terça-feira, 25 de abril de 2017

Batalha de Porongos - Revolução Farroupilha, 1844

Depois de lutarem, durante dez anos, não por dinheiro ou impostos, mas pela liberdade, no dia 14 de novembro de 1844 foram miseravelmente traídos no mais vergonhoso episódio dessa guerra, conhecido como “O Massacre de Porongos”. Desarmados, por seu comandante Canabarro, esses homens foram traiçoeiramente entregues a sanha historicamente genocida de Caxias.


Batalha de Porongos: covardia, traição, falsidade

A Revolução Farroupilha foi a mais longa revolta republicana contra o Império escravocrata e centralizador brasileiro. Os grandes e poderosos proprietários de terras gaúchos, sentindo-se desfavorecidos pelas leis federais, principalmente pelos impostos considerados excessivos, entram em negociações com o governo regencial. Tais negociações, consideradas insatisfatórias, criam um crescente estado de tensão até o rompimento definitivo e a declaração de guerra, em 20 de setembro de 1835.

Depois do combate travado em Bagé, conhecido como “a Batalha do Seival”, em que as forças imperiais foram surpreendente e rotundamente derrotadas, surge um movimento político dissidente e separatista. Com sua radicalização é proclamada a independência e criada a República Rio-Grandense frente ao Império do Brasil, propondo uma República Federativa às demais províncias que viessem a separar-se do Império e assumissem a forma republicana.

Para lutar por “um país independente” foi necessário juntar as tropas dos generais que aderiram à causa e assim foi formado o “exército farroupilha” liderado pelo Gen. Bento Gonçalves. Na verdade, os verdadeiros protagonistas dessa luta foram os negros, os índios, os mestiços e os brancos pobres que lutaram de forma abnegada pela recém criada República e por espaços de liberdade, buscando um futuro melhor para si e para os seus. Entre os generais está um abolicionista convicto, Antônio de Souza Netto, que não só coloca a libertação dos escravos como um dos “ideais farroupilha” como propõe a participação dos negros na luta dos farrapos. Num primeiro momento a idéia é rejeitada. Porém, em 4 de outubro de 1836”, depois da “Derrota de Fanfa”, em que Bento Gonçalves foi preso e o exército farroupilha teve excessivas baixas, eles não vacilaram em libertar os escravos que, em troca, se engajaram no exército farroupilha. Assim foi criada a unidade militar que ficou conhecida como os Lanceiros Negros.

Nesse corpo de Lanceiros Negros só havia brancos entre os oficiais superiores. Os negros eram os melhores domadores de cavalos da província. Suas lanças eram maiores do que as ordinárias, os rostos pretos como azeviche. Seus corpos robustos e a sua perfeita disciplina os tornavam o terror dos imperiais. A participação decisiva dos Lanceiros Negros foi ressaltada pelo republicano Giuseppe Garibaldi – “herói dos dois mundos” – em sua biografia escrita por Alexandre Dumas: “soldados de uma disciplina espartana, que com seus rostos de azeviche e coragem inquebrantável, punham verdadeiro terror ao inimigo” ou ainda “…mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, …em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações…” (GARIBALDI,Giuseppe, em FAGUNDES, M. Calvet, História da Revolução Farroupilha. EDUCS.1989.p. 9).

Depois de lutarem, durante dez anos, não por dinheiro ou impostos, mas pela liberdade, no dia 14 de novembro de 1844 foram miseravelmente traídos no mais vergonhoso episódio dessa guerra, conhecido como “O Massacre de Porongos”. Desarmados, por seu comandante Canabarro, esses homens foram traiçoeiramente entregues a sanha historicamente genocida de Caxias.
Duque de Caxias: resolvendo a questão dos negros em armas

A “Traição de Porongos” e o Massacre dos Lanceiros Negros

Como explicar aos brasileiros tamanha covardia e a baixeza moral perpetradas por dois homens, David Canabarro e Duque de Caxias, ambos idolatrados como “heróis” pela historiografia oficial – um deles até considerado “patrono do Exército” – durante a chamada Revolução Farroupilha? Os historiadores oficiais criaram deliberadamente imagens falsas de Porongos procurando não macular “seus” heróis. Entretanto, a hediondez dos acontecimentos só nos permite uma coisa: não a explicação, mas a revelação da verdade, baseada em documentos oficiais que ficaram escondidos por décadas e só agora revelados.

