas, em que os ofícios são seguidos por várias gerações. Por exemplo, encontramos no ofício de caldeireiros dos Kalderash, ou no comércio de cavalos dos Lovara.

Talvez a mais conhecida forma de sustento do povo cigano é a arte do circo, tanto na representação, adestramento de animais e na música. Foi sobretudo a música que permitiu a um certo número de grupos de ciganos uma posição muito favorável junto das cortes de reis e czares na Europa e na Rússia. Em termos musicais, os ciganos assimilam a cultura musical dos povos com quem estão em contato e reinterpretam-na de uma forma inteiramente pessoal e cultural que chega a ter laivos de verdadeira reinvenção. Uma das manifestações mais importantes desta influência mútua de ciganos e gadjés encontra-se no flamengo, arte viva que uniu na sua expressão não só as formas culturais como também os povos.

O povo cigano tem uma língua própria manifestada em diferentes dialetos que têm origem na língua hindu e no sânscrito. A sua língua é também uma espécie de código que estabelece a base dos laços sociais e familiares dentro da mesma comunidade ou em comunidades diferentes de ciganos. Dentro da família cigana, os velhos e as crianças ocupam uma importância fundamental, significando por um lado a preservação da experiência e do conhecimento predominantemente oral desta comunidade e o futuro e a sobrevivência da sua cultura. A família e a honra são os valores mais queridos deste povo que observa uma série de regras de forma muito rigorosa. Muitos dos costumes das comunidades ciganas, sobretudo os mais característicos, são completamente desconhecidos das sociedades onde estes se inserem, o que por vezes contribui para aprofundar a discriminação.

Hoje em dia são raras as comunidades totalmente nómades de ciganos tanto no Brasil quanto na Europa, dado que a maior parte se fixou total ou parcialmente em algum local. A exemplo de outros grupos étnicos, na era moderna a força de muitos dos costumes mais tradicionais está enfraquecendo, sobretudo nas comunidades urbanas.

Por outro lado, durante a segunda metade do século XX, há a criação na Europa e em outros continentes, instituições organizadas de defesa da cultura e dos direitos do povo cigano, que prezam pela preservação de muitas das suas tradições, ao mesmo tempo, pretendem um estatuto de cidadania efetiva junto das sociedades em que estão inseridos, com o respeito dos seus direitos mais elementares, entre os quais o respeito à diferença.

No Brasil, cerca de 800 mil a um milhão de pessoas se identificam como ciganos, de acordo com IBGE, já o Conselho da Europa estima que a população cigana em Portugal ronde as 52 mil pessoas.

Fonte: Patricia Contant da Página História Esquecida