segunda-feira, 16 de maio de 2022

A Arte da Comida ou A Comida na Arte?


The Thankful Poor (O pobre Agradecido), de Henry Ossawa Tanner, 1894.

O Pobre Agradecido é uma pintura do gênero de 1894 pelo pintor afro-americano Henry Ossawa Tanner. Ela retrata dois afro-americanos rezando em uma mesa e compartilha temas comuns com outras pinturas de Tanner da década de 1890, incluindo A Lição do Banjo (1893) e O Jovem Fabricante de Sabotadores (1895). O trabalho é baseado em fotografias que Tanner tirou e é influenciado por suas opiniões sobre educação e raça, que por sua vez foram derivadas das de seu pai, Benjamin Tucker Tanner, e da Igreja Episcopal Metodista Africana. A pintura é considerada um marco na arte afro-americana, principalmente por combater estereótipos raciais.
Após seu retorno aos Estados Unidos em 1893, Tanner tornou-se mais consciente racialmente e optou por usar obras de arte, incluindo O Pobre Agradecido como um meio de retratar a cultura afro-americana de maneira digna. A pintura recebeu elogios dos críticos em sua exibição na Filadélfia durante a primavera de 1894, mas também é o último trabalho de gênero afro-americano de Tanner quando o artista começou a se concentrar em cenas bíblicas.
Depois de permanecer escondida por anos, a pintura foi descoberta em um armário da Escola para Surdos da Pensilvânia em 1970, antes de ser comprada por Camille e Bill Cosby em 1981 para sua coleção particular. Em 2020, a pintura foi vendida pelos Cosbys para a Art Bridges, uma fundação criada por Alice Walton para emprestar obras de arte.O Pobre Agradecido foi exibido no Museu Nacional de Arte Africana, e um estudo preparatório é realizado pelo Museu DuSable de História Afro-Americana.
O Pobre Agradecido retrata um velho e um menino — talvez um avô e seu neto— em uma mesa, rezando antes da refeição. À esquerda, a única fonte de luz da cena vem da janela com cortinas transparentes atrás do velho. O velho está sentado em uma cadeira de espaldar alto com os cotovelos sobre a mesa e as mãos cruzadas diante do rosto em oração. Em frente ao velho, o menino está sentado em um banco baixo ou engradado, uma mão na cabeça em um esforço para imitar a pose de oração do homem.A mesa está posta com uma toalha de mesa, dois pratos e xícaras brancas, uma grande jarra branca, talheres e pequenas porções de comida. A pintura é assinada, datada e intitulada no canto inferior esquerdo: "H.O. TANNER / 1894 / The Thankful Poor".O reverso contém um estudo inicial para a pintura de 1895 de Tanner The Young Sabot Maker.
A composição possivelmente se inspira na pintura de 1891 da artista americana Elizabeth Nourse Le Repas en Famille (The Family Meal), que compartilha um cenário semelhante.A pintura de Nourse retrata uma família camponesa francesa reunida em torno de uma mesa, uma cena que seria familiar para Tanner porque ele passou seu tempo na França pintando no interior da Bretanha onde os camponeses locais estavam entre seus temas favoritos.Como Le Repas en Famille foi exibido na Exposição Colombiana Mundial de 1893 onde ganhou uma medalha de ouro, Tanner poderia ter visto a pintura quando visitou Chicago naquele ano para apresentar uma palestra no Congresso Mundial sobre a África.Há também paralelos na arte europeia, como a pintura de 1660 de Jan Steen, A Oração Antes da Refeição.
A cena levanta questões sobre o agradecer pelo que se tem, na quantidade que se tem. Mas também permite divagar em muitas outras questões como insegurança alimentar, alimentação de classes sociais, distinção, etc.

Fonte: História antigas

Parabéns Santa Maria, mais um ano de vida!

 Santa Maria da boca do Monte, cidade que me acolhei por quase 30 anos e que um dia estarei de volta novamente , hoje, completa mais um ano de sua existência linda e, para parabenizá-la, quero deixar essa música que premiamos na Tertúlia Musical nativista, que é na verdade uma forma de reconhecimento e agradecimento por tudo que essa cidade me deu.


DE UM TEMPO SAUDADE!

As casas tinham magias, na calma dos dias e por toda avenida...
Onde moças, nas soleiras das janelas, encantavam a vida,
Mas era lá na estação, que pulsava o coração, na espera do trem...
Onde olhares afagavam-se no apito e no abraço de alguém.

As tardes quietas, inspiravam poetas, junto a boca do monte,
E nas águas do Cadena, beldades morenas, se banhavam na fonte,
A noite trazia a rainha, linda musa de prata...
Que, ainda, guardo ao som de bandolins e belas serenatas.

Que tempo saudade me deu uma vontade de cantar pra ti...
E correr pelas ruas, nas noites de lua, meus tempos de guri,
Voar com o vento, no velho acampamento, na fé dos meus dias,
Trazer-te na garganta, num canto pra Santa, minha Santa Maria!

No centro da praça, jeitoso e com graça, o chalé da Saldanha...
E nas ruas estreitas desfilavam lambretas, charretes e aranhas...
Namorados passeavam abraçados, rumo ao independência,
E vento norte trazia cheiro dos montes e das flores da querência.

Na volta dos trilhos, tinham Pais e filhos no comércio da linha...
Reunindo famílias ao radio de pilhas pra escutar o Cerejinha,
Desde a Vila Belga até a casa da Elga, um bordel afamado...
Ficaram lembranças perdidas na distância, de um tempo passado!



Canto Missioneiro é lançado em Santo Angelo

 Entre as atrações da cerimônia de lançamento o show com Jorge Guedes e Família, a gravação do programa de Campo e Alma e a Feira da ZISSAN

