quarta-feira, 14 de outubro de 2015

“Um Noivado no Rincão do Buraco”

Para falar sobre “Um noivado no Rincão do Buraco” muni-me de alguns armamentos. Os primeiros deles duas edições do Cancioneiro Guasca, de João Simões Lopes Neto, cuja primeira edição é de 1910: (“Cancioneiro Guasca”: Porto Alegre: Editora Sulina, 1999, onde o poema aparece entre as páginas 199 e 202) e “Obra Completa de João Simões Lopes Neto”, organizada por Paulo Bentancur (Porto Alegre Sulina, 2003, onde o poema está inserido entre as páginas 195 e 198). 

De início algumas observações sobre a obra. João Simões Lopes Neto colocou em sua obra, uma espécie de subtítulo que é o seguinte: “Antigas danças * Poemetos * Quadras * Trovas * Dizeres * Poesias históricas * Desafios”. “Um Noivado no Rincão do Buraco” está transcrito no “capítulo” “Poemetos”, que como tu bem o sabes quer dizer “pequenos Poemas”, a maioria de autores conhecidos, cujos nomes, muitas vezes simples iniciais, constam ao final.

João Simões Lopes Neto não escreveu nenhum desses poemas, pelo menos não os assinou. As composições ali reunidas podem ser divididas em dois grandes grupos: a literatura folclórica (aquela que não tem um autor conhecido) e a literatura folclorizada (aquela que o povo sabe de cor, mas tem autor conhecido). Este é o caso de “Um Noivado no Rincão do Buraco”. 

Para reuni-los teve diversos colaboradores. Um deles sua irmã, Maria Izabel, conforme conta sua sobrinha e biógrafa Ivete Simões Lopes Barcellos Massot à página 47 de “Simões Lopes Neto na Intimidade” (Porto Alegre: BELS-SEC, 1974).

Bom, mas voltando ao poemeto. Duas observações sobre ele. A primeira delas é com relação ao verso: “Se tua égua está sã...”. Antigamente, os gaúchos não montavam em égua. Essa foi uma das principais críticas à inautenticidade de “O Gaúcho”, de José de Alencar. A personagem principal, Manuel Canho, monta uma égua, Morena, com a qual mantém uma relação... quase amorosa, digamos. Para escândalo dos gaúchos daqueles tempos, como lembra Augusto Meyer no famoso Prefácio e Notas que escreveu para “O Gaúcho” (Rio de Janeiro: Organização Simões, 1954, páginas 5 a 11 e 245 a 257). Note-se que “O Gaúcho” é de 1870 e (Um Noivado no Rincão do Buraco (1896). 

“Se tua égua está sã” pode significar simplesmente “se tua égua já saiu do cio”. 

Outra observação o Autor/Narrador foi o primeiro convidado a iniciar a série de “brindes” que, na melhor expressão literária, se diz “saúdes cantadas”. É claro que assim se fez porque ele já era reconhecido como poeta ou até improvisador. Ele não “disse um verso”, isto é uma quadra, trova ou “copla”, como dizem os castelhanos, mas apenas dois versos, meia quadra, ou dístico, e sem rima. Era como se desafiasse alguém a completá-la, mas ninguém o fez. Quem disse uma trova completa, foi a noiva. Tudo isso corresponde a um processo de criação literária que reflete o humor provocado pelas “saúdes cantadas”, a nível popular, como já revelei há vários anos, nalguns trabalhos de meu saudoso amigo Eno Teodoro Wanke, profundo estudioso da trova ou quadrinha. Prova daquele reconhecimento do poeta é que a noiva se virou para ele e não para qualquer outro dos convivas.

Um outro ponto importante, importantíssimo, mesmo é que “Um Noivado no Rincão do Buraco” te um autor (J.R.P.), uma data de composição (1896) e um local (Camaquã). Sobre esse ponto, depois que me enviaste cópia do “poemeto”, andei navegando pela Internet e, em quase todos os sítios visitados, encontrei os poemas do “Cancioneiro Guasca”, como de autoria de João Simões Lopes Neto, o que não é verdade, pelo menos assumida pelo criador de Blau Nunes. Repito: o “Cancioneiro Guasca” é constituído de poemas folclóricos (sem autor) e folclorizados (de autores conhecidos que caíram na memória popular). 

Por fim, quem quiser se aprofundar no estudo do “Cancioneiro Guasca” pode um grande livro de Augusto Meyer, intitulado “Cancioneiro Gaúcho – Seleção de poesia popular com notas e um suplemento musical”. À minha frente duas edições, ambas da Editora Globo. A primeira delas de 1952 e a segunda, com alterações importantes, de 1959. Outro trabalho interessante, de Augusto Meyer, som o título de “Poesia popular gaúcha”, está disponível em “Prosa dos Pagos – 1941-1959” (Rio de Janeiro: Livraria São José, 1960, págs. 44 a 75). Aliás, esse livro é importantíssimo, pois apresenta alguns estudos indispensáveis para entendera obra do autor do “Cancioneiro Guasca”.