As crescentes dificuldades enfrentadas pela nova República e as disputas políticas na região do Prata, preocupantes para as autoridades do Império, impuseram às duas partes negociações de paz. Uma vitória militar decisiva dos farrapos sobre o exército imperial, comandado pelo então Barão de Caxias, tornara-se cada vez mais inviável. Por parte do Império era importante terminar logo a luta e buscar uma paz negociada, pois tudo indicava a inevitabilidade da luta com os vizinhos platinos. Mas para as duas partes era importante resolver a questão dos negros em armas. Os revoltosos haviam prometido liberdade aos negros que lutavam no exército farroupilha e com isso a Corte Imperial não concordava. Era um perigo para os escravocratas brasileiros um grande número de negros armados. E se eles, agora bastante coesos, procurassem asilo no Uruguai e a partir daí continuassem a guerra com táticas de guerrilhas, fazendo do território uruguaio seu santuário? Isso levaria à guerra e “poderia provocar graves problemas com a Argentina de Juan Rosas” (LEITMAN Spencer, Negros Farrapos: hipocrisia racial no sul do Brasil no séc. XIX e DACANAL José, A Revolução Farroupilha: história e interpretação. Porto Alegre: Mercado Aberto.1985. p. 72)

Pelo lado dos farrapos, Bento Gonçalves foi afastado da liderança, e os novos líderes, David Canabarro e Antônio Vicente da Fontoura, ambos escravocratas, negociavam a paz com Caxias. A promessa de liberdade para os combatentes negros depois de 10 anos de abnegadas e vitoriosas lutas deles nas batalhas pesava muito nas negociações.

“Caxias confiava no poder do ouro. Com poderes ilimitados e verbas consideráveis para sobrepor-se aos “obstáculos pecuniários” que surgissem ao negociar com os líderes farrapos, ele tentou um acordo com David Canabarro, o principal general farrapo, para terminar a guerra. De comum acordo decidiram destruir parte do exército de Canabarro, exatamente seus contingentes negros, numa batalha pré-arranjada, conhecida como “Surpresa de Porongos” em 14 de Novembro de 1844” (LEITMAN, Spencer. Negros Farrapos …Idem p. 75)Foi neste contexto que aconteceu, na madrugada de 14 de novembro de 1844, o “Massacre de Porongos” em que os Lanceiros Negros – previamente desarmados por Canabarro e separados do resto das tropas – foram atacados de “surpresa” e dizimados pelas tropas imperiais comandadas pelo Cel. Francisco Pedro de Abreu (o Moringue), através de um conluio entre o barão (mais tarde duque) de Caxias e o gen. Canabarro para se livrarem dos negros em armas e poderem finalmente assinar a Paz de Ponche Verde. “Traição de Porongos, que mais foi a matança de um só lado do que peleja, dispersou a principal força republicana e manifestou morta a rebelião. (…) Em Porongos pois, a revolução expirou. Foi daí que seguiu-se o entabulamento das negociações, que deram tranqüilidade ao Rio Grande do Sul” (ARARIPE, Tristão de Alencar. Guerra civil no Rio Grande Do Sul: memória acompanhada de documentos lida no Instituto Histórico Geográfico do Brasil. Porto Alegre, CORAG, 1986, p.211).

Em suas instruções secretas a Moringue, o comandante da operação, Caxias, orientou-o no sentido de poupar brancos e índios, que poderiam ser úteis para futuras lutas.

Cópia integral dessas “instruções secretas” encontra-se no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e nela está afirmado: Reservado: “Senhor Cel. Francisco Pedro de Abreu (…) Regule V.S. suas marchas de maneira que no dia 14, às duas horas da madrugada possa atacar as forças ao mando de Canabarro que estará neste dia no cerro dos Porongos (…) Suas marchas devem ser o mais ocultas que possível seja, inclinando-se sempre sobre a sua direita, pois posso afiançar-lhe que Canabarro e Lucas ajustaram ter as suas observações sobre o lado oposto. No conflito, poupe o sangue brasileiro o quanto puder, particularmente da gente branca da Província ou índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda nos pode ser útil no futuro. A relação justa é das pessoas a quem deve dar escapula, se por casualidade caírem prisioneiros. Não receie a infantaria inimiga, pois ela há de receber ordem de um ministro de seu general em chefe para entregar o cartuchame sob o pretexto de desconfiarem dele. Se Canabarro ou Lucas forem prisioneiros, deve dar-lhes escapula de maneira que ninguém possa nem levemente desconfiar, nem mesmo os outros que eles pedem que não sejam presos (…) 9 de novembro de 1844.Barão de Caxias” [AHRS. Anais do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul-Volume 7. Porto Alegre, 1963. P.30/31].