O 13º Canto Missioneiro da Música Nativa e o 12º Canto Piá Missioneiro estão com inscrições abertas desde o dia 1º de maio e serão realizados de 11 a 13 de agosto, no Centro Histórico de Santo Ângelo, retomando os festivais após a paralisação em razão da pandemia.
Conforme informações da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte, já estão registradas mais de 150 inscrições. O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados por meio das redes sociais do Canto Missioneiro - https://www.facebook.com/cantomissioneiro - e https://www.instagram.com/cantomissioneirooficial/. O prazo se encerra em 19 de junho. Maiores informações pelo telefone 55 3312-0184.
O lançamento oficial foi realizado no final da tarde deste domingo, 15, no Centro Histórico, pelo prefeito e presidente de Honra do festival, Jacques Barbosa, deputado federal Pompeo de Mattos, deputado estadual Eduardo Loureiro, secretário de Cultura e Esporte, Marco André Müchen, o presidente desta 13ª edição, Marco Augusto München, e pela produtora cultural, Odila Motta. A 25ª Gincana Cultural do CTG Tio Bilia, também foi lançada na solenidade, com a presença do casal de patrões Roni e Daniela Junker e pela coordenadora Cultural da entidade, Alana Basso.
Em seu pronunciamento, o prefeito Jacques destacou a envergadura do Canto Missioneiro na valorização da história da cultura gaúcha. “Quem passa pelo palco do Canto Missioneiro grava seu nome em um dos maiores festivais da arte popular gaúcha”. Jacques também citou a trajetória do cantor e compositor Cenair Maicá e que empresta seu nome para o principal troféu do festival. “Uma homenagem singela de Santo Ângelo à voz consagrada pelos intelectuais como um filósofo do povo e defensor das águas, da terra e do trabalho. Cenair Maicá é inspiração para poetas, compositores e músicos que participam do Canto Missioneiro”, concluiu.
O lançamento contou com a presença dos secretários municipais João Baptista Santos da Silva (Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação), Francisco da Silva Medeiros (Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Adolar Queiroz (Desenvolvimento Social e Cidadania; vereadores Rodrigo Flores, e do superintendente da Regional Noroeste do Banrisul, Fouad Fábio Said, além de integrante da comissão organizadora do festival.
O 13º Canto Missioneiro da Música Nativa conta com Financiamento do Pró-Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Pró-Cultura RS LIC. A promoção é da Prefeitura de Santo Ângelo, com produção executiva da MK Produções Culturais e Danna Produção e Eventos.
ATRAÇÕES
O final de tarde início de noite de domingo teve várias atrações musicais, com o show de Jorge Guedes e Família que levou grande público ao Centro Histórico de Santo Ângelo. O show foi gravado pelo Programa de Campo e Alma, da Band/RS, do apresentador Fábio Oliveira, e teve a participação especial da cantora uruguaia, Catherine Vergnes.
Também gravaram para o programa, a Família München e encerrou com o show de Fábio Oliveira e o grupo de Campo e Alma.
Junto ao lançamento, a Zona de Inovação, Criativa e Sustentável de Santo Ângelo (ZISSAN) realizou feira na Praça Pinheiro Machado em parceria com o coletivo A Gente Kombina, no contexto do Programa Inova Santo Ângelo, estimulando a economia solidária.
GINCANA
O CTG Tio Bilia lançou na oportunidade, a 25ª Gincana Cultural e Social, promoção em a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura Esporte, e o Canto Missioneiro é o tema, dentro da iniciativa de aproximar o festival da comunidade.
A Gincana Cultural será realizada até o dia 14 de agosto. No próximo dia 22, às 8h30min, será realizada no CTG Tio Bilia a primeira atividade presencial da gincana, com entrega das atividades prévias para as equipes. De acordo com a coordenadora Cultural, Alana Basso, entre as tarefas da gincana, haverá a arrecadação de roupas e agasalhos que serão posteriormente repassadas às entidades de Santo Ângelo.

Fotos: Fernando Gomes

Fonte: Portal das Missões

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Desidério Souza em São Nicolau!



Esse convite vem do meu amigo,  Missioneiro da marca maior e mestre da botonera, Desidério Souza, lá da bela São Luiz Gonzaga e do mundo, confere ai:

Buenas meus amigos, convido a todos vocês para a XIV Edição do Café de Cambona da cidade de São Nicolau, a Primeira Querência do Rio Grande. E, nós estaremos lá fazendo um show macanudo no dia 29 de maio, às 15h, venha tomar café de cambona, comer bolo frito( gratuito) e assistir a autenticidade da música missioneira!!

Todos convidados!


Música Regional no Ponto Bar - Santa Maria


No dia 13 de Maio, nós temos um encontro marcado com o Grupo Carqueja em Santa Maria - RS!

O grupo vai trazer até ao Ponto Bar Santa Maria canções como “Não te anseia”, “Gauderiada”, “Vanera do Peão Ajustado”, “Hospitaleiro”, entre outras.
E aí, já tão “de cavalo encilhado na frente das casa”, prontos pra esse baita show? 

Mais informações com o meu amigo Gadea pelo facebook ou lá no Ponto Bar em Santa Maria. Muito bom sabe que a música regional nativista e fandangueira estão voltando a ter espaço na bela cidade Coração do Rio Grande e, se a produção é do Gadea, sabemos todos que será show!

Espetáculo Cosas de La banda Oriental - Negro Manolo



Na noite de 6 de maio, o Teatro Municipal de Rivera foi palco do espetáculo artístico e cultural Cosas de La Banda Oriental promovido pelo cantor e compositor uruguaio Manuel Oribe Fernandes Alves, conhecido no meio musical como Negro Manolo, que reuniu em um mesmo palco: música, dança, pintura e literatura.

Cantor destaque nos festivais de música do Brasil e Uruguai, Manolo considera que esta foi uma oportunidade ímpar de estar com os amigos para celebrar a cultura gaúcha e resgatar os traços da chama da banda oriental. Ele destacou ainda que a ideia do projeto também é congregar as diversas expressões de arte gaúcha em um mesmo evento. O espetáculo iniciou com a apresentação do artista Plástico Carlito Bicca, que durante o show realizou uma pintura de um quadro com a temática do evento, seguido pela apresentação de Negro Manolo e Grupo Contrabando, Grupo Vale Quatro de Arte Nativa, Pareja de Danzas Iberá, Diego Rodrigues Cunha e Ricardo Martins e Duo Sombras de Ontem. Além do lançamento oficial do livro A Doma Tradicional, escrito pelo poeta, compositor e domador santanense Zeca Alves.


O livro “A Doma Tradicional” é parte de um projeto que resgata os valores, os princípios básicos e o fundamento da doma tradicional de forma esclarecedora, desmistificando algumas informações mal interpretadas pela figura de linguagem usada em suas forças de expressão, e refazendo o caminho até os dias atuais, abordando temas que vão desde a origem deste método, até o aprimoramento, à evolução através de adaptações e novas técnicas, sem nunca perder suas principais características.

O livro possui 168 páginas, é bilíngue. De um lado o conteúdo é todo em língua portuguesa e de outro, traduzido para espanhol; portanto é um conteúdo do idioma pampa, ilustrado com fotos tiradas exclusivamente para este trabalho e escolhidas minuciosamente. A obra literária é revisada e corrigida por Circe Helena Schroeder, apresentada por Pedro Kutscher Ripol – médico veterinário, especializado em equinos e traduzido por Manoel Oribe Fernandez Alves para o espanhol – professor de história e compositor uruguaio.