Transcrevo, abaixo, o “poemeto”, de autoria de J.R.P., como aparece nas edições do “Cancioneiro Guasca”.


Paulo Monteiro

Um noivado no Rincão do Buraco
(Camaquã)

Faz tempos que recebi 
Um bilhetinho do Bento 
Pelo qual me convidava 
Para ir a um casamento.

No bilhete me dizia: 
"Quem se casa é o Vicente 
Co'uma moça bonita 
E filha de boa gente."

E inda mais ele escrevia: 
"Se tua égua está sã, 
Vem cedo, qu'inda hoje mesmo, 
Bandeamos o Camaquã."

Chegando o dia marcado 
Partimos, sem mais demora. 
À tarde lá estivemos: 
Chegamos pela uma hora.

De chegada vi a noiva 
E conversamos um naco... 
Era a mais bela flor 
Lá do Rincão do Buraco!

Fomos p'ra mesa, jantar; 
Depois, um moço a meu lado, 
Pediu-me fizesse um brinde 
Oferecido ao noivado.

Peguei no copo, acanhado 
- Confesso de coração - 
E disse: - Viva o noivado 
E a bela reunião!

Em seguida, para a noiva, 
Dirigiu-se o meu vizinho 
E disse: - Mana Mercedes, 
Faz também o teu versinho!

Coradinha ela ficou 
E sorrindo p'r'o namorado 
Com jeito e com voz bonita, 
Agradeceu p'r'o meu lado:

"Viva o Vicente, meu noivo, 
Viva o meu noivo Vicente! 
Viva a gente do Buraco, 
Viva o Buraco da gente."

Numa garrafa arrolhada 
Pega um velho desastrado 
E pondo-a na boca gritou: 
"Este buraco é tapado!"

Este brinde fez um outro 
(Por apelido Papaco) 
"Quem quiser boa mulher 
Procure só no Buraco!"

Ainda outro, mui sério 
Comendo cocadas, diz: 
"Quem se casa no Buraco 
Faz o Buraco feliz."

Diz uma velha risonha 
Ao noivo e noiva brindando: 
"Não se esqueçam do Buraco 
Vão no Buraco ficando!..."

Ao noivo tocou a vez 
Tirou a viola do saco 
Dizendo: - "Mulher, te juro, 
Não saio mais do Buraco!"

"Hei de dormir no Buraco, 
No Buraco, trabalhar; 
Já que te achei no Buraco, 
No Buraco te hei de amar"!
---------------
Depois de sair da mesa 
Os convivas, conversando, 
Os bens que a noiva possuía, 
Estiveram me contando:

"Esta moça que casou-se, 
- Diz um, pitador de naco - 
Tem boa data de matos 
Aqui no Rincão do Buraco."

Informa outro: "a menina 
Tem suas prendas, seu gado, 
Quem vê de fora o Buraco 
Calcula de um modo errado."
----------------
Gostei das simplicidades 
E nunca dei o cavaco 
Nessa festa que assisti 
Lá no Rincão do Buraco.

J.R.P. – 1896

João Simões Lopes Neto.

Matéria também publicada na Revista do Globo do dia 29 de setembro de 1945 sobre João Simões Lopes Neto, material enviado por Ivan Dorneles Rodrigues






Cancioneiro Guasca

* Paulo Monteiro

Após escrever, encenar e publicar peças literárias, João Simões Lopes Neto, que já escrevera e publicara contos e inúmeros artigos, deu a lume, em 1910, a um livro intitulado Cancioneiro Guasca – Coletânea de poesia popular rio-grandense. Ali reuniu vasta coleção de poemas anônimos (folclóricos) e popularizados (de autores conhecidos), que eram sabidos de cor pela população. Flávio Loureiro Chaves, autor de uma  obra fundamental sobre o escritor pelotense, Simões Lopes Neto: Regionalismo e Literatura, de 1982, cuja segunda edição revista, sob o título de Simões Lopes Neto, é de 2001 (Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro/Editora da Universidade), destaca, à página 71 desta última edição que “está em Cancioneiro sua fonte popular e, nela, alguns temas, às vezes modificados, outras ampliados, que constituem a matéria das narrativas englobadas nos Contos Gauchescos. Aí foram colhidos, sobretudo, os traços coletivos que lhe permitiram tipificar o gaúcho na personagem de Blau Nunes, sem sacrifício da individualidade e afastando-o, por outro lado, da caricatura amorfa a que fora reduzido na sequência das generalizações”.
Quando, entre 1771 e 1772, Alonso Carrió de la Vandera cruzou o pampa ao norte de Montevidéu, conheceu os famosos gaudérios, que não eram desertores paulistas, como afirmam a maioria dos historiadores: “munidos de uma guitarrinha, que aprendem a tocar muito mal e a cantar destoadamente várias quadras, que estropiam, e muitas que tiram se sua cabeça, que regularmente giram sobre amores”. (Alonso Carrió de La Vendera; El Lazarillo de Ciegos Caminantes, Biblioteca Ayacucho, Caