quinta-feira, 9 de outubro de 2014

29º PONCHE VERDE DA CANÇÃO GAÚCHA

Nos dias 07 a 09 Nov 2014,  Dom Pedrito, a Capital da Paz realizará o 29º PONCHE VERDE DA CANÇÃO GAÚCHA

Ordem de apresentação

Sexta-feira (07/11)
1.Iramirim – Milonga
Letra: Rafael Machado;
Música: Kiko Goularte;
Cidade: São Luiz Gonzaga e Lages/SC.

2.Na meia lua de barro – Milonga
Letra: Cauê Machado e Zé Renato Daudt;
Música: Zé Renato Daudt e Gustavo Oliveira;
Cidade: Arroio Grande, Porto Alegre e Pelotas.

3.A terra fala por nós - Canção
Letra: Gujo Teixeira;
Música: Robson Garcia;
Cidade: Lavras do Sul e Santana do Livramento.

4.Chasqueira Saudade - Milonga
Letra: Rafael Ferreira;
Música: Robson Garcia;
Cidade: Vacaria e Santana do Livramento.

5.Trança de três - Cifra
Letra: Paulo Osório Lemes e Filipe Corso;
Música: Kiko Goularte;
Cidade: Lages/SC.

6.Noite negra - Milonga
Letra: Gujo Teixeira;
Música: Jairo Lambari Fernandes;
Cidade: Lavras do Sul e Santa Maria.

Sábado (08/11)
1.DE ESTÂNCIA EM ESTÂNCIA – Chamarra
Letra: Mario Amaral;
Música: Matheus Alves Neves;
Cidade: Porto Alegre.

2.Rancheirinha do temo agarrado - Rancheira
Letra: Jaime Brum Carlos;
Música: Sérgio Rosa;
Cidade: Restinga Seca e Santa Maria.

3.O que serei? - Milonga
Letra: Paulo Dias Garcia e Vinicius Peixoto;
Música: Paulo Dias Garcia e Mauricio Sena;
Cidade: Viamão.

4.Nicasio - Chamamé
Letra: Evair Suarez Gómez;
Música: Juliano Gomes;
Cidade: Santana do Livramento e Porto Alegre.

5.Banho de gado - Milonga
Letra: Evar Suarez Gómez;
Música: Juliano Gomes;
Cidade: Santana do Livramento e Porto Alegre.

6.Quando a lua encontra o sol - Vaneira
Letra: Marçal Furian;
Música: Juliano Moreno;
Cruz Alta e Santana do Livramento.

13ª Mostra do Canto Campeiro
Sexta-feira (07/11)
1.Entre adagas e lanças - Galopa
Letra e Música: Marcos Evonir Moraes Amaral.

2.A razão do meu silêncio - Milonga
Letra: Matheus Costa;
Música: Davi Lovato.

3.Das comparsas sem fronteira - Chamarra
Letra: Ivo Martins Eguilhor;
Música: João Antonio Farinha.

4.Ressábio de carroceiro - Chote
Letra: Matheus Costa;
Música: Moreno Garcez.

5.Arrastando a asa - Chamarra
Letra: Walter Vellozo/Sérgio Tarouco (in memorian);
Música: Milton Fontoura. 

Sábado (08/11)
1.Estância da Quinta - Vaneira
Letra e Música: Igor Ribeiro da Silva.

2.Meu rancho fronteiro - Milonga
Letra: Sandro Onicino Machado da Silva;
Música: Getulio Santana Silva.

3.Cordeona, farra e cavalo - Chote
Letra e Música: Ilson Flores de Limas.

4.De parceria com a lua - Chamarra
Letra: Pedro Peçanha;
Música: Eduardo Souza.

5.De lida e sina - Chamarra
Letra: Marcos Evonir Moraes Amaral;
Música: Patrick Severo Cáceres.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CLASSIFICADAS CANTO DE LUZ DE IJUÍ!

1 - VERSOS DE LUZ
Nº INSC.: 045
RITMO: CHAMAMÉ
AUTOR DA LETRA: LUIZ ONÉRIO PEREIRA
AUTOR DA MÚSICA: SINVAL ARAUJO
CIDADE: CRUZ ALTA/RS

2 - SONHO DE PEÃO
Nº INSC.: 082
RITMO: CHAMARRA
AUTOR DA LETRA: NENITO SARTURI
AUTOR DA MÚSICA: MARCIO CORREIA
CIDADE: SANTIAGO/RS - SANTA MARIA/RS

3 - PALAVRA SINGULAR
Nº INSC.: 171
RITMO: CHAMAMÉ
AUTOR DA LETRA: GUJO TEIXEIRA / ZÉ RENATO DAUDT
AUTOR DA MÚSICA: SAMUCA DO ACORDEON
CIDADE: LAVRAS DO SUL/RS - PORTO ALEGRE/RS - STO ANTONIO DA PATRULHA/RS

4 - A VIDA E O TEMPO
Nº INSC.: 491
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: FLÁVIO SALDANHA
AUTOR DA MÚSICA: TUNY BRUM
CIDADE: URUGUAIANA/RS - SANTA MARIA/RS

5 - NO TEMPO DAS SESMARIAS
Nº INSC.: 504
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: IVO BAIRROS DE BRUM
AUTOR DA MÚSICA: ARISON MARTINS / EMERSON MARTINS
CIDADE: SANTA MARIA/RS - SÃO VICENTE DO SUL/RS

6 - NO ESTREITO DO CORREDOR
Nº INSC.: 572
RITMO: CHAMAMÉ
AUTOR DA LETRA: DIEGO MULLER
AUTOR DA MÚSICA: ZÉ UCHA RIBEIRO / HALBER LOPES
CIDADE: CANOAS/RS - SANTIAGO/RS

7 - VITÓRIA
Nº INSC.: 635
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: RÔMULO CHAVES
AUTOR DA MÚSICA: JEAN CARLO KIRCHOFF
CIDADE: PALMEIRA DAS MISSÕES/RS -TRAMANDAÍ/RS

8 - ACADEMIA CAMPEIRA
Nº INSC.: 664
RITMO: VANEIRA
AUTOR DA LETRA: CÂNDIDO ROBERTO AMARAL BORGES
AUTOR DA MÚSICA: CLÓVIS DE SOUZA / MARCELO HOLMOS
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS

9 - NOS DESVARIOS DA MILONGA
Nº INSC.: 690
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: JOEL FREITAS PAULO
AUTOR DA MÚSICA: NIRION MACHADO
CIDADE: ROSÁRIO DO SUL/RS

10 - CRUZANDO A PORTEIRA
Nº INSC.: 866
RITMO: CHAMARRA
AUTOR DA LETRA: FERNANDO SOARES
AUTOR DA MÚSICA: CRISTIANO CESARINO
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS

11 - MINHA COLHEITA
Nº INSC.: 872
RITMO: MILONGA CANÇÃO
AUTOR DA LETRA: DUDU AMARANTE
AUTOR DA MÚSICA: NANDO SOARES / DUDU AMARANTE
CIDADE: CRUZ ALTA/RS

12 - AS PILCHAS DO MEU AVÔ
Nº INSC.: 880
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: VOLMIR COELHO
AUTOR DA MÚSICA: VOLMIR COELHO
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS

13 - PRA LIBERTAR A MILONGA
Nº INSC.: 882
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: MARCELO DÁVILA
AUTOR DA MÚSICA: GEOVANI SILVEIRA
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS

14 - PRA TODA A LIDA
Nº INSC.: 883
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: LEONARDO BORGES / PAULO FLECK
AUTOR DA MÚSICA: RAINERI SPOHR
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS - PORTO ALEGRE/RS - DOM PEDRITO/RS