Sobre o autor

Natural de Sant’Ana do Livramento, nascido no dia 23 de outubro de 1980, Rivair Alves da Silva Neto (Zeca Alves) desde a infância tem ligação direta com o campo onde aprendeu os valores que hoje norteiam seu caminho e seus ideais. Sempre ligado às atividades do meio rural, dedica-se ao cavalo desde os dezesseis anos de idade, no decorrer do tempo exerceu as funções de cabanheiro, domador, peão campeiro e capataz nos seguintes estabelecimentos: Cabanha Yvituhatã – Sant’Ana do Livramento – Rs; Fazenda Oeste agrícola/ Agroeste sementes- Mansidão-Baiha ; Cabanha del Carmen – Viamão- RS ; Fazenda Bela Vista – Alegrete- RS ; Fazenda São Francisco do Pinhal – Val de Serra – Júlio de Castilhos – RS; Fazenda Joaquim Oliveira/ Granja 4 irmãos – TAIM- Rio Grande- RS; Estância da Pedreira- Alegrete-RS; Cabanha Tupac Amarú – Porto Alegre – RS : Cabanha Oigatchê – Lages – SC ; Cabanha Segat – Santa Maria- RS ; Estância São João – Alegrete- RS; Cabanha Los Rotcha – Pelotas- RS.

fonte: Jornal APlatéia 

Bóia boa é no Piquete Caudilhos Vianense

 

No dia 15 Maio, o Piquete Caudilhos Vianense, da bela cidade do sol, Manoel Viana, estará realizando um almoço com a iguaria campeira do Rio Grande do Sul e com Show/baile de Amilton Brum. Os ingressos já estão à venda no nas Lojas Quero Quero no centro de Manoel Viana ou com o Clandio Irion pelas Redes Sociais.

Esse Piquete que não arreda o pé da verdadeira tradição gaúcha e que há muito tempo vem se destacando na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, fazendo grandes promoções para seus associados e convidados. 

Vamos todos. Eu estarei por lá!



42ª edição da Coxilha Nativista é oficialmente lançada



Foi lançada, oficialmente, na noite de ontem (5), a 42ª edição da Coxilha Nativista de Cruz Alta. O maior festival de música nativista do Rio Grande do Sul acontece entre 27 a 30 de julho, no Clube Arranca. No evento também foram lançados a 36ª Coxilha Piá, a 5ª Coxilha Instrumental e a 3ª Coxilha vai às ruas. O lançamento estadual acontece no dia 24 de maio.

De acordo com a Coordenadora de Cultura, Shana Reis, esse ano a edição da Coxilha será completa. “Teremos o acampamento da coxilha no parque de exposições, 30ª rodeio Crioulo, concurso de truco e de trova mi maior de gavetão, e, além disso, nossa coxilha nativista, junto com a coxilha piá, instrumental e a coxilha vai às ruas. E principalmente com a presença do público”.

As inscrições para as músicas estão abertas e o regulamento do festival pode ser consultado no site da Prefeitura Municipal de Cruz Alta.

Os jurados dessa edição serão: Anomar Danúbio Vieira, Edilberto Bérgamo, Juliana Spanevello, Marçal Furian e Marcio Correia.

COXILHA INSTRUMENTAL

Foram confirmados oito shows que serão realizados pela Coxilha Instrumental, através da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet).

“Sem dúvida, a 5ª Coxilha Instrumental será um grande sucesso, dentro desses oito shows, teremos duas apresentações internacionais. Nosso agradecimento especial a CCGL que deste o início desse projeto é a patrocinadora oficial, incentivando a cultura e brindando o público com grandes espetáculos”. Comentou o Produtor, João Bosco Ayala.

COXILHA PIÁ

A 36ª Coxilha Piá, que acontece nos mesmos dias (27 a 30 de julho), terá o júri formado por: Cássio Figueiró, Felipe Mello e Luiza Barbosa.

PRENDAS DA COXILHA

Também foram apresentadas durante o lançamento as prendas da 42ª Coxilha Nativista:
- Iadora Zanon Oliveira, representando o CTG Rodeio da Saudade
- Bárbara Jaqueline Limberger Barboza, do CTG Querência Da Serra
- Caroline Donato Comim, representando o CTG Turíbio Verissimo

Fonte: Grupo Pilau de Comunicações

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Deputado Rodrigo Maroni quer o fim dos rodeios no Rio Grande do Sul!



O deputado estadual Rodrigo Maroni (PSDB) protocola nesta quarta-feira (4/05), um projeto de lei na Assembleia Legislativa, que propõe o fim dos rodeios no Estado do Rio Grande do Sul. Maroni ressalta que o objetivo é acabar com maus-tratos em um evento onde os animais são humilhados e machucados de todas maneiras possíveis.
- Os rodeios são uma prática cruel. As provas colocam touros, cavalos e outros bichos em situações de estresse físico e psicológico. Eles recebem até mesmo choques elétricos antes de entrar na arena para ficar com medo e entrar gritando - afirma o deputado.

Conforme Maroni, a pior prova é a de laço: ao serem derrubados, os bezerros podem sofrer fraturas e ficar tetraplégicos ou morrer devido a hemorragias.
- É engano imaginar que o rodeio representa a cultura do campo. Ele não faz parte da nossa tradição. Foi importado dos EUA e não traz nenhum enriquecimento ou aprendizado cultural. Além disso, os eventos poderiam continuar, mas com shows e outras atrações - sugere o parlamentar.
Maroni ressalta que em 2011, no rodeio de Barretos, um bezerro foi morto.
- Isso prova que os maus-tratos acontecem. Não se trata de acidente, mas sim de algo que poderia ser evitado. Há tantas opções de entretenimento, então para que continuar com algo que é tão cruel - afirma o deputado.

CÉSAR OLIVEIRA CRITICA PROPOSTA

Para o adido cultural do Rio Grande do Sul, o músico César Oliveira, é lamentável um deputado gaúcho se posicionado desta forma sobre um patrimônio do Estado.
“Escrevi na ZH, em 14.02.2021, sobre a gineteada, que também faz parte dos esportes equestres protegidos por lei nacional. O texto pode ser aplicado ao laço, a todo setor das atividades campeiras e à cadeia produtiva que ela movimenta nas mais de 3.700 festas campeiras (rodeios) promovidas no Rio Grande do Sul, número que é muito maior se contarmos a realização nos demais Estados brasileiros”, publicou Oliveira em suas redes sociais.
“Gineteada é patrimônio do povo gaúcho. É o desafio de maior significância que nos representa, assim como tantos outros povos, tribos que possuem suas competições identitárias. É oriundo do primórdio dos tempos nesta terra por ser parte do processo da existência do gaúcho e cavalo personificando um centauro da pampa. Assim também é o laço. Um patrimônio, uma das formas de manter viva a identidade gaúcha e um dos responsáveis por movimentar a nossa economia. Sensacionalismo não, meu estimado Deputado. Aqui verificamos os fatos! Amo os animais e acima de tudo sugiro: não se aproveite deles de forma inadequada. Respeite eles e aqueles que verdadeiramente os respeitam”, finalizou Oliveira.

Fonte:Portal de Notícias 



quinta-feira, 5 de maio de 2022

Definidos finalistas do 7º Esteio da Poesia Gaúcha


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Fotos: Adriana Rosa da Rocha
Os dez poemas que serão apresentados na noite de 2 de julho durante o 7º Esteio da Poesia Gaúcha foram definidos na noite desta quarta-feira (4) em reunião de triagem realizada de forma virtual (veja abaixo).