Canabarro cumpriu sua parte no combinado, deu ordem ao quartel-mestre para recolher o cartuchame de infantaria e carregá-lo em cargueiros para serem distribuídos quando aparecesse o inimigo e separou os negros farrapos do resto da tropa. Isolados e desconhecendo a traição de seu comandante, os Lanceiros Negros resistiram bravamente antes de serem liquidados. O “Combate de Porongos” – no qual oitenta, de cada cem mortos, eram negros – abriu caminho para a Paz de Ponche Verde alguns meses depois.

A indignação de Bento Gonçalves com Canabarro é revelada logo após o “combate” de Porongos quando diz que os “caminhos indispensáveis por onde Canabarro tinha de avançar eram tão visíveis que só poderiam ser ignorados por quem não quisesse ver nem ouvir ou por quem quisesse ouvir a traidores, talvez comprados pelo inimigo! (…) Perder batalhas é dos capitães e ninguém pode estar livre disto; mas dirigir uma massa e prepará-la para sofrer uma surpresa semelhante (…) é (…) covardia do homem que assim se conduz”. [Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Coletânea de Documentos de Bento Gonçalves da Silva. 1835/1845]

Poucos dias depois, Teixeira Nunes e os Lanceiros Negros remanescentes são enviados por Canabarro para uma ação altamente temerária na retaguarda inimiga (sobre a qual pairam também suspeitas). Atacados por Chico Preto, são aniquilados e seu comandante é ferido e depois assassinado.

Tal como nos dias de hoje em que as autoridades do país escondem seus crimes hediondos, alguns contra a humanidade, amparadas por leis fraudulentamente arrancadas de um congresso corrupto até a alma, como é o caso dos crimes praticados pelas autoridades civil e militar durante o período 64/85, a “Traição de Porongos” permaneceu como um segredo guardado a sete chaves por muitos anos.

Texto não assinado, publicado originalmente pelo CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos PovosEditoria: Breaking News

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Minha Opinião.

Que besteira que está virando essa discussão de machismo nas músicas, levantada por uma apresentadora de televisão e que vejo comentários de um anticulturalismo nefasto.
A música nada mais é que a simbolização de uma época, até para que possa se corrigir no futuro, mas dai dizer que todos os Homens são machistas, porque nos anos 80 e 90 se cantava falando algo das mulheres é falta de estudo histórico e até cultural. 
Essas mesmas mulheres, que hoje bradam dizendo que os homens desse estado são machistas, são as mesmas que rebolavam ao som de É o Than (nem sei como escreve essa porcaria, de tão podre que é para mim) em que seus cantores chamavam as mulheres de "ordinária" e as faziam rebolar, numa exaltação sexual, apelativa e nojenta, como se elas fossem objetos de luxúria.

Os Mamonas Assassinam, que fizeram a felicidade de uma geração, mesmo por pouco tempo, brincavam com os Portugueses e com as mulheres..
LEIA:
com Raios!

Fui convidado pra uma tal de suruba
Não pude ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou "pra" casa
Toda arregaçada, não podia nem sentar

Quando vi aquilo fiquei assustado
Maria chorando começou a me explicar
Daí então eu fiquei aliviado
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar!

(Refrão)
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém!

Oh, Manoel, olha cá como eu estou
Tu não imaginas como eu estou sofrendo
Uma "teta" minha um negão arrancou
E a outra que sobrou está doendo

Ôô Maria, vê se larga de frescura
Eu te levo no hospital pela manhã
Tu ficaste tão bonita "monoteta"
Mais vale um na mão do que dois no sutiã!

Roda-roda vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém!

Bate o pé, (arrota), bate o pé

Ôô Maria, essa suruba me excita
(arrebita, arrebita, arrebita!)
Então vai fazer amor com uma cabrita!
(arrebita, arrebita, arrebita!)
Mas Maria, isso é bom que te exercita!
(bate o pé, arrebita, arrebita!)
Manoel, tu na cabeça tem titica
Larga de putaria e vai cuidar da padaria!

Roda-roda vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém!