15 - DA MINHA MÃE MISSIONEIRA
Nº INSC.: 920
RITMO: CHAMAMÉ
AUTOR DA LETRA: JOÃO SAMPAIO / ODENIR DOS SANTOS
AUTOR DA MÚSICA: JORGE GUEDES
CIDADE: ITAQUI/RS - SÃO LUIZ GONZAGA/RS

16 - LUNARES DA ALMA
Nº INSC.: 944
RITMO: TOADA
AUTOR DA LETRA: BIANCA BERGMAM
AUTOR DA MÚSICA: ZULMAR BENITEZ
CIDADE: SILVEIRA MARTINS/RS - SANTA MARIA/RS

17 - CUCHILLA NEGRA
Nº INSC.: 950
RITMO: CHAMARRA
AUTOR DA LETRA: MANUEL ORIBE FERNÁNDEZ ALVES
AUTOR DA MÚSICA: MANUEL ORIBE FERNÁNDEZ ALVES
CIDADE: SANTANA DO LIVRAMENTO/RS

18 - POR UMA GUAIACA LISA
Nº INSC.: 953
RITMO: TANGO
AUTOR DA LETRA: MATEUS COSTA
AUTOR DA MÚSICA: MARCIO FONSECA
CIDADE: DOM PEDRITO/RS

SUPLENTES:
1ª - O CASEIRO
Nº INSC.: 092
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: JULIO MARTINS
AUTOR DA MÚSICA: PENNA FLORES
CIDADE: SANTA MARIA/RS

2ª - AO OCASO
Nº INSC.: 355
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: ANDERSON MIRESKI
AUTOR DA MÚSICA: VLADEMIR "XUXU" NUNES
CIDADE: SANTIAGO/RS

3ª - SAFRA PERDIDA
Nº INSC.: 557
RITMO: MILONGA
AUTOR DA LETRA: MARCO ANTÔNIO GOMES SOARES
AUTOR DA MÚSICA: CÍCERO FONTOURA
CIDADE: ROSÁRIO DO SUL/RS - JAGUARÃO/RS - DOM PEDRITO/RS - SANTA MARIA/RS

Zézinho & Grupo Floreio indicados para o prêmio Vitor Mateus Teixeira,

Meu amigo Zézinho & Grupo Floreio são indicados para o prêmio Vitor Mateus Teixeira, juntamente com outros grandes nome da cultura rio Grandense. Ai vai a postagem com demais nomes indicados nas mais variadas categorias....
" Desde 1997 a Assembleia Legislativa prestigia o cenário gaúcho com o Prêmio Vítor Mateus Teixeira, este ano tenho o imenso prazer de indicá-los nas seguintes categorias:
Francisco Azambuja - Declamador
Valter Portalete - Trovador Cravinho
Orquestra de Teutônia - Conjunto de Música Teuto-Rio-Grandense
Rômulo Chaves - Compositor
Nilton Junior da Silveira - Arranjador
Grupo Mas Bah - Grupo de Show
Tetê Carvalho - Trovadora
Grupo Ana Terra - Grupo de Dança Gaúcha
Jadir Oliveira – Pajador
Canarinhos de Garibaldi – Conjunto de Música Ítalo-Rio-Grandense
Ita Cunha – Cantor
Adriana de Los Santos – Instrumentista
Jairo Reis – Veículo de Divulgação de Artista Gaúcho
Adriana Sperandir – Cantora
Grupo Floreio – Grupo de Baile"

11ª GALPONEIRA DE BAGÉ


Dias 21 e 22 de novembro de 2014
Parque do Gaúcho.
Bagé/RS

Informações e Regulamento pelo e-mail: galponeiradebage@hotmail.com
Inscrições de composições até o dia 29 de outubro de 2014 

O envio é por e-mail.... Vamos então!!!!

SINOS DO VERSO GAÚCHO - 2ª Edição

Bom dia gauchada amiga.

Nosso festival SINOS DO VERSO GAÚCHO, esta se aproximando de sua 2ª edição e temos algumas informações para passar:
Não esqueçam de trazer a ficha de inscrição preenchida com todas as insformações solicitadas, assinada e autenticada em cartório, para ser entregue no dia do festival 25/10/2014.

Em anexo segue a ordem de apresentação, e também a planilha com os horários para passagem de som.

PROGRAMAÇÃO

Sábado - 25/10/2014 
das 14h às 17h - Passagem de som no palco do CTG Tapera Velha
17h - Café de chaleira
20h - Abertura do Festival de Poesias
20h 30min - Apresentação dos poemas selecionados
22h – Show & Jantar
23h – Premiação
23h 30min – Confraternização

Qualquer dúvida ou informação que precisarem é só entrar em contato.

Abraço a todos,

Paulo Roberto Vargas
Coordenador do 2º Sinos do Verso Gaúcho
Fone (51) 9259.7137
Residencial (51) 3592.4246


ORDEM DE APRESENTAÇÃO 

Tema: T A P E R A 
01 - Poema: VELHAS TAPERAS 
Autor: JOSETI GOMES Cidade: Gravataí
Declamadora: Silvana Giovanine
Amadrinhador: Geraldo Trindade

Tema: R E G I O N A L 
02 - Poema: REMINICÊNCIAS DE UM ANDEJO QUE NÃO VOLTOU 
Autor: LUIS LOPES DE SOUZA - Cidade: Passo Fundo
Declamador: Jorge Ivonei de Barros
Amadrinhador: 

03 - Poema: A ORIGEM DA PALAVRA
Autor: ADÃO QUEVEDO - Cidade: São Lourenço do Sul 
Declamadora: Paula Danieli Strighi
Amadrinhador: Adão Quevedo 

04 - Poema: APOLOGIA DE CAMPO AOS OLHOS TERNOS DA ALMA
Autor: HENRIQUE FERNANDES - Cidade: Marau 
Declamador: Neiton Perufo 
Amadrinhador: Rimichel Tonini

05 - Poema: SONATA PARA UMA FLOR 
Autor: JULIANO COSTA DOS SANTOS - Cidade: Santa Maria
Declamador: Rosana Araújo
Amadrinhador: Marcos Moraes

06 - Poema: PAJONAL 
Autor: SÉRGIO SODRÉ PEREIRA  - Cidade: Santana do Livramento
Declamador: Fabrício Vasconcellos
Amadrinhador: André Gonçalves

07 - Poema: UMA VOLTA 
Autor: GUJO TEXEIRA  - Cidade: Lavras do Sul 
Declamador: Luciano Salerno
Amadrinhadores: Denis Magalhães, Robson Paines e Fernando Silveira 

08 - Poema: PELOS SONIDOS DO MEU FILHO 
Autores: ANDERSON FONSECA e PAULO RICARDO COSTA  - Cidade: Encruzilhada do Sul e Santa Maria 
Declamador: Leonardo Andrade
Amadrinhador: Willian Andrade e Gustavo Thomazi Zart

09 - Poema: QUANDO O POETA CHOROU
Autor: CAINE TEIXEIRA GARCIA - Cidade: Bagé 
Declamador: Andréa Eloi 
Amadrinhador: Vinícius de Freitas

10 - Poema: MUSICAL E INVISÍVEL 
Autor: VAINE DARDE - Cidade: Capão da Canoa 
Declamador: Antônio Barbosa 
Amadrinhador: Jair Silveira 

11 - Poema: MÁS LINGUAS 
Autor: PEDRO JUNIOR DA FONTOURA  - Cidade: Bento Gonçalves
Declamador: Pedro Junior
Amadrinhador: Kaike Melo 



      

Poesias Classificadas para a 1ª Tertúlia da Poesia de Santa Maria

Atenção poetas, declamadores e amadrinhadores para as classificadas para a 1ª Tertúlia da Poesia de Santa Maria, que vai acontecer no próximo dia 1º de novembro, no Theatro 13 de maio.