Antes do início do encontro, falando da Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, a titular da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SMCEL), Tatiana Tanara, agradeceu aos avaliadores Adriana Braun, Léo Ribeiro de Souza e Pedro Junior da Fontoura pelo trabalho e destacou a importância do festival para o Município. Tatiana lembrou que assumiu a pasta recentemente, mas que está se inteirando de tudo que é necessário para fazer um grande evento.

À tarde, também de forma virtual, a Comissão Avaliadora também definiu os 11 finalistas do 3º Esteio do Amanhã, festival de declamação voltado para crianças e adolescentes de oito a 16 anos que precisam interpretar poemas finalistas de eventos semelhantes ao festival esteiense.


Grandes nomes
A nominata dos finalistas alia grandes nomes da poesia regional gaúcha que já participaram de edições anteriores do Esteio da Poesia, como Moisés Silveira de Menezes (campeão de 2020), Carlos Omar Villela Gomes (campeão em 2017) e Henrique Fernandes, com estreantes no festival, como Luciano Salerno e Matheus Marchezan Bauer, poetas que ganham, aos poucos, destaque no universo dos festivais de poesia.

Entre os declamadores mirins e juvenis, também intérpretes que já passaram pelo palco, como Dara Mortagna Netto (campeã mirim em 2019) e João Pedro Simonatto (Campeão mirim em 2020) e crianças e adolescentes que participam pela primeira vez do evento.


Mais de 400 trabalhos inscritos
O 7º Esteio da Poesia Gaúcha, recebeu a inscrição de 406 trabalhos, enviados por 129 poetas diferentes de 77 cidades. Além do Rio Grande do Sul, a sétima edição do evento recebeu obras de autores representando outros oito estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Amapá. O número de unidades da Federação representadas superou o da quinta edição: sete. O 3º Esteio do Amanhã contou com 22 inscrições de 18 cidades gaúchas.

Todos os poemas e vídeos foram analisados pela Comissão Avaliadora. A cada 100 inscrições, um livro com as letras era preparado e enviado para os avaliadores. Agora, os poetas selecionarão os declamadores (intérpretes) e amadrinhadores (músicos) que vão defender a obra em palco, no dia 2 de julho, no evento que será realizado no espaço da ABCCC no Parque de Exposições Assis Brasil. Cada poema classificado receberá uma premiação de R$ 2 mil.

Na final, serão escolhidos os três melhores poemas, declamadores e amadrinhadores , além do melhor trabalho em palco, que receberão troféus.

Durante o evento, também se apresentarão cinco declamadores da categoria Mirim (oito anos completos a 12 anos, 11 meses e 29 dias) e seis da categoria Juvenil (13 anos completos a 16 anos, 11 meses e 29 dias). Cada classificado receberá R$ 700. O campeão e vice-campeão de cada categoria vai ganhar um troféu.


Ampla cobertura
Todas as informações e acompanhamento do festival podem ser conferidas na página do Esteio da Poesia no Facebook (www.facebook.com/esteiodapoesia), no perfil do festival na mesma rede social (www.facebook.com/esteiodapoesiapg) e também pelo Instagram (www.instagram.com/esteiodapoesia).

Quem quiser conhecer todas as poesias finalistas das seis edições anteriores pode acessar o site www.esteio.rs.gov.br/esteiodapoesia. Lá, tem todas as letras, inclusive com opção para baixá-las, áudios, vídeos, livretos e informações de cada um dos festivais. O hotsite foi desenvolvido pela equipe de Tecnologia e Informação da Prefeitura de Esteio.

A final do festival será transmitida, ao vivo, pela WebTV Tradição pelo Youtube.


7º Esteio da Poesia Gaúcha e 3º Esteio do Amanhã
Final: 2 de julho, 19h30min, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil

Finalistas*
7º Esteio da Poesia

Poema: Romance do Artista e a Guitarra
Poeta: Mateus Lampert (Santana do Livramento)

Poema: Décima Andeja
Poeta: Moisés Silveira de Menezes (São Pedro do Sul)

Poema: Um Rosto Emoldurado na Parede
Poeta: Guilherme Suman (Canoas)

Poema: Romance das Nove Estrelas
Poeta: Carlos Omar Villela Gomes (Nicolau Vergueiro)

Poema: Cruz
Poeta: Henrique Fernandes (Marau)

Poema: O Gritador
Poeta: Rodrigo Canani Medeiros (Caxias do Sul)

Poema: Aldrava
Poeta: Luciano Salerno (Bento Gonçalves)

Poema: O Rio Grande em Transição
Poetas: José Mauro Ribeiro Nardes (Entre-Ijuís) e Francisco Carneiro Neto (Entre-Ijuís)

Poema: Reflexões
Poeta: José Luiz dos Santos (Santa Maria)

Poema: O Galpão e o Poeta
Poeta: Matheus Marchezan Bauer (São Borja)



3º Esteio do Amanhã

Categoria Juvenil

Declamadora: Camilly Moraes Rocha (Parobé)
Poema: Minhas Bonecas (José Luiz Flores Moró - 19ª Sesmaria da Poesia Gaúcha - Osório/2014)

Declamadora: Luana Vincenzi de Oliveira (Veranópolis)
Poema: Florêncio (Vaine Darde - 11º Pealo da Poesia Campeira - Alegrete/2009)

Declamador: Vitor Gasperin (Serafina Corrêa)
Poema: Ode às Mãos do Bem (Vaine Darde - 9º Bivaque da Poesia Gaúcha - Campo Bom/2011)

Declamador: Eduardo Sadi Berlatto Guarnieri (Garibaldi)
Poema: Assombração (Joseti Gomes - 1º Festival Unidos pela Tradição - Tapejara/2021)

Declamador: João Pedro Simonatto (São Jorge)
Poeta: Fragmentos Memoriais de um Anônimo (Moisés Silveira de Menezes - 1ª Sesmaria da Poesia – Osório/1996)

Declamadora: Bianca Biazus Spagnol (Taperara)
Poema: De Costas (Carlos Omar Villela Gomes - 2ª Tropeada do Canto e do Verso Sulino – Caxias do Sul/2005)


Categoria Mirim

Declamadora: Dara Mortagna Netto (Canoas)
Poema: Disseram que era Feitiço (Moisés Silveira de Menezes - 6ª Tertúlia da Poesia Gaúcha – Santa Maria/2020)

Declamadora: Lindsay Bernardi Camini (Alvorada)
Poema: Uma Incrível Batalha Entre Dom Quixote de la Mancha e uma Traça Faminta (Rodrigo Bauer e Gujo Teixeira - 5ª Querência da Poesia Xucra – Caxias do Sul/2012)