Vamos lá, dançando raios!
Todo mundo comigo:
Ueu ueu ueu! A maria se deu mal!
Vamos lá!
Ai, como dói...

Os Sambistas como Bezerra da Silva, falavam das sogras..
Sequestraram Minha Sogra
Bezerra da Silva

Sequestraram minha sogra, bem feito pro sequestrador
Ao invés de pagar o resgate, foi ele quem me pagou

Ele pagou o preço da mala que ele que ele carregou
Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou
Ele pagou a mala sem alça que ele levou
Ele pagou a paga da praga que ele levou (2X)

O telefone tocou uma voz cavernosa pedindo um milhão
Pra libertar minha sogra que não vale nenhum tostão
Ela zuou no cativeiro, mordeu a mordaça e a algema quebrou
E até a bala do meu revólver a capeta da sua sogra chupou

Hoje o tal de Funk, que tanto adoram, "os Bondes" chamam as mulheres de "Cachorra" e essas mesmas mulheres quase se "acabam" rebolando até o chão, sendo usadas como objetos sexuas, com danças que são verdadeiras orgias e que traz na suas letras e linguagens o quer existe de mais chinelo. 

Só as cachorras
As preparadas
As popozudas
O baile todo

ou essa: 

Mãos para o alto novinha
Mãos para o alto novinha
Por que ?
Por que hoje tu tá presa
Por que hoje tu tá presa

E agora eu vou falar dos seus direitos
Tu tem o direito de sentar
Tu tem o direito quicar
Tu tem o direito de sentar
De quicar de rebolar
Você também tem o direito
De ficar caladinha
Fica caladinha
Fica caladinha

E agora desce
Desce ai novinha
Desce ai novinha

Um dos mais famosos tangos Cantados pelo maior de todos Carlos Gardel, ele diz assim:
Por una cabeza
Metejón de un día
De aquella coqueta
Y risueña mujer
Que al jurar sonriendo
El amor que está mintiendo
Quema en una hoguera
Todo mi querer

Traduzindo pelo google, é claro.
Por uma cabeça
Paquera de um dia
Daquela fútil
E falsa mulher
Que, ao jurar sorrindo
O amor que está mentindo
Queime em uma fogueira
Todo o meu querer

Ontem ouvindo por acaso essas duplas sertanejas femininas, como Maiara e Maraisa, Marilia Mendonça, elas execrando com os homens em suas músicas, e nem por isso vejo algum se levantando contra elas, que pelo jeito conquistaram o povo, tanto masculino como feminino, tem uma dupla, que diz: - que "aquilo" pequeno não serve pro meu tamanho... 

Eu escrevo meus versinhos, sou contra denegrir qualquer imagem, não consumo esse lixo musical e se essas músicas ai estão, muitas deles, são colocadas a goela a baixo nas mídias, que a ilustre jornalista/apresentadora trabalha, pois até para novelas, levaram a citada banda que canta Ajoelha e chora e só escuta essas músicas e segue o que elas dizem são gente de mente pequena, que acredito não ser a maioria de Homens honrados de um estado que pegou em armas, e foi aos campos lutar para que, elas, as mulheres hoje tenham essa liberdade. 
Dizer que um estado é machista por duas ou três músicas, é não conhecer nada de cultura e não entender nada de música.
Ninguém conquista nada denegrindo a imagem de um Povo que tem na sua cultura o respeito pela mulher, Mãe, irma e senhora que nós deram a vida, mas, sei também, que existe diversos meios e formas de estar na mídia, uns são trabalhando, outros são criando movimentos. 

Volto a escrever aqui, não vejo igualdade de sexos, até porque não vejo ninguém maior ou melhor que a minha Mãe, que é a maior de todas, MULHER e eu por mais que queria, jamais chegaria aos pés da minha Mãe. É simples!.

Boa tarde.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vento Xucro da Canção Nativa - 3º Aparte

Vento Xucro da Canção Nativa - 3º Aparte
(Em homenagem a Adair de Freitas)
Dia 28 de abril de 2017
Inscrições até 20/04/2017
Santana do Livramento/RS

REGULAMENTO:
1º - O Vento Xucro da Canção Nativa é um Festival de Música Crioula, aberto à participação de poetas, cantores e músicos de todo o País e Mercosul, identificados com a cultura regional do Rio Grande do Sul e América Latina.
Paragrafo I – O festival Vento Xucro da Canção Nativista é um festival anual, organizado por: Rodrigo Goia, Leonardo Goia, Sergio Munhoz, Coord. Municipal de Tradicionalismo, tendo o apoio do gabinete do Deputado Estadual Edu Oliveira, Séc. de Cultura e Prefeitura Municipal de Sant` Ana do Livramento , realizado dentro da programação da Campereada Municipal.