**Lembrem: Segundo o regulamento do Festival, todos os trabalhos devem ser gravados (com qualidade aceitável) até o dia 16 de outubro para fazer parte do CD, que já será comercializado no dia do evento.

Realização: Prefeitura de Santa Maria e Galpão da Poesia Crioula; Apoio: AT Estância do Minuano, CPF Piá do Sul e 13ª Região Tradicionalista

A Comissão Julgadora, formada pelo poeta Colmar Duarte, pelo declamador e poeta Pedro Junior da Fontoura e pelo músico e poeta Cláudio Silveira definiram os selecionados, que estão em ordem alfabética.

CLASSIFICADAS
- A Boca Do Monte Grande / Moisés Silveira de Menezes
- Certas Coisas / Silvio Aymone Genro
- Desavença / Rivair Alves da Silva Neto (Zeca Alves)
- Dom Divino / Juliano Costa dos Santos
- Meu Verso De Olhar Antigo / Henrique Fernandes
- No Sarau Dos Meus Fantasmas / Luis Lopes de Souza
- O Duelo / Bianca Bergmam e Rodrigo Bauer
- O Preço Da Lã / Maximiliano Alves de Moraes
- Razões Das Insônias Que Há Em Mim / Sebastião Teixeira Correa
- Toda Gente Que Eu Conheço / Carlos Omar Villela Gomes
- Um Quixote no Sul / Guilherme Suman
- Vozes do Maçambique / José Luiz Flores Moró

SUPLENTES
- Poema Pra Luz Do Dia / Giba Trindade
- Um Olhar Antigo / Jurema Chaves / Negro Jarú
- Dos Meus Silêncios / Mateus Lampert
- Anjo Da Morte / Cezar Augusto Furtado
- A Invisível Presença Do Amor Constante / Vaine Darde
- Andarengo / Cândido Brasil
- Me Embriaguei de Poesia / Danilo Kuhn
- Herança Pampeana / Ângelo Luiz Ribeiro Soares

Atenciosamente,
Comissão Organizadora

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

3ª edição do Canto de Luz tem 978 músicas inscritas

As inscrições para a 3ª edição do Festival Nativista Canto de Luz encerraram-se na terça-feira, 30. Conforme divulgado pela Comissão Executiva do evento, foram alcançadas 978 inscrições, sendo 961 para a fase geral e 17 para a fase local.

De acordo com presidente da Comissão, Vinicios Hoch, os números alcançados foram bem expressivos. “O novo método de inscrições, única e exclusivamente pelo site do festival, através de formulário eletrônico, superou as expectativas, o nosso sistema pioneiro para festivais nativistas, elevou os números de inscrições das outras edições do evento, quando imaginávamos o contrario”.

No próximo final de semana, ocorrerá o processo de triagem das composições inscritas, onde serão selecionadas 28 músicas, que se juntarão às duas já classificadas no Pesqueiro da Canção, e irão ao palco durante as quatro noites de evento. Na oportunidade, dez inscritos representarão a fase local e 20 integrarão a fase geral. Das 30 composições reunidas, 16 serão escolhidas por uma Comissão Julgadora para compor o CD e DVD do Festival e concorrer aos prêmios na fase final do evento.

O Festival Nativista Canto de Luz é aberto á todos os estados do Brasil, bem como aos países do Mercosul, podendo ter composições em língua espanhola. Promovido pela Prefeitura de Ijuí, com recursos do sistema Pró-Cultura RS, da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através de patrocinadores locais, o evento acontece de 19 à 22 de novembro, no CTG Clube Farroupilha, em Ijuí.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

20 De Setembro em Santana do Livramento




No dia 20 de Setembro data máxima da celebração dos festejos Farroupilhas 8.031 homens e mulheres a cavalo cruzaram a rua dos Andradas, em Livramento e Avenida Sarandi em Rivera , formando assim o maior desfile farroupilha do estado .

O capricho dos CTGs , Galpões , Piquetes , em suas montarias somado a um público entusiasmado que a cada entidade aplaudia de pé ,fizeram o diferencial neste desfile de 20 de Setembro durante um belo sábado de sol .

A contagem oficial da comissão organizadora foi divulgada somente no final da tarde do dia 20, durante a solenidade de encerramento da Semana Farroupilha. E confirmou o título, como o maior entre as cidades gaúchas, superando a vizinha cidade de Alegrete . Livramento teve 8.031 participantes a cavalo e Alegrete 7.908.O desfile começou pontualmente as 9h, e teve seu encerramento as 15h30.
Texto: Matias Moura - Jornal Correio do Pampa

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vº CANTO DO JAGUAR - CONHEÇA UM POUCO MAIS:

O Festival Canto do Jaguar surgiu a partir da iniciativa de um pequeno grupo de amigos (compositores, músicos, intérpretes e apreciadores da música nativista), no início do ano de 2003. O desejo do grupo era o de idealizar um evento, em um local aprazível no município de Jaguari, que proporcionasse um encontro de integração e amizade. Esse encontro serviria para que compositores, músicos e intérpretes criassem e apresentassem suas composições, numa espécie de laboratório das criações poéticas e musicais nativistas.

Nesta perspectiva estava justificado o caráter “fechado” do festival, já que a participação se daria através de convite feito pela comissão organizadora às pessoas que se enquadrassem na proposta do evento proposta que se mantém até os dias de hoje.

Isto também não descaracterizava o ineditismo das composições já que estas poderiam participar de outros eventos nativistas.
A primeira edição do Canto do Jaguar ocorreu em maio de 2003 quando o Instituto Federal Farroupilha, Campus Avançado de Jaguari, ainda era denominado Núcleo Agrícola do Chapadão (Escola Municipal Agrícola – EMA). Nas três edições posteriores, através de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Jaguari e a URI campus de Santiago, o local denominava-se Centro Tecnológico do Vale do Jaguari, ocasião que os gestores dessa parceria sempre estiveram incentivando e participando do evento, bem como, apoiando na estruturação e organização do mesmo.
O festival foi o pioneiro do gênero a abrir espaço para a participação feminina fazendo com isso que se tornasse um festival familiar.
O custeio das despesas do evento é socializado entre os participantes convidados, pois cada um contribui com uma cota de participação para alimentação.

JUSTIFICATIVA:
A cultura e as tradições são as provas, em qualquer tempo, da história de um povo. E esta cultura e essas tradições permanecem, por haver pessoas e momentos que compartilham de um mesmo sentimento, criando meios para que esta história não seja deixada no esquecimento. Por isso é importante encontros, que a exemplo do Canto do Jaguar, venham permitir que a arte, suas criações, suas alegrias, suas saudades possam fluir e se transformar em canções.
Um convívio de amizade, em contato com a natureza, torna o Canto do Jaguar um grande momento para a criação poética e musical, pois o ambiente salutar nele existente é fundamental para que belas composições venham à luz, fruto da inspiração de seus compositores, músicos e intérpretes. Isto proporciona que além dos objetivos culturais, haja uma proposta ambiental, já que o evento ocorre em um cenário natural muito aprazível que precisa ser preservado, contribuindo para a divulgação do potencial turístico de Jaguari.
No aspecto cultural, muitas composições oriundas do Canto do Jaguar, já obtiveram sucessos em outros eventos além de serem incluídas nos repertórios musicais de inúmeros intérpretes, conforme nosso anexo procura demonstrar.