Declamadora: Sabrina Alban Vieira (Vacaria)
Poema: A Caixa dos Sonhos Desfeitos (Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam – 4ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula – Porto Alegre/2012)

Declamadora: Yasmin Gomes Vidal (São Gabriel)
Poema: Certas Coisas (Sílvio Aymone Genro - 1ª Tertúlia da Poesia Gaúcha – Santa Maria/2014)

Declamador: Davi Belegante Peruzzo (Tapejara)
Poema: Meio Bicho, Meio Homem (Pedro Vitor da Rosa Alves - 1º Ventos do Litoral - Tramandaí/2020)



Comissão Avaliadora

Adriana Braun: Declamadora, radialista e apresentadora. Foi uma das mulheres pioneiras em festivais de poesias no Rio Grande do Sul

Léo Ribeiro de Souza: Poeta, compositor, escritor e cartunista. É autor da letra de "Brasil de Bombacha", que fez muito sucesso com o Grupo Os Monarcas e "Gaúchos do Litoral", gravada pelo grupo Os Tiranos

Pedro Junior da Fontoura: Declamador, poeta, pajador, compositor e apresentador. Nome ativo dos universo dos festivais, defendeu trabalhos em todas as edições do Esteio da Poesia Gaúcha

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Fonte. Site Prefeitura de Esteio

terça-feira, 26 de abril de 2022

ARISON & EMERSON NO FESTIVAL ME TOCA DE TOCANTINS

 

Já estão em Tocantins Arison & Emerson e ontem a noite ensaiaram com mais um músico que estará, com eles ao palco. tocando viola. Conversei ontem e hoje, com ambos e estão sendo muito bem tratados e acolhidos pelo povo Tocantinense e alguns Gaúchos que lá residem, como é o caso de nosso irmão Assisense Moser Côrtes, que por muitos anos viveu em São Chico de Assis, de uma família de grandes músicos, visto que é sobrinho do Cantor Eri Côrtes,  e tocou muito tempo noite assisense. Moser esteve no Hotel e a amizade de longo tempo fez com pudessem reviver a boa terra de São Chico de Assis e São Vicente do Sul. Ontem também, teve a presença da imprensa local, no hotel onde estão hospedados os músicos que irão ao palco nesse festival que foi Idealizado pelo ativista Beto Naves com produção de Paulo Albuquerque e Rogério Scheich (Veros Ambiental), chega ao final nesta terça-feira (26) o primeiro Festival Me Toca de músicas inéditas. Com concorrência aberta para todo o Brasil, dez canções (abaixo) foram selecionadas, uma em cada tema (Arquipélago do Tropeço, Bico do Papagaio, Cerrado, Ilha do Bananal, Jalapão, Lago de Palmas, Rio Araguaia, Rio Tocantins, Serras Gerais e Taquaruçu). Agora, as dez músicas buscam os prêmios concorrendo entre si, independentemente do tema. 

O festival além da premiação em dinheiro: R$ 10 mil para o primeiro lugar; R$ 7 mil para o segundo; R$ 5 mil para o terceiro; R$ 3 mil para o quarto; e R$ 2 mil para o quinto. O evento, começa às 20h e será transmitido ao vivo pelo portal www.g1tocantins.com.br direto do auditório Cuíca, no campus da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas.

Comissão julgadora

A comissão que irá escolher as vencedoras do Festival é composta por Alexandre Freitas, de São Paulo - violonista e guitarrista, arranjador e produtor musical; licenciado em Educação Musical, habilitação em Guitarra, graduado em 2014. Fábio Geriz, de Tocantins – músico, compositor e multi-instrumentista. Estudou no Conservatório Vivace de Música; trabalha como professor de piano e produtor musical. Joílson Lima, da Paraíba - trabalha com música desde 1980, percussionista, bateirista e vocalista; ativista cultural, griô de culturas populares; educador musical. Léo Pinheiro, do Tocantins - músico, compositor e cantor; lançou seis discos e cantou com artistas como Lenine e Zélia Duncan; recentemente foi destaque no The Voice, da Rede Globo. Tião Pinheirode Goiás/Tocantins - poeta com cinco livros publicados; compositor com três discos lançados e músicas gravadas por artistas como Oswaldo Montenegro, Trio Yucatan e Paulinho Pedra Azul.

Oswaldo Montenegro

Entre a apresentação dos finalistas e o anúncio dos vencedores sobe ao palco a maior atração do festival, Oswaldo Montenegro. O artista, que está apresentando seu mais recente trabalho ‘Lembrei de nós’, dá pequena pausa em sua turnê pelo Brasil para essa apresentação especial na final do Festival Me Toca. Oswaldo é um dos mais premiados artistas brasileiros, e ganhou destaque nacional e internacional exatamente por suas participações nos festivais da MPB na década de 1980.

Finalistas (por ordem de apresentação)

Música: A FERA DA ILHA (de Antônio Roveroni e Chico Chokolate) com interpretação de Chico Chokolate.

Música: NAS ÁGUAS DO TOCANTINS (autoria: Lucas Madi e Bruno Kohl) com interpretação de Lucas Madi.

Música: JALAPÃO ENCANTADO (de Renato Borges) com interpretação de Renato Borges.

Música: TROPEÇO E SUA BELEZA - (autoria: Walter Pereira) com interpretação de Walter Pereira.

Música: NO LAGO DE PALMAS (de Wolf Borges) com interpretação de Wolf Borges.

Música: BICO DO PAPAGAIO (de Lucimar) com interpretação de Lucimar.

Música: CADÊ MEU CERRADINHO (de Genésio Tocantins) com interpretação de Genésio Tocantins.

Música: SERRAS GERAIS (autoria: Matheus Macine) com interpretação de Matheus Mancine.

Música: DE VOLTA EM TUAS ÁGUAS (Arison Martins e Paulo Ricardo Costa) com interpretação de Arison & Emerson.

Música: SAGRADO CÉU TAQUARUÇU - (autoria: Selma Terra e Clara Garcia) com interpretação de Clara Garcia.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

MÚSICAS CLASSIFICADAS PARA A 28ª SAPECADA


Comissão de Triagem da 28ª Sapecada

Foi finalizada neste domingo, 24 de abril, a triagem das canções inscritas para a 28ª Sapecada da Canção Nativa, festival que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de junho, na cidade catarinense de Lages.

A comissão avaliadora foi reuniada no Mercado público de Lages para selecionar 32 composições inéditas, sendo 16 para a Sapecada da Canção e 16 para a Sapecada da Serra Catarinense, considerada como ema fase regional do certame. Participaram os jurados: Bruno Fortkamp, Cristian Camargo, Francisco Brasil, James Michaltchuck, Pedro Kaltbach e Pirisca Grecco.