OBJETIVOS:
2º - Divulgar através da poesia e da música, os verdadeiros valores da arte gaúcha de forma a preservar a imagem e as tradições do Rio Grande do Sul, mantendo assim a terminologia, indumentária, usos e costumes característicos da Pampa Gaúcha.

INSCRIÇÃO E PARTICIPAÇÃO:
3º - Poderão participar autores e compositores de todo o Brasil e Países do MERCOSUL, desde que obedeçam as normas deste regulamento; sendo aceito além de ritmos consagrados do Rio Grande do Sul, ritmos Latino-Americanos aculturados e em aculturação. As composições serão aceitas tanto em língua portuguesa como espanhola.
4° - A comissão de triagem e julgamento será composta por Hermes Duran, Luis Cardoso e Adair de Freitas reconhecidos no cenário da música do Rio Grande do Sul, sendo suas decisões soberanas e irrecorríveis. 
5º - Os intérpretes e músicos que subirem ao palco deverão apresentar-se devidamente pilchados, não sendo permitido o uso de camisetas com publicidades ou alusão a qualquer outro tipo de manifestação que não seja relacionada à cultura do Rio Grande do Sul.
6º - Não poderá o número de componentes do grupo, que irá defender uma composição ser inferior a três e superior a oito, sendo que as composições deverão ser defendidas no palco sempre pelo mesmo grupo.
7º - As inscrições serão limitadas em três trabalhos por compositor ou parceria, estando à classificação sujeita a apenas um (01) composição por compositor ou parceria.
- As Inscrições estarão abertas até dia 20 de abril de 2017.
8º - Só poderão participar do Festival, composições inéditas: entende-se por inédita a composição não editada e nem gravada, podendo no entanto já ter participado em outros festivais, desde que não tenha recebido classificação e nem componha o CD do mesmo.
9º - Cada composição deverá ser enviada em CD ou arquivo MP3, acompanhadas de quatro cópias da letra e ficha de inscrição devidamente preenchida para o endereço abaixo.

DA AJUDA DE CUSTO:
10º - O Festival Vento Xucro ira divulgar conforme conseguir apoio com patrocinadores. 
11º - A comissão Executiva do Festival Vento Xucro, será composta por : Rodrigo Goia, Leonardo Goia, Sergio Munhoz. 
Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer, Rua: Duque de Caxias 1783 - Santa` Ana do Livramento - Fone p/ contato: 55 3968 1103, ou 51 998217607 , 55 984633268 e 55 996839480 

PREMIAÇÕES: 
1º Lugar: R$ 700.00
2º Lugar: R$ 500,00
3º Lugar: R$ 300,00
Música mais popular:troféu
Melhor instrumentista: troféu
Melhor intérprete: troféu
Melhor Letra: troféu
Melhor Melodia: troféu
Melhor Arranjo; troféu
Melhor Indumentária; troféu

12º - A música mais popular será escolhida pelo público na noite do festival.
13º - O pagamento da premiação do festival será efetuado em dinheiro, em nome do responsável pela inscrição da música.

SELEÇÃO E CONCURSO:
14º - A comissão de triagem e julgamento selecionará 10 (dez) composições para serem apresentadas no palco do Festival, sendo todas as composições apresentadas na sexta-feira (dia 28 de abril de 2017), a partir das 21hs, conforme ordem especificada pela comissão avaliadora.
15º - O mesmo grupo conjunto, instrumentista ou interprete não poderão defender mais do que duas composições.
16º - É vedada a utilização de instrumentos eletrônicos e bateria, apenas violão elétrico, contrabaixo e percussão. 
17º - Todas as composições deverão realizar a passagem de som no palco do festival na tarde da sexta-feira horário das 15:00 as 18:00 hs (28 de Abril de 2017), não podendo exceder o horário a ser estipulado pela comissão organizadora.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS:
18º - Não será fornecido alojamento ou alimentação aos participantes.
19º - Os casos omissos do presente regulamento serão resolvidos soberanamente pela comissão executiva.
Art. 1º - A Comissão do Festival Vento Xucro tem caráter permanente e qualquer alteração da composição e inclusão de novos nomes, Somente poderá ocorrer mediante convocação de reunião especifica para tal, devidamente registrada da Cmt .

Comissão Organizadora.

VENTO XUCRO DA CANÇÃO NATIVA 3ºAparte
FICHA DE INSCRIÇÃO

Nome da Composição: _____________________________________________________
Ritmo: __________________________________________________________________
Autor da Letra: ___________________________________________________________
Endereço: _______________________________________________________________
CEP: _____________ Cidade: ____________________ Fone: (___)_____________
Autor da Melodia: _________________________________________________________
Endereço: _______________________________________________________________
CEP: _____________ Cidade: ____________________ Fone: (___)_____________
E-mail para contatos posteriores: _____________________________________________
______________________________________________________________________

Fonte: blog identidade campeira

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Nilton Ferreira recebe homenagem em show

Nilton Ferreira recebe uma linda homenagem no Show em Sobradinho, mas apesar de ter se tornado e ser um dos maiores cantores dese Rio Grande do Sul, não esquece daqueles que foram os primeiros a estarem com ele, lá nos anos 80, quando tudo começou. Leia o que ele escreveu na sua página na web.

Meu agradecimento ao CTG Galpão da Estância da cidade de Sobradinho RS pela homenagem que recebi nesta Sexta-Feira dia 7 de Abril de 2017.
São momentos assim que podemos dizer que valeu apena tudo o que lutamos e pregamos durantes esses quase 30 anos de carreira musical dedicados única e exclusivamente a Cultura do Rio Grande do Sul.
Nesta homenagem recebida está ;
-O Eri Cortes que me ensinou as primeiras notas musicais despertando assim a vontade de aprender esta magia chamada música.
-Os meus amigos do Grupo Comparsa Jones M Cortes,Maninho, Pateco Camargo Pedro Ramos de Lima onde iniciei a busca do sonho músical.
-O amigo Paulo Ricardo Costa que me acolheu nos momento difíceis pelo qual passei por acreditar em uma caminhada que sabia ia ser longa. 
-O grupo Ases do Fandango onde iniciei minha caminhada profissional.
-O grupo, Buenas Tchê! Na pessoa do Neron Machado (In memória) que me proporcionou a vir parar nesta cidade onde vivo,minha querida Jaguari grande do Sul onde tenho o orgulho de ser Cidadão Jaguariense e levar o nome por onde ando desta comunidade que me acolheu .
-Os nove anos de grupo Legendas junto com o amigo Alvaro Feliciani.
-Os amigos que conquistei em cada palco de Festival por onde passei defendendo canções de grandes compositores e poetas.
-Os parceiros de palco com quem tive o privilégio de dividir emoções.
A minha esposa e meus filhos.
-O amigo de estrada Regis França Dos Reis com quem tenho somado forças junto com Diego Machado, Diego Dutra, Aparicio Maidana Sarale nesta família Pampa Y Cielo.
A cada pessoa que tenho abraçado por onde passo levando o canto que acredito ser a melhor forma que Deus achou pra me fazer levar alegria aos corações dessas pessoas.
Bueno, só me resta seguir em frente sempre buscando aperfeiçoar o que aprendo a cada dia porque sou assim mesmo um aprendiz.
A minha vida gira em torno dessa arte e essa arte me ajuda a fazer amigos por onde passo.
"Que a música sirva para nos encontrarmos sempre" 
Nilton Ferreira.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Jantar-Baile de Páscoa no Cinamomo


Convite para Jantar-Baile de Páscoa


A diretoria da Associação dos Moradores do Cinamomo tem a honra em convidar Vossa Senhoria e sua família para um grande Jantar-baile com Churrasco de Posse da Nova Diretoria, que se realizará no Sábado de Aleluia dia 15 de Abril, com início às 20h30min. Após o jantar será realizada a Posse da Nova Diretoria e em seguida terá início um grandioso baile com a animação do Consagrado Conjunto Ases do Fandango, que estarão nessa ocasião lançando o mais recente CD dos 30 anos de estrada.
Pela sua honrosa presença, desde já, agradecemos antecipadamente.

Atenciosamente;


Diretoria da Associação dos Moradores do Cinamomo

terça-feira, 4 de abril de 2017

Morreu hoje, Jeannete - da dupla Nelson & Jeannete

Comunico a triste noticia, que a Rainha do Acordeon Jeannette Ferreira Moraes  faleceu essa madrugada. Cruz Alta perde uma filha e o Rio Grande um ícone da música gaucha.
Sepultamento as 15:00hrs no Cemitério municipal de Cruz Alta - RS.