OBJETIVOS
Geral:
Promover, através do convívio salutar com a natureza, a integração entre os organizadores, apoiadores, compositores, músicos, intérpretes e apreciadores da música nativista com a comunidade local, possibilitando o surgimento de novas composições e novos talentos para os futuros festivais do gênero nativista.

Específicos:
Desenvolver o gosto pela temática nativista, resgatando nossa história, nossa cultura e nossas tradições.
Projetar Jaguari no cenário artístico gaúcho, valorizando o potencial turístico do nosso município.
Premiar os trabalhos que obtiverem destaque no evento.
Reforçar os laços de integração entre os organizadores, apoiadores, convidados e comunidade local, valorizando a amizade, a arte, a cultura como elos dessa união.

ABRANGÊNCIA
O Canto do Jaguar é um festival de convidados. Os convites aos participantes serão encaminhados às pessoas que se enquadram dentro da proposta do mesmo, segundo a decisão da comissão organizadora. Entretanto, esta abrangência tem seu espaço ampliado no momento em que as composições do evento encontrarem projeção no cenário artístico do Rio Grande do Sul, através de outros festivais ou no repertório dos intérpretes gaúchos.

ANEXOS DO PROJETO

COMPOSIÇÕES ORIUNDAS DO CANTO DO JAGUAR COM PARTICIPAÇÃO EM OUTROS EVENTOS
A maioria delas inseridas no CD de divulgação do V Canto do Jaguar.
- NA PAZ E NA DOR – Carlos Omar Vilela Gomes/Nilton Ferreira (Nilton Ferreira) vencedora do 19º Festival da Música Crioula de Santiago,mais popular e melhor interprete no festival VIOLA DE TODOS OS CANTOS o maior festival de música de raiz do Brasil promovido pala EPTV de São Paulo.

- NOSSOS AMIGOS – João Ari Ferreira/ Carlos Omar Vilela Gomes / Nilton Ferreira (Nilton ferreira e Miguel Marques) vencedora do 1º Quero Quero de Santo Cristo e regravada por outros intérpretes.

- AMIGOS MUITO MAIS – Ivo Brum/Arison Martins/Emerson Martins (Arison Martins e Emerson Martins) Cd com O coração na estrada.

- DE RUMOS E SONHOS – João Ari Ferreira/Jorge Dorneles/ Carlos Omar/Leonardo Sarturi (Analise Severo) Mais popular no 18º Grito de Jaguari

- UM SONHO APENAS – João Ari Ferreira/Natalin Delevati/ Gibão Strazzabosco (Miguel Marques) CD Clave de Lua.

- A LUZ QUE VERTE DOS SONHOS – Juca Moraes/Diogo Matos (Analise Severo) 24ª Coxilha de Cruz Alta.
 
Fonte: Nilton Ferreira

AS MÃOS DO MEU AVÔ!

Poema premiado em 2º Lugar na 19ª Quadra da Sesmaria do Verso Gaúcho em Osório 2014

AS MÃOS DO MEU AVÔ!
Paulo Ricardo Costa
As mãos do meu avô eram grandes,
Com dedos em formas de garras...
Enrijecidas na parte adunca dos calos,
Desenhavam os mapas da vida...
Pelas linhas profundas de um M,
Que pareciam sangas já secas,
Transbordadas em outras enchentes;
As mãos do meu avô eram abrigo,
Quando embalavam os meus sonhos,
Cantarolando com a sua voz rouca,
Cantigas que ainda trago na alma,
E olhando no verde dos meus olhos,
Balbuciava as frases mais ternas,
Com palavras tão doces e tão suas,
Que ainda me sinto o mesmo piá...
Choramingando para ter seu colo;
Quando dos meus primeiros passos,
Cambaleando as pernas tortas,
Buscava encontrar as suas mãos...
Para me segurar dos tombos;
E aquele sorriso esbugalhado,
Sulcados por grandes vergas...
Que desenhavam a fronte séria,
De uma barba branca e rala;
E depois... Já piazote taludo...
Quando encilhava um petiço,
E saíamos a recorrer os campos,
Refazer as cercas, juntar o gado;
E aquelas mãos grandes e fartas,
Se agigantavam no cabo do arado,
Abrindo vergas no coice do tempo,
Socando terra nos buracos da vida;
As mesmas mãos que torciam arames,
Sustentavam touros no golpe do laço...
Torciam atilhos na cabeças da tramas,
Sofrenavam potros só com tento e crina...
Ponteavam milongas no braço do pinho,
Acariciavam as cuias nas horas dos mates,
Me afagava os sonhos na hora do sono,
E juntavam-se em reza na oração da fé!
Sei que o tempo é campo deserto...
Por onde passamos para deixar marcas,
E as dores são mãos que apontam o rumo,
Que por vezes, nos chicoteiam...
Quando nos perdemos nas manhas da vida,
Sem querer buscar o caminho certo;
Assim eram as mãos do meu avô!
O equilíbrio para os meus passos falsos,
O abrigo para os tempos de invernia,
A carícia para as horas tristes da dor.
Ágeis pelo pontear das cordas...
Rudes e fortes no apontar dos dedos,
Leves e brandas no afagar do sono,
Amiga e parceira no apertar do adeus.
A vida por si não contempla lamentos,
E nos dá a certeza que o tempo se foi,
E o que fica do tempo, além dos sonhos,
São apenas imagens a elucidar a alma;
E um dia, as mãos que me deram afago...
Que foram carinho nas horas da dor,
Se postaram inertes, tão juntas e tão sós,
Sobre um corpo estirado quieto e frio.
No olhar de quem fica, marejado de dor,
O silêncio é castigo (rebenque que bate),
E o coração apertado na ânsia mais terna,
Sufoca as lembranças em fotos amarelas,
E parte sem adeus, sem mãos abanando,
Talvez o encontrarei num tempo depois,
O que ficou esquecido, cada palmo de campo,
Que o tempo e a vida guardou de nós dois!
Fim!

domingo, 28 de setembro de 2014

PREMIAÇÃO DA 19ª SESMARIA DA POESIA DE OSÓRIO

1º Lugar Poesia: 
DOS MEMORIAIS DE UM TROPEIRO “Na Rota dos Maçambiques”
Autor: Luiz Lopes de Souza
Declamadores: Paulo Ricardo dos Santos e Érico Machado Bastos
Amadrinhadores: Mário Tressoldi e Mário Duleodato

2º Lugar Poesia: 
AS MÃOS DO MEU AVÔ
Autor: Paulo Ricardo Costa
Declamador: Fabrício Vargas
Amadrinhador:Kayke Mello
3º Lugar Poesia: 
QUANDO A ALMA ENTENDE O VERSO
Autores: Joseti Gomes e Alberto Sales
Declamador: Luis Afonso Torres
Amadrinhador: Marcus Morais

1º Lugar Intérprete:
Liliana Cardoso
Poema:Soneto das Saudades

2º Lugar Intérprete: 
Jair SilveiraPoema:
De Potros e Gineteadas

3º Lugar Intérprete: 
 Arielton Carvalho
Poema: A Montanha do Tio Anco

1º Melhor Amadrinhador: 
Mário Tressoldi e Mário Duleodato
Poema: Dos Memoriais de Um Tropeiro "Na Rota dos Maçambiques".

2º Melhor Amadrinhador: 
Geraldo Trindade
Poema: A Montanha do Tio Anco

3º Melhor Amadrinhador: 
Kayke Mello
Poema: As Mãos do Meu Avô

Melhor Tema “MAÇAMBIQUES” 
Autor: Léo Ribeiro
Declamador: Neiton Perufo
Amadrinhador: Adão Quevedo

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA 19ª QUADRA DA SESMARIA DE OSÓRIO

PASSAGEM DE SOM A PARTIR DAS 14H.
01- MAÇAMBIQUES 
Autor: Léo Ribeiro de Souza 
Declamador: Neiton Perufo 
Amadrinhador: Adão Quevedo 

02 - QUANDO O DIA OLHA P’RA DENTRO 
Autor:Cândido Brasil Declamador: Cândido Brasil
Amadrinhador: Lucas Brasil 

03 - A MONTANHA DO TIO ANCO 
Autor: Carlos Omar Villela Gomes 
Declamador: Arielton Carvalho 
Amadrinhador: Geraldo Trindade 

04 - O HOMEM DENTRO DO ESPELHO 
Autor: Bianca Bergmam 
Declamadora: Bianca Bergmam 
Amadrinhador: Geraldo Trindade 

05 - AS MÃOS DO MEU AVÔ 
Autor: Paulo Ricardo Costa 
Declamador: Fabrício Vargas 
Amadrinhador:Kayke Mello 

06 - DOS MEMORIAIS DE UM TROPEIRO “Na rota dos maçambiques” 
Autor: Luiz Lopes de Souza
Declamadores: Paulo Ricardo dos Santos e Érico Machado Bastos 
Amadrinhadores: Mário Tressoldi e Mário Duleodato 

07 - MINHAS BONECAS 
Autor: José Luiz Flores Moró 
Declamadora: Priscilla Alves Colchete 
Amadrinhadores: Grace Nardes, Sergio Nardes, Ana Serafini, Paulo Coelho e Lenonn Farias 

08 - QUANDO A ALMA ENTENDE O VERSO 
Autores: Joseti Gomes e Alberto Sales Declamador:
 Luis Afonso Torres 
Amadrinhador: Marcus Morais 

09 - PRA OS QUE DÃO VIDA A POESIA 
Autor: Sebastião Teixeira Corrêa
Declamador: Carlos Aurélio Weber 
Amadrinhador: Clênio Bibiano da Rosa 

10 - SONETO DAS SAUDADES 
Autores: Everton Michels e Robson Fogaça 
Declamadora: Liliana Cardoso 
Amadrinhador: Marcus Morais 

11 - DE POTROS E GINETEADAS 
Autores: Cristiano e Adriano Medeiros
Declamador: Jair Silveira 
Amadrinhador: Gustavo Campos

Carta aberta à alma das pessoas do Rio Grande


Buenas meus Amigos... 

Peço licença para entrar na alma de vocês e me apresentar: 
-Luiz Marenco. Cantador dos caminhos, tradição, campo e verdade, ao seu dispor... 
Muitos já me conhecem neste meu destino de Cantador das coisas do Rio Grande, mas agora venho me apresentar de outra forma, e colocar o meu nome a disposição dos amigos. Talvez por conhecer este Rio Grande ponta a ponta (lugares em que minha arte me levou por mais de 25 anos), sempre olhei com olhos de quem cuida tudo o que via de certo de errado por onde passava, nos campos, nas beiras de estradas, nas cidades, nos ranchos simples, nos corações de cada um. E por saber que muitas coisas que via, podia e podem se melhoradas, resolvi com o incentivo e o apoio de muitos amigos me atrever a tentar mudar algumas coisas que avistava e não me faziam bem aos olhos e ao coração. 
Muitos amigos me perguntam o porquê de enveredar para o caminho da Política, sabendo que a política dos dias de hoje está desgastada e desacreditada? 
Respondo... 
-Por confiar no coração e na alma das pessoas, e por acreditar ainda que existam pessoas que possam com seus pensamentos e ações mudar condições e situações na vida de muitos, por querer estar do lado dos meus amigos, e também poder levar ao Poder Estadual estes pensamentos e estas realidades regionais que estamos todos os dias vendo por ai... 
Hoje quero assumir um compromisso muito maior com a razão, mas sem deixar de ter o sentimento. Eu gostaria que a minha voz chegasse à casa de vocês, não apenas trazendo a minha arte, mas minha vontade de mudança e, a certeza de que juntos poderemos traçar alguns rumos novos aos caminhos deste Rio grande. 
A minha arte sempre vai estar comigo onde eu estiver, a quem pensa que deixarei de estar junto com aqueles que apreciam o meu canto e minhas palavras, digo apenas, que um homem que vive o seu canto jamais pode deixar de cantar. 
O meu cantar é o que sou, e verdadeiro! 
Sempre fui um Gaúcho de bota e bombacha, comprometido com as coisas desta terra, com o campo e com as tradições deste Estado. Com os pés firmes no chão do passado, mas com braços alcançando o futuro. 
Apesar de ter afirmações com o antigo, tenho olhos mirando sempre pra frente, pro futuro, com pensamentos e ideias atuais, qual o homem do campo, que aprendeu a conhecer o tempo observando a natureza, mas olha na internet pra ver se vai ou não chover no dia seguinte... 
Meus amigos, hoje me apresento novamente a vocês, com meu canto, minha arte, meu pensamento e minha real vontade de que este Rio Grande possa ter um novo caminho, pisado com muito cuidado, mas com passos firmes, de quem acredita naquilo que canta e que faz... 
E principalmente ainda acredita na alma das pessoas... 
Conto com o apoio de todos vocês, para que um Gaúcho de bota e bombacha possa levar para a Assembléia Legislativa este pensamento de Rio Grande, este comprometimento com a tradição, com o campo e com a verdade. 
Gracias meus amigos... 


Luiz Marenco

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MTG X Associação de Laço - Quem Ganha essa briga?



Cresce nas redes sociais a ideia em torno da criação de uma entidade paralela ao MTG para difundir e cultuar as tradições do Rio Grande do Sul. 
Na esteira das punições aplicadas contra doze narradores filiados ao movimento, um dos mais importantes cuteleiros do estado, Cassio Selaimen, entende que "é hora do povo se reunir e montar outra entidade, já que esta não representa de forma adequada os interesses dos gaúchos". O comentário foi postado após texto do leiloeiro Fábio Crespo, crítico às punições, que concordou com a proposta. "Um levante se faz necessário. 
Vou iniciar essa campanha e conto contigo", escreveu Crespo, que assim como Cássio, é ligado à Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Crioulo (ABCCC). 
Particularmente, continuo acreditando na união, em vez da divisão. No entanto, quem está semeando o terreno para essa dissidência é o próprio MTG, com a perseguição descabida contra a Federação Gaúcha de Laço, que, mesmo assim, está dando a volta por cima e realizando seus torneios, com o apoio dos sindicatos rurais, e, futuramente, da ABCCC. 
A quem interessa tanta discórdia?



19ª QUADRA DA POESIA SESMARIA DA POESIA GAÚCHA


Nesse final de semana Osório de se enche de Poesia, acontecerá a 19º Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha e passara por lá grandes nomes da Poesia e da Arte Declamatória do Rio Grande do Sul. A Sesmaria que a muito tempo é considerada o maior festival de Poesia do Rio Grande do Sul e de onde saíram grandes poemas que hoje desfilam pelos palco do mundo.



Nós estaremos lá, representando o Coração do Rio Grande numa tríplice junção de cidades, da minha São Chico de Assis, a São Sepé de Fabricio Vargas e a bela Julio de Castilhos na guitarra de Kayke Mello

A Comissão Avaliadora reuniu-se no dia 15 de agosto na cidade de Osório para a triagem da 19ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha, após uma longa leitura classificaram os poemas abaixo: 
Avaliadores
CLÁUDIO JOSÉ MARTINS
PEDRO JÚNIOR LEMOS DA FONTOURA
OMAIR TRINDADE

(NÃO ESTÃO NA ORDEM DE APRESENTAÇÃO)
TEMA MAÇAMBIQUES: Poema MAÇAMBIQUES
Autor : Léo Ribeiro de Souza - Porto Alegre

DOS MEMORIAIS DE UM TROPEIRO "Na rota dosMaçambiques"
Autor: Luis Lopes de Souza - Passo Fundo

PRA OS QUE DÃO VIDA A POESIA
Autor: Sebastião Teixeira Corrêa - Caxias do Sul

MINHAS BONECAS
Autor: José Luiz Flores Moró - Farroupilha

QUANDO O DIA OLHA P’RA DENTRO
Autor : Cândido Brasil - Cachoeirinha

SONETO DAS SAUDADES
Autores : Everton Michels e Robson Fogaça - Criciuma - SC
Declamadora: Liliana Cardoso
Amadrinhador: Marcus Morais

A MONTANHA DO TIO ANCO
Autor: Carlos Omar Villela Gomes - Silveira Martins

QUANDO A ALMA ENTENDE O VERSO
Autores : Joseti Gomes (Gravataí) e Alberto Sales - (Caxias do Sul)
Declamador: Luis Afonso Torres
Amadrinhador: Marcus Morais

AS MÃOS DO MEU AVÔ!
Autor: Paulo Ricardo Costa - Santa Maria
Declamador: Fabrício Vargas
Amadrinhador: Kayke Mello


DE POTROS E GINETEADAS
Autores: Cristiano Medeiros e Adriano Medeiros - Lages - SC
Declamador: Jair Silveira
Amadrinhador: Gustavo Campos

O HOMEM DENTRO DO ESPELHO
Autor: Bianca Bergmam - Silveira Martins

5º Encontro de Gaiteiros em São Francisco de Assis

A capital Mundial do Bugio, a minha São Francisco de Assis realiza nesse ano, no dia 23 de Novembro, o 5º ENCONTRO DE GAITEIROS e desde já, convida a todos os Gaiteiros e simpatizantes da boa música regionalista para esse grande evento.

Os quatro eventos anteriores foram de grande sucesso, com a presença de Gaiteiros de todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina , do Uruguai e Argentina, que confraternizaram num belo evento que começa a partir da 7 horas da manhã com a recepção, passando por uma churrasco ao meio dia e finalizando a noite, sempre aos som do acordeon, instrumento que alavanca a musicalidade deste estado tão promissor em se falando de música.

A comissão organizadora que tem o comando do Tradicionalista e Músico Valteron Moreira,  desde já conta com a presença de todos em mais esse grande evento.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tem gaúcho indicado ao Grammy Latino


(Crédito: Claudio Gadotti/ Divulgação)

A Academia Latina da Gravação acabou de anunciar os indicados para a 15ª Entrega Anual do Latin Grammy – e tem gaúcho por ali. O violonista Yamandu Costa, está concorrendo para Melhor Álbum Instrumental, com Continente.

Eduardo Cabra, do Calle 13, lidera com 10 indicações. Calle 13 recebeu nove indicações;Andrés Castro oito; Tom Coyne sete; Julio Reyes Copello e Carlos Vives cada um recebeu seis; e Descemer Bueno e Enrique Iglesias cinco cada. Caetano Veloso é o único brasileiro a disputar na categoria geral (fora da categoria exclusiva para a música brasileira), indicado por Melhor Canção (A Bossa Nova é Foda). No campo exclusivo de música brasileira há um pouco de tudo: Anitta, Matia Bethânia, Zeca Baleiro, Paula Fernandes e por aí vai…

A 15ª Entrega Anual do Latin Grammy será realizada na quinta-feira, dia 20 de novembro, na MGM Grand Garden Area em Las Vegas.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/

Tertúlia da Poesia de Santa Maria - 325 Poemas inscritos

Um Festival de Poesias sempre foi o grande sonho do Galpão da Poesia Crioula de Santa Maria e nesse ano de 2014 estamos vendo esse sonhos realizado. A 1ª Tertúlia da Poesia já vem nos mostrando que vale a pena sonhar. 

Com 325 Poemas inscritos, já demonstra a grandeza e a confiança em nós depositados, mas não é só isso, com:
Uma premiação de encher os olhos, 
Uma Comissão Avaliadora das Melhores, com três dos grandes nomes da Poesia do Rio Grande do Sul, 
Um espaço memorável com a magia do Theatro Treze de Maio,
Uma premiação de causar inveja aos grandes festivais,
Uma boa ajuda de custo, além é claro do carisma e do carinho do Povo Santamariense, tudo nos faz ter a certeza que estaremos fazendo um dos maiores festivais de Poesia do Brasil.

Mas tudo isso só foi possível graças a Confiança depositada em nós pela Secretaria de Cultura de Santa Maria e da administração Municipal que confiou em nosso projeto e acreditou na vontade que temos de fazer um mundo um tanto melhor, através da Poesia.

Agora é com os Jurados e sua Competência não nos deixam dúvidas que aqui estarão os melhores versos, os melhores declamadores, os melhores amadrinhados e os amantes da Verso,da Poesia e da arte declamatória...
Estamos ansiosos sim, mas ao mesmo tempo felizes por confiarem, por acreditarem em nós e nos agraciarem com tantos e tão belos poemas...

Aos Poetas do meu Rio Grande do Sul, razão pela qual a poesia nos encanta, o nosso muito obrigado. O primeiro passo foi dado, agora é esperar e nos primeiros dias de agosto estaremos divulgando os 12 Poemas que ficarão na história da Tertúlia da Poesia de Santa Maria.

A todos, nosso muito obrigado.

Carlinhos Lima, Fabrício Vargas e Paulo Ricardo Costa

Nasce o 1º Esteio da Poesia Gaúcha

Buenas, gauchada

Uma das formas de arte mais importantes de nosso Rio Grande do Sul, a poesia, ganhou um novo espaço. A Prefeitura de Esteio, através das secretarias municipais de Arte e Cultura e de Comunicação Social acaba de lançar o 1º Esteio da Poesia Gaúcha, festival voltado para poemas inéditos que versem sobre nosso Estado.

E para ajudar na divulgação das informações e, com isso, trazer mais poetas e admiradores da poesia para nosso evento, criamos esse perfil no Facebook. Além do site e do Facebook oficial da Prefeitura de Esteio (www.esteio.rs.gov.br e www.facebook.com/prefeitura.municipaldeesteio), todas as informações referentes ao festival serão divulgadas aqui. Será por aqui também que poderemos esclarecer dúvidas mais diretamente com o internauta, bater papo com os poetas ou declamadores e também com o público de nosso festival. Esteio abriu as porteiras para a poesia gaúcha. Vamos todos participar e ajudar no engrandecimento deste evento, que nasce modesto, mas com pretensões de se tornar um dos maiores do Estado. Seja bem-vindo.

Como será o 1º Esteio da Poesia Gaúcha
Até o dia 30 de novembro, poetas de todo o país podem inscrever trabalhos inéditos que versem sobre a cultura gaúcha, história, usos, costumes e outros temas que tratem do homem do Rio Grande do Sul. As inscrições e entrega dos poemas podem ser feitas pelo e-mail esteiodapoesia@gmail.com, diretamente ou com o envio dos trabalhos pelos Correios para a Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900 – Centro – CEP: 93.265-011 – Esteio/RS).

Na noite de 27 de fevereiro de 2015, dentro da programação em comemoração anos 60 anos de Esteio, em um evento na Casa de Cultura, serão apresentadas as 10 poesias selecionadas pela comissão avaliadora para o festival, uma promoção das secretarias municipais de Arte e Cultura (SMAC) e de Comunicação Social (SMCS). Serão premiados, com troféus e premiação em dinheiro, os três melhores poemas, os três melhores declamadores e os três melhores amadrinhadores (músico que acompanha o declamador na apresentação). A melhor poesia do festival recebe R$ 500. Já o melhor declamador e amadrinhador ganham R$ 300 cada. Além disso, todas as 10 poesias selecionadas para a final recebem uma ajuda de custo de R$ 300.

Na final, também vão ocorrer shows com artistas locais na abertura e um show de encerramento com cantor ou grupo nativista/regionalista de projeção estadual (os nomes estão sendo definidos).

1° Esteio da Poesia Gaúcha
Período de inscrições: Até o dia 30 de novembro de 2014
Local: Pelo e-mail esteiodapoesia@gmail.com e Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900 – Centro – Esteio – CEP: 93.265-011)
Premiações
Poesia

1º lugar – R$ 500 e troféu
2º lugar – R$ 300 e troféu
3º lugar – R$ 200 e troféu

Intérprete (declamador)
1º lugar – R$ 300 e troféu
2º lugar – R$ 200 e troféu
3º lugar – R$ 100 e troféu

Amadrinhador (músico)
1º lugar – R$ 300 e troféu
2º lugar – R$ 200 e troféu
3º lugar – R$ 100 e troféu



fonte: Esteio da Poseia

terça-feira, 23 de setembro de 2014

2ª CAVALGADA HISTÓRICA CEL PILLAR-DEZ 2002 em São Francisco de Assis

 
Realizada pelo 1º Regimento de Policia Montada e a confraria de Resgate Histórico Sangue Farrapo,com trajeto do Capão das Laranjeiras-São Francisco de Assis(lugar do combate onde faleceu o Cel Pillar em confronto com os Federalistas de Inácio Cortez)) a Santa Maria,sede do Regimento do qual foi 1º comandante e atual Patrono.

A 1ª Cavalgada foi realizada no comando do Cel Artidor com encenação do combate inclusive.


QUEM FOI CEL. PILLAR

Coronel Fabrício Baptista de Oliveira Pillar

Nasceu na região da Campanha, em São Vicente do Sul, freguesia de São Gabriel, a 24 de agosto de 1856, filho de Vidal José de Oliveira e Rita Laura de Mesquita.

Com 18 anos, em 03 de fevereiro de 1874, iniciou sua carreira militar, no 4º Regimento de Cavalaria Ligeira, então sediado em Santana do Livramento. Em apenas três anos, percorre toda a hierarquia dos escalões inferiores do Exército, ingressou na Escola Militar da Província, completando o curso superior em 1884.
Com o advento da Revolução Federalista, irrompida no Rio Grande do Sul, foi colocado à disposição do Governo do Estado, então presidido por Júlio Prates de Castilhos, para organizar e comandar o 1º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar criado em 1892. Com seu Regimento percorreu o Estado, participando de diversos combates como os de Upamoroti, Inhanduí, Piraí, Carovi.

No combate de Carovi teve destacada atuação, episódio em que foi ferido mortalmente o general Gumercindo Saraiva. A 06 de setembro de 1894 o tenente-coronel Pillar morre em combate no Capão das Laranjeiras, São Francisco de Assis, vitimado por bala inimiga.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CTG Sinuelo do Pago leva a gineteada para o palco

 São três Pátrias e uma bandeira,
São três bandeiras, três tentos,
Tribulando contra o vento...
Bem no Sul, nessa fronteira,
São três almas verdadeiras,
Irmanados nas mesma tora,
Quando um bocudo se apavora,
Se brandeando pros dois lados,
São três “Gauchos” irmandos,
Bancando ao aço da espora.


Um é da banda Oriental,
Metido a facão sem cabo...
“El famoso Rasga Diabo”...
Ginetaço sem igual...
Que se tornou universal,
Tal qual o sol na bandeira,
O outro é Mário Ferreyra,
Tem a Argentina, de talismã...
Agraciando a Renô Vijagran,
Da Santa Pátria, Brasileira.

São homens e mulheres de outras querências, de outras falas, outros sotaques.
São homens e mulheres com outros costumes, outras culturas, tantas belezas.
São homens e mulheres diferentes entre si, mas iguais na garra, força e no amor!
São povos diferentes que aprenderam a respeitar e amar o mesmo manto, o mesmo pago!
Esse Rio Grande não é de um só; é de todos aqueles que entregaram e entregam o seu coração à ele!
Paysanos, hermanos e gaúchos... 
Gineteando tempo e vida, se mantendo firme a cada novo corcovo do destino...
É esse legado que nos deixa os Ginetes nas 3 Pátrias.

Muito mais que festivais, a gineteada é uma filosofia de vida!
"Três Pátrias e a mesma gana
Fundamentos sem fronteiras
Que hasteiam a mesma bandeira
Quando sona la 'canpana'
Porque a união destes povos,
Vai além das divisões,
E deve estar nas pulsações
De amizades e corcovos." - Rogério Villagran

domingo, 21 de setembro de 2014

No mês farroupilha, historiador diz que gaúcho não tem o monopólio da revolta

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Espírito” gauchesco toma conta das cidades e materializa-se no Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Ana Ávila
Quando chega setembro até o mais distraído gaúcho percebe o sentimento tradicionalista se espalhando pelo Rio Grande do Sul. São motoristas pilchados nos ônibus e táxis da capital, gauchinhos que mal largaram a mamadeira empunhando uma cuia de chimarrão nas redes sociais de pais orgulhosos, congestionamento na entrada do Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre. No dia 20, desfiles comemoram o início da revolução. Comumente associada à imagem guerreira e viril do gaúcho, a revolta iniciada em 1835 foi apoiada apenas por parte da população, como explica na entrevista a seguir o historiador Luís Augusto Farinatti.
O ímpeto separatista é outro aspecto que, com frequência, vemos atribuído ao gaúcho como diferencial. No entanto, Farinatti lembra que o Estado mais ao sul do Brasil não foi o único a se levantar contra o Império. “Na mesma época da Revolução Farroupilha, teve a Balaiada no Maranhão, a Cabanagem no Pará, a Sabinada na Bahia. Em Pernambuco, nas décadas de 20, 30 e 40 houve uma revolução em cima da outra. Então, nós não temos o monopólio da revolta”, afirma. Para o historiador, o gaúcho não tem nada de diferente do restante dos brasileiros, só gosta de acreditar que tem.
Sul21 – Qual o principal equívoco quando se fala na Revolução Farroupilha?
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Luís Augusto Farinatti - Em geral, se pensa que se trata de uma revolta do Rio Grande do Sul contra o Brasil. Isso efetivamente não aconteceu. Foi uma revolta de parte da sociedade rio-grandense. Outra parte lutou pelo projeto do Império. O projeto da República rio-grandense não é igual ao projeto do Rio Grande do Sul. É de uma parte que, já no início da República, foi tomada por uma memória construída como se fosse um projeto de todos.
Sul21 – Quando iniciaram as comemorações como conhecemos hoje?
Farinatti - Já é comemorada e considerada um marco pelo Governo do Estado no início da Republica no Rio Grande do Sul. Mas comemorações cívicas, com desfiles, não saberia te dizer quando começaram. O republicanismo gaúcho usa a Revolução Farroupilha como uma pedra fundamental, o mito de origem. O Assis Brasil é um republicano rio-grandense que escreve um livro em que vai construir essa ideia.
Sul21 – Vem daí a imagem do gaúcho lutador, aguerrido?
Farinatti - Vem junto. Não é exatamente o mesmo processo, mas é concomitante e se une a esse processo. É uma construção de uma identidade regional que é muito parecida com a construção das identidades nacionais no mundo todos nos séculos XIX e XX. A nação é um artefato cultural, ela é uma invenção, uma construção cultural e ideológica com base em percepções que são bastante presentes na população inteira. Ela é um artefato, ela não é natural. Ela não se edifica sobre o vazio, usa materiais que a pessoa já tem. Essa era uma ideia que vinha sendo construída ao longo do século XIX e foi moldada, forjada, construída. Combina com o mito nacional regional do Rio Grande do Sul.
Sul21 – O senhor já disse que a construção dessa imagem foi feita em oposição a do brasileiro. Por que razão?
Farinatti - A identidade sempre ocorre em oposição a um outro. Tu precisas criar um outro para reforçar os elementos do eu. Esse outro, que é o brasileiro, ele é visto como único. Se inventa como se um paraibano, um paulista e um paraense coubessem em um único estereótipo de brasileiro, que é o espelho convexo de tudo que a gente gosta de pensar que nós somos. Se a gente diz que ele é mestiço, malemolente, pouco trabalhador, desonesto, desorganizado, submisso, acomodado… Nós somos o quê? Brancos, trabalhadores, viris, honestos, organizados. Portanto, somos mais gaúchos quanto menos brasileiros. Esse sentimento não é do tradicionalismo. É difuso em graus diversos. Não foi o MTG que inventou isso. De forma alguma eu gostaria de desvalorizar o tradicionalismo, as versões míticas do passado porque toda a sociedade precisa dos seus mitos. O que os historiadores fazem é oferecer uma versão com base na pesquisa histórica, com os métodos e o rigor da pesquisa histórica, que produz resultados completamente diferentes dessa narrativa construída.
Sul21 – O MTG se apropriou dessa imagem que já existia?
Farinatti - Sim. O MTG não inventou do zero, ele se apropria de imagens que já existem, molda, dá uma forma para elas e aí divulga, ritualiza, cria espaços de socialização que ritualizam isso.
Sul21 – De quando isso vem?
Farinatti - De meados do século XX, pós-Segunda Guerra. Quando Vargas vai fazer o centralismo, é uma reação regionalista a isso. Queimam-se as bandeiras dos estados, proíbem-se os hinos dos estados. O tradicionalismo vai surgir como uma reação a isso.
Sul21 – Políticos, imprensa e outros setores também têm papel na consolidação dessa imagem do gaúcho?
Farinatti - Com certeza. Além desses movimentos, a imprensa tem muita influência. Escolas também, ao promoverem o dia do gaúcho. Tem a ver com uma educação cívica, para ensinar às pessoas e ritualizar o que seria esse mito da nação rio-grandense.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
As prendas foram “inventadíssimas”, diz historiador| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Qual papel tem as mídias tradicionais locais na preservação desta imagem de que os gaúchos são realmente diferentes do restante da nação?
Farinatti - A publicidade ajuda muito. Além disso, vários programas jornalísticos trazem essa visão do gaúcho valoroso, diferente. Uma coisa interessante é que se tem essa visão estranha de que o rio-grandense é diferente porque não aguentou o cabresto, não é acomodado como os outros brasileiros, mas não se dão conta que, na mesma época da Revolução Farroupilha teve a Balaiada no Maranhão, a Cabanagem no Pará, a Sabinada na Bahia. Em Pernambuco, nas décadas de 20, 30 e 40 houve uma revolução em cima da outra. Então, nós não temos o monopólio da revolta, não tem a ver com a índole institucionalizada dos gaúchos. É só uma coisa na qual a gente gosta de acreditar. Isso não explica nada sobre o passado. Explica sobre quem nós gostamos de ser.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Existe de fato uma resistência em incluir elementos novos na “tradição” gaúcha? Por quê?
Farinatti - Eu acho que nada é petrificado, mesmo que se queira. Novos elementos acabam sendo incluídos, como no caso dos lanceiros negros como heróis, uma coisa que não era vista. A imagem da própria mulher no tradicionalismo já foi mudada em alguns setores. É claro que resistência existe sempre, especialmente naqueles setores mais tradicionais, que querem fossilizar uma imagem do passado, que nem verdadeira é, mas eu a vejo em movimento.
Sul21 – Qual o papel da prenda, ela de fato foi “inventada”? Sua imagem não contribui com o machismo atribuído ao gaúcho?
Farinatti – Inventadíssima! Claro, é uma ideia do século XIX patriarcal, do homem como protagonista e a mulher como retaguarda, doçura, da esfera privada, rainha do lar, que faz coisas para auxiliar e cuidar, não para protagonizar. Ainda assim temos, por exemplo, a imagem da Anita (Garibaldi), que é interessante, é uma mulher, mas desempenhando funções de homem. Não é simples, mas a prenda, reproduzida no tradicionalismo, é uma auxiliar do homem.
Sul21 – As músicas, danças e vestes também foram inventadas na construção dessa imagem?
Farinatti - Houve muito estudo desses folcloristas dos anos 50 e 60 para buscar isso. Alguns elementos, eles recuperaram perto do que era. O que não tinha, eles inventaram. A partir de danças açorianas, por exemplo. Se nos Açores dançavam a cana-verde, se imagina que aqui se dançasse também. No dia a dia, passa como se fosse assim. Não são totalmente mentiras. São adaptações criativas. O problema é que para funcionar, têm que passar por verdades absolutas. Essa relativização que eu estou fazendo, não se pode fazer porque aí não funciona como imaginação coletiva de um passado. Tem que apagar essa origem, tem que parecer que nasceu pronta. Essa “carpintaria” toda não pode aparecer.
Sul21 – Acredita que faça diferença para o gaúcho saber que a Revolução Farroupilha não foi unânime e liderada por uma elite?
Farinatti - Faz diferença, sim. De um lado, acho que tem um grupo, uma parte da sociedade, que não quer ver. Há um esquecimento cultural, por mais que tu digas, repitas, ele não quer ver porque isso não funciona para o seu esquema narrativo do mundo. A explicação que ele tem para o mundo faz mais sentido do que essa, então, mesmo que tenha lógica, ele esquece em seguida porque não é o que ele quer ver. Por outro lado, acho que aqueles que aceitam, que refletem, só tem a ganhar. Tem uma possibilidade maior de ver o mundo de uma forma mais complexa e isso sempre é bom.
Sul21 – O que faz essa imagem perdurar? O gaúcho, em geral, gosta de se sentir diferente do restante do país?
Farinatti - São vários fatores. Tem elementos que estão viralizando isso, como os centros de tradição, a imprensa, fatores externos às pessoas, mas também tem uma receptividade porque nós gostamos de nos sentirmos diferentes. Nós somos brasileiros, mas um tipo muito especial. Não no sentido de melhor, mas de diferente.
Sul21 – Qual é, portanto, a saída para a questão cultural? Negar o que foi construído, reinventar esta imagem ou deixar assim por que não há o que fazer?

Farinatti - A história deve oferecer sua versão, a partir do seu rigor de método, explicar isso e oferecer como uma das versões para a sociedade se apropriar dela como achar melhor. Acho que é melhor, mas não posso impor aos outros isso. O que eu posso fazer é oferecer e explicar como cheguei a essas conclusões. Entender o caminho de como as conclusões são geradas é importante.
Fonte:ww.sul21.com.br/