Ao todo, foram analisadas 706 músicas, das quais, 538 inscritas na Sapecada da Canção e 178 na Sapecada da Serra.
As canções selecionadas para a 28ª Sapecada da Canção Nativa são as seguintes:
1. N’ALGUM FIADOR DE RODEIO
Milonga
Letra: Rogério Villagran
Melodia: Kiko Goulart

2. O FRIO QUE NOS ABRIGA
Milonga
Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Melodia: Joca Martins/Luciano Fagundes
 
3. DE PERTO
Milonga
Letra: Eduardo Muñoz/José Carlos Batista de Deus
Melodia: Ricardo Rosa
 
4. COXILHA DO SARANDI
Milonga
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: Lisandro Amaral

5. ESPELHO DE MIM
Milonga
Letra: Márcio Nunes Correa
Melodia: Raineri Spohr
 
6. CAMPEANDO TABACO
Candombe
Letra: Fábio Maciel
Melodia: Vitor Amorim
 
7. VOLTEI!
Milonga
Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes
 
8. JUAN MARIA
Milonga
Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes

9. SAUDADE
Milonga
Letra: Guilherme Collares
Melodia: Roberto Luzardo

10. O BREVE DO AMOR INTENSO
Milonga
Letra: Gujo Teixeira
Melodia: Cícero Camargo
 
11. TAVA CULERA
Chamarra
Letra: Rogério Ávila
Melodia: Carlos Madruga
 
12. PRA SEMPRE, CHINOQUINHA!
Chamamé
Letra: Hélvio Casalinho/Jari Terres
Melodia: Jari Terres
 
13. REVISITANDO
Mazurca
Letra: Márcio Nunes Corrêa/Eduardo Muñoz
Melodia: Cícero Camargo
 
14. DIA DE CHUVA
Milonga
Letra: Edilberto Teixeira
Melodia: André Teixeira
 
15. TARDE DE INVERNO
Rasguido
Letra: Edilberto Teixeira
Melodia: André Teixeira
 
16. MIGUELITO
Xote
Letra: Paulo Ozório Lemes
Melodia: Alex Har

Colaboração: Leandro Godinho/Pirisca Grecco

Fonte: Blog Ronda dos Festivais

PEDRO JÚNIOR DA FONTOURA E PAULO DE FREITAS MENDONÇA

Bela matéria, desse final de semana, do Jornal Diário do Iguaçu de Chapecó, assinada pelo amigo Radialista e grande conhecedor da cultura Riograndense  César da Luz, falando de dois grandes Pajadores gaúchos que estiveram recentemente nas Criollas del Prado, em Montevideo, no Uruguai, me refiro a Pedro Júnior da Fontoura e Paulo de Freitas Mendonça, que ja perderam as constas quantas vezes andaram pela Latino América, Asia e Europa, levando o verso terrunho em linguajar bem Gaúcho.

Deixo aqui a Matéria na Integra para que possam conhecer, reconhecer e valorizar a cultura desse vasto Pampa continentino, tão rico, mas ao mesmo tempo tão esquecido, onde somente os teimosos, quais à nos, que continuam de pé fincado para não deixar essa cultura cair nas mazelas do modernismo.


Deixo aqui uma Pajada do Pedro Junior da Fontoura nesse Palco Memorável das Criollas del Prado nesse ano de 22. 

sexta-feira, 22 de abril de 2022

PARTEIRAS – um trabalho em extinção. Uma missão!

 
A página da Web da Vacaria Nativista que tem à frente à minha amiga Laurita Baldi, traz uma matéria que anda esquecida, as parteiras, essas mulheres que trouxeram à vida muitos de nossos Pais, irmãos e avós. Deixo aqui na integra essa bela Matéria, assinada pela Maria Hilda Pinto Dengo e Ildo Nery. Quem quiser conhecer outras matérias interessantes, entre na Página da Vacaria Nativista no Facebook.

PARTEIRAS – um trabalho em extinção. Uma missão!

Nos tempos de outrora, era muito comum o trabalho das parteiras, afinal somente no início do século XX é que os hospitais começaram a receber mulheres para dar à luz. Embora elas ainda existam, vamos usar o verbo no passado, visto que tal ofício está em extinção, tratando-se de um resgate e, de certa forma, de uma homenagem àquelas mulheres fortes, experientes e entendedoras do assunto de trazer ao mundo um novo ser!
Se pararmos para pensar, as parteiras substituíam um médico! Com habilidade quase que intuitiva, elas mediam a dedos as dilatações uterinas, cortavam o cordão umbilical com precisão e, o mais difícil, retiravam a placenta com a desenvoltura de um profissional da área da saúde.
Durante boa parte da história da humanidade, os partos eram feitos em casa, e as parteiras realizavam um trabalho árduo (tanto física, quanto psicologicamente). Trabalho fundamental, principalmente, no interior, cujos hospitais eram longe, as estradas precárias e o meio de transporte era principalmente o lombo do cavalo. Ainda há que se considerar o tempo. E se porventura desse um temporal? E se fosse de madrugada a lida?
Pois é, daí a importância dessas mulheres (que ainda existem, afinal ainda há localidades precárias espalhadas pelo Brasil que dependem de seus serviços). Obviamente as parteiras também eram comuns nas cidades. Muitos que estão lendo este texto nasceram “em casa”. A frase: “Fulana vai parir, chamem a parteira!”, era de praxe na época. E lá ia ela – no lombo do cavalo, de carroça ou a pé, destemida e sublime ao mesmo tempo.
Se o parto fosse realizado no campo, a lida podia ser bem pior, pois muitas vezes tinha que cruzar matos, rios, se expor aos perigos, como ser picada por uma cobra, ou ainda enfrentar um longo e cansativo trecho.
As parteiras eram fundamentais numa comunidade, seja pela confiança que passavam à gestante, seja pelo ato de trazer ao mundo o recém-nascido, seja pelos saberes transmitidos há gerações. Tal serviço exigia, além da prática adquirida pelos anos de atuação, coragem, conhecimento em protocolos de higiene e estar preparada para falhar, afinal complicações sempre existiram, como o mau posicionamento fetal, falta de dilatação do útero da mãe, pré-eclâmpsia, entre outros.
O pagamento dado ao trabalho podia ser em dinheiro, em alimentos, como queijo, salame, temperos, pães caseiros, uma galinha, um leitão, ou até mesmo ser de graça. Muitas vezes, a parteira abdicava de receber devido às condições financeiras pouco favoráveis da família. Quem sabe, até uma ou outra ainda não colaborava com um cobertorzinho, uma fralda de pano, uma roupinha ou... somente uma palavra de carinho. Que valia muito mais naquele momento mágico – o encontro entre mãe e filho pela primeira vez.
Por tudo isso, VIVA AS PARTEIRAS!
*Se você conhece alguma parteira na região, entre em contato para que possamos entrevistá-la (54 991059878).
Fonte: Internet e familiares

SEPÉ TIARAJÚ NA GUERRA GUARANÍTICA


Sepé Tiaraju é um dos muitos heróis indígenas que não são reconhecidos nos livros de História do Brasil. Sepé Tiaraju foi um guerreiro indígena, considerado santo popular e declarado “herói guarani missioneiro rio-grandense” por lei. Chefe indígena dos Sete Povos das Missões, liderou uma rebelião contra o Tratado de Madri.

Um dos principais episódios da vida de Sepé Tiaraju é a chamada Guerra Guaranítica, na qual Sepé liderou indígenas guaranis na resistência contra a desocupação dos Sete Povos das Missões que os espanhóis pretendiam. A Guerra Guaranítica durou de 1753 a 1756, ano da morte de Sepé Tiaraju.

Em 1750, foi estabelecido o Tratado de Madri entre portugueses e espanhóis. O tratado determinou que Portugal iria ceder a região da Colônia do Sacramento, hoje Uruguai, à Espanha, em troca da cessão do território dos Sete Povos das Missões. A tentativa de desocupação implicava que cerca de 50 mil indígenas fossem expulsos de suas propriedades e deslocados para outro território espanhol. Os indígenas não aceitaram a proposta e tiveram o apoio de padres jesuítas da Companhia de Jesus. A região era rica em gado e foi disputada com armas. Espanhóis e portugueses se juntaram na luta contra os indígenas guaranis.

Em 07 de fevereiro de 1756, o episódio da Batalha de Caiboaté ficou conhecido como uma das piores derrotas dos índios, com 1500 mortos. Entre os mortos estava Sepé Tiaraju. Nesta batalha, Sepé disse uma frase que é hoje reconhecida historicamente e atribuída a sua figura: “Esta terra tem dono.”
A
 história de Sepé Tiaraju tornou-se tema literário. Entre as obras do tipo é considerada a mais importante ‘Romance dos Sete Povos das Missões’, de 1975, de Alcy Cheuiche, que retrata a vida do guerreiro indígena brasileiro.

terça-feira, 19 de abril de 2022

BRIGA DE BUGIO, NÃO! BRIGA DE QUEM CONHECE CULTURA.

         O Poeta Franciscano e um dos grandes conhecedores não só da cultura serrana, como da cultura regional da Pampa Gaucha Léo Ribeiro de Souza, traz, hoje, em sua página da web um texto que relata muito bem a preocupação de tentos pensadores que estão vendo o Bugio, esse ritmo, que por muito tempo ficou esquecido dos holofotes, estar, hoje, no meio de um projeto, que teimo em dizer, que é politiqueiro e sensacionalista, encabeçado por pessoas que pouco ou nada conhecem da cultura desta Pátria tão grande. 

        Há muitos dias que venho pleiteando, quase que sozinho, escrevendo sobre essa pressa de tornar o bugio um Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul e muitas pessoas de cidades que nunca fizeram nada pelo bugio, se dizendo donos da criação e da criatura. 

        Quando me deparei com esse texto tão bem escrito, e com comentário de muitos que conheço, vejo que não estou sozinho, mas também não tenho o poder de mudar o rumo dessa prosa. O engrandecimento de pessoas que nada fazem pela cultura ou que pouco conhecem ou diferenciam cultura de entretenimento é o que me assusta, pois nada, em termos culturais deve nascer sem raiz, sem uma boa aguada e sem os cuidados necessários para frutificar e o que estamos vivenciando é exatamente o contrário, algo feito às pressas, com pessoas desqualificadas para tamanho passo e com a mídia, à mesma que vira às costas paras cidades pequenas e a cultura do interior, à não ser, é claro, que isso traga likes para os que andam atrás de seguidores.

Deixo aqui a preocupação do Léo com o tema.


TENTA ME ESQUECER, TCHÊ !

Através de uma gravação tomei conhecimento que um repórter anda magoado comigo. Acho tudo isso uma situação chata. Só que o vivente em vez preocupar-se com gente graúda, está me dando uma importância que eu não tenho.
Ele é bom no jornalismo mas, vez em quando, mete os pés pelas mãos quando adentra na seara da cultura gaúcha. Compreensível, começou há pouco tempo. E como tem o canhão empresarial da mídia no costado muita gente come pela sua mão.
A revolta deste parceiro se deve por que ele teve a iniciativa de propor o projeto de tornar o ritmo bugio Patrimônio Imaterial do Rio Grande do Sul. Muito bem. Nota dez. Tirando as segundas intenções de ano eleitoral é uma bela proposição. Entretanto, devido a sua vaidade, ninguém mais pode tratar deste assunto. Somente ele. Um simples desenho que fiz "sem avisá-lo" foi o motivo de tudo.
Esse rapaz não entende que, enquanto ele ainda andava nos cueros, Honeyde Bertussi, Edson Dutra, Joao Cincinato, Salvador Lamberty e tantos outros já labutavam pela preservação do ritmo bugio.
Eu tenho que rir, pois sou azarado com esse tipo de pessoa. Escrevi, a pedido de um parceiro, lá no início de março, uma letra sobre este momento de paz entre os São Chicos (de Assis e de Paula). Como o egocentrismo da pessoa a qual me refiro é enorme e a ideia da música não partiu dele, há poucos dias ele também solicitou a dois compositores que fizessem uma letra sobre o mesmo assunto. Fiquei muito abatido, tive gastrite, estourou uma úlcera rsrsr... e acabei pedindo ao gaiteiro que me solicitou a letra que não a gravasse. Não entro nesta briga de bugios. Não preciso de "curtidas" para ganhar meu pão.
Esses dois compositores, que são ótimos em outros estilos musicais mas nunca escreveram um bugio, acabaram fazendo algo "parecido" com o que eu já tinha escrito (claro que foi coincidência). O título da minha música é: O Bugio é Gaúcho. A dos convocados é: É Gaúcho Este Bugio.
Deixa assim. Se eles estão felizes, tudo bem.
Mas o ponto mais triste de toda essa história foi quando o repórter saiu com aquele texto de que o ritmo bugio nasceu de um "ritual sexual" entre os tropeiros e as índias de cima da serra, pondo ao chão tudo aquilo que os Irmãos Bertussi pregavam e defendiam. Misericórdia... Pobre da minha terra. Mas sobre isto vamos tratar em outra oportunidade.
Gaúcho velho. Por admirar parte do teu esforço vou te brindar com uma dica: Continue reproduzindo os vídeos que te mandam (o que já é uma grande coisa) e use dos meios que estão ao teu dispor para trabalhar pelo bem das tradições gaúchas. O mel da lixiguana um dia acaba e os lagartos que hoje te rodeiam amanhã nem se lembrarão de ti.
Ah... e tenta me esquecer por uns tempos.
Legenda: este desenho que "não avisei" que iria fazer é o motivo de toda a mágoa.

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

O Fim da Escravidão em Petrópolis
            O Evento mais importante realizado no Palácio de Cristal de Petrópolis foi no Domingo de Páscoa de 1888, na qual a Princesa Isabel e seu marido o Conde D’Eu, organizaram uma “festa da liberdade“ e junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara e Dom Luis Maria, entregaram 103 cartas de alforria aos últimos escravos da cidade Imperial, marcando a extinção da escravidão em Petrópolis.
            Estavam na cerimônia o gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças e José do Patrocínio e diplomatas dos Estados Unidos e da Alemanha. A maioria das cartas vinham com uma indenização aos seus senhores com notável campanha desenvolvida na cidade.
O fato foi noticiado no periódico abolicionista “Correio Imperial” sob a responsabilidade de um dos filhos de Dona Isabel, o Príncipe Dom Luís de Orleans e Bragança (na época com 10 anos de idade) o conteúdo principal do jornal era a causa abolicionista e notícias de eventos patrocinados pela Família Imperial para arrecadar fundos para a alforria de escravos.
            De acordo com o testemunho do líder abolicionista André Rebouças, a Princesa Isabel e seu marido Conde d’Eu participavam ativamente na proteção de escravos fugitivos em Petrópolis, “no dia 4 de maio de 1888, almoçaram no Palácio Imperial 14 escravos fugidos das Fazendas circunvizinhas de Petrópolis” anotou Rebouças em seu diário.
            Todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi coordenado pela própria Princesa Isabel e por duas amigas a Condessa da Estrela e a Baronesa de Muritiba.
Na Fala do Trono de 3 de Maio de 1888 a Princesa Regente declarou ao Parlamento: "confio que não hesitareis em apagar do direito pátrio a única exceção que nele figura em antagonismo com o espirito cristão e liberal das nossas instituições"

Fonte: Anuário do Museu Imperial. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro “As camélias do Leblon e a abolição da escravatura.” de Eduardo Silva


segunda-feira, 18 de abril de 2022

Me Toca divulga as 10 canções que irão disputar os prêmios do Festival

IMG-20220409-WA0411 Festival Me Toca anuncia comissão que irá escolher canções finalistas Comissão organizadora confirma que final será presencial, em Palmas, no dia 26 de abril
Comissão julgadora foi composta pelos professores de música: Fábio Geriz (TO), Joílson Lima (PB) e Alexandre Freitas (SP)



Saiu a lista das 10 canções classificadas para a final do 1º Festival Me Toca de músicas inéditas. Conforme previa o regulamento, foi selecionada uma obra por tema. Cada uma das músicas finalistas já tem direito a R$ 1.500,00 de ajuda de custo.

A comissão organizadora resolveu premiar com troféus as músicas mais votadas pelo público em geral dentro de cada tema. A votação ocorreu de 1ª até as 23h59 de 15 de abril no site www.festivalmetoca.com.br

A final do Festival será realizada no dia 26 de abril a partir das 20h no auditório do Cuíca, na Universidade Federal do Tocantins, campus de Palmas. Os concorrentes que por algum motivo não puderem participar ao vivo irão encaminhar clipe para ser exibido.

Será formada uma comissão julgadora para escolher as vencedoras do Me Toca, composta pelos três artistas que fizeram a pré-seleção, acrescida de mais dois nomes de reconhecida capacidade lítero-musical.

Músicas finalistas

Tema Bico do Papagaio – Música: BICO DO PAPAGAIO (de Lucimar) com interpretação de Lucimar.

Tema Cerrado – Música: CADÊ MEU CERRADINHO (de Genésio Tocantins) com interpretação de Genésio Tocantins.

Tema Jalapão – Música: JALAPÃO ENCANTADO (de Renato Borges) com interpretação de Renato Borges.

Tema Ilha do Bananal – Música: A FERA DA ILHA (de Antônio Roveroni e Chico Chokolate) com interpretação de Chico Chokolate.

Tema Lago de Palmas – Música: NO LAGO DE PALMAS (de Wolf Borges) com interpretação de Wolf Borges.

Tema Rio Araguaia – Música: DE VOLTA EM TUAS ÁGUAS (Arison Martins e Paulo Ricardo Costa) com interpretação de Arison & Emerson.

Tema Rio Tocantins – Música: NAS ÁGUAS DO TOCANTINS (autoria: Lucas Madi e Bruno Kohl) com interpretação de Lucas Madi.

Tema Serras Gerais – Música: SERRAS GERAIS (autoria: Matheus Macine) com interpretação de Matheus Mancine.

Tema Taquaruçu – Música: SAGRADO CÉU TAQUARUÇU - (autoria: Selma Terra e Clara Garcia) com interpretação de Clara Garcia.

Tema Arquipélago do Tropeço – Música: TROPEÇO E SUA BELEZA - (autoria: Walter Pereira) com interpretação de Walter Pereira.

Nesta última etapa todos irão lutar em pé de igualdade, independente do Tema, pelos seguintes prêmios: 1º lugar: R$ 10.000,00; 2º lugar: R$ 7.000,00; 3º lugar: R$ 5.000,00; 4º lugar: R$ 3.000,00; 5º lugar: R$ 2.000,00, mais troféus.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

GAÚCHOS CLASSIFICADOS ENTRES AS 10 MÚSICAS DO FESTIVAL METOCA DE TOCANTINS!

Com uma ótima aceitação pela Comissão Julgadora do Festival Metoca de Palmas, Tocantins, a nossa música DE VOLTA EM TUAS ÁGUAS, composta por mim e Arison Martins, nas vozes de Arison & Emerson e que fala do RIO ARAGUAIA está entre as 10 que irão ao Palco dia 26 de Abril, às 20:30 horas e que será transmitido pela web, com show de Oswaldo Motenegro.

A Comissão Organizadora, segundo o regulamento, permite duas ocasiões: apresentar um vídeo clipe da música ou apresentar em palco, ao vivo, no dia do evento, em Palmas, Tocantins.  Os organizadores estão forçando a presença de todas as músicas, mas devido a distância e o alto custo das viagens, visto que em passagens sai em torno de 8 mil reais, nós estamos optando em mandar o vídeo. Sabemos que a concorrência por vídeo não é igual a de estar presente no evento, mas também sabemos que, esse valor está fora de nosso orçamento, a não ser que tenha o apoio de alguma empresa ou empresário, que queria nos ajudar.

Mas já estamos muito felizes por saber que, entre as 1763 músicas inscritas, estamos entre as 10 classificadas,  escolhidas pela qualidade musical, visto que, por votação na web não teríamos essa oportunidade.

Essa dobradinha nossa com os meninos Arison & Emerson já deu certo outras vezes, uma delas, no 10º Festival Viola de Todos os Cantos em São Carlo, São Paulo, que vencemos com a música EU E O JOÃO DE BARRO, uma guarânia, que tornou essa dupla conhecida nacionalmente, levando-os para diversos shows no grande estado de São Paulo.

Deixo aqui a música DE VOLTA EM TUAS ÁGUAS


EU E O JOÃO DE BARRO - Arison & Emerson - no Palco do Viola de Todos os Cantos em São Paulo.