Conheça um pouco mais dessa Gaúcha que foi exemplo para muito gaiteiros, matéria publicada em 2015 no site 
https://ouvidomedio.wordpress.com

Trazemos cá mais um bom argumento para nos orgulharmos da nossa terra: Jeannette Ferreira Moraes – a Rainha do Acordeon em sua essência expressiva musical.

Jeanette é uma figura ímpar. De prosa solta, riso no rosto e disposta a soltar a língua sobre temas recorrentes como música gaúcha e América Latina. Música, compositora e professora formada em Harmonia e Solfejo. Desde os cinco anos estudava piano clássico no Colégio Santíssima Trindade, aos 14 anos iniciou sua carreira profissional convidada a acompanhar nos shows o cantor Gildo de Freitas. Expressa na fala a personalidade da mulher do campo e demonstra força e vitalidade embora esteja em tratamento de saúde.

Sua técnica inquestionável de tocar, principalmente pelo uso da baixaria do acordeon na maioria de suas músicas e a composição a frente da época considerando as difíceis notas e ótima execução, a faz lembrada até hoje pelos amantes da música gaúcha e por quem pretende ser acordeonista. Foi reconhecida como a maior gaitera gaúcha de todos os tempos. Além de discos solos o grande sucesso obtido foi com a dupla Nelson e Jeanette. A rainha conta seus palpites provocadores sobre a nova geração tradicionalista “parece que as pessoas que amavam genuinamente o Rio Grande do Sul estão acabando, agora é tudo mistura disso e daquilo, eles estão misturando danças, músicas, costumes. A própria Coxilha, já foi muito melhor. A tradição gaúcha está bastante deturpada” .


A propriedade de fala vêm da artista que aos 14 anos, convidada por Gildo de Freitas, um dos cantores mais reverenciados do sul, precisou casar-se para poder acompanhá-lo em shows sem ter sua integridade moral condicionada a avaliação daqueles que “naquela época, 62, consideravam a mulher artista/música uma puta” lembra. Fez shows aqui e no exterior ao lado de Gildo, que em reconhecimento ao talento e técnica a atribuiu o título de ‘Rainha do Acordeon’, adotado pelos gaúchos. Com seu primeiro companheiro amoroso e musical Nelson, gravou grandes sucessos e no final da década de 60, a dupla fazia era famosa no país inteiro, levando o nome de Cruz Alta. O xote “Saudade de Cruz Alta” era tocado nas rádios e TV e embalava pares nos Clubes, Rodeios e CTGs, trecho inicial “Cruz Alta é minha terra e sou filho deste pago”.

Independência, infância e destino

Sobre a carreira solo a cantora afirma “são muitas composições gravadas por mim, tenho 10 LPs, 21 CDs e oito DVDs, se contar minhas músicas, devo ter umas 800, incluindo as que os colegas cantam e tocam”. Recebe exporadicamente pelos direitos autorais, pagos pela gravadora, paralelo, lucra mais com a produção independente em stúdio de CDs e DVDs. Suas canções falam sobre ser mulher, sobre família, amor, bailes, sociedade e claro, sobre a tradição do gaúcho e da gaúcha. Aos 73 anos quando pensa sobre o que mais sente falta, resume em uma palavra “infância”. “Nasci na campanha, na Estância da Boa Vista, quando ainda pertencia a Cruz Alta, sou filha única, minha mãe sabia tocar mais de sete instrumentos musicais, meu pai era agropecuarista, desde muito cedo tive contato com o campo, por vezes fazia o serviço dos peões, sinto falta de andar a cavalo” relembra a filha cruz-altense que passou 57 anos fora de casa.


Protagonizou fundações de CTGs no interior do país e no exterior, o dia em que o monumento à Santinha recebeu a imagem vinda de Portugal, conta ter subido nos andaimes para ver de perto, “de lá pra cá Cruz Alta cresceu muito tanto para cima quanto para os lados, o número de bairros que temos hoje é muito maior, só da minha janela da direita consigo contar 52 edifícios” expõe. Conheceu durante a carreira todas as capitais da América Latina e o Brasil inteiro “noto as vezes o pessoal deslumbrado com a Europa, fico pasma quando vejo, porque as pessoas deixam de conhecer o quanto é bonito aqui e preferem investir e gastar no exterior. O Brasil é tão maravilhoso como não se tem ideia, basta conhecer o Ceará, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, a perfeição da beleza do Rio de Janeiro, São Paulo e o Maranhão, então” exclama.


A rainha mora sozinha no alto de uma das coxilhas mais visitadas na cidade, em frente a Santinha, foi autorizada pelo médico a tocar no máximo quatro musicas por dia, não tem filhos “fiquei grávida nove vezes, seis vezes de gêmeos e três vezes de trigêmeos, perdi todos os 21 antes de nascerem, o diagnóstico foi fibroma, fiz o tratamento e não tentei depois. Sofri bastante com isso, mas para algumas coisas não exitem explicações, hoje já superei e não me sinto sozinha, tenho muita fé em Deus” fala enquanto acaricia o fole, os120 baixos e as 41 teclas.


Em 2009 ela, Jeannete toca uma de suas músicas numa gravação de um vídeo com o título CHIQUINHO SALES - uma vaneira que certamente foi homenagem ao grande Poeta Francisco Carlos Sales, o Chiquinho, esse assisense que fez história no meio artístico nos anos remotos.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Remate da Cabanha Hulha Negra


Foi realizada nos dias 1º e 02 de abril, a triagem das obras inscritas para a primeira edição da Esquila e Vindima do Canto Gaúcho, festival de músicas inéditas que acontecerá nos dias 05, 06 e 07 de maio, no galpão do CTG Rodeio de Encruzilhada, na cidade de Encruzilhada do Sul. Informações sobre preços de ingressos podem ser obtidas em contato com o número (51) 9.9959-3635

MÚSICAS CONCORRENTES - ETAPA REGIONAL - 05 DE MAIO

ORDEM
TÍTULO
RITMO
LETRA
MELODIA
01

MANHÃS DE INVERNIA
Milonga
Carlos Eduardo Nunes
Reinaldo Cardoso
02
RITUAL SEMANEIRO

Raguido Doble
Ze Renato Daudt
Marcelo Paz Carvalho
Heverton Rosseti
Zé Renato Daudt
03

VOLTANDO MILONGA
Milonga
Beto Barros
Péricles Almeida
Beto Barros
04

ESTRADEANDO
Toada
Nino Ferraz
Pablo Estima
05

CADA FLOR
Mazurca
Péricles Almeida
Jader Duarte
06

VENDEDOR DE SONHO
Milonga
Tiago Oliveira
Guilherme Zanatta

 MÚSICA CONCORRENTES - ETAPA ESTADUAL - 06 DE MAIO - SÁBADO 

ORDEM
TÍTULO
RITMO
LETRA
MELODIA
01
CLASSIFICADA DA ETAPA REGIONAL 



02
AL COMPÁS DE LA VIGUELA

Milonga
André Oliveira
André Teixeira
03
PONTEIOS DO VENTO

Zamba
Eduardo Monteiro Marques
Eri Cortes
04
PELO SUOR DA MÃO CAMPEIRA 
Chamarrita
Paulo Ozório Lemes
Alex Har
05
EM TI

Milonga
Anderson Mireski
Anderson Mireski
06
ROMANCE DA LUA NOVA
Rasguido Doble
Ze Renato Daudt
Mateus N. Fontoura
Ze Renato Daudt
Marcelo Oliveira
07
MILONGA DE PAMPA E LUZ

Milonga
Rômulo Chaves
Zulmar Benitez

MÚSICA CONCORRENTES - ETAPA ESTADUAL - 07 DE MAIO - DOMINGO 
01
CLASSIFICADA DA ETAPA REGIONAL



02
PARCERIA

Milonga
Caine Garcia
Zulmar Benitez
03
SOCORRO, MÁRIO DA PENHA 
Bugio
Sergio Roberto Vieira
Cícero Fontoura
04
TAQUARA

Milonga
Diógenes Lopes
Marcelinho Carvalho
05
VIDA GAÚCHA

Vaneira
Hilo Paim
Sérgio Rosa
06
MADRUGADA

Milonga
Loresoni Barbosa
Sabani Felipe de Souza
07
POR QUE O PALANQUE NÃO CIMBRA
Chamarra
Carlos Omar Villela Gomes
Arison Martins

Divulgação:
JBA Produtora
(51) 995.634.303

Fonte: http://www.identidadecampeira.com.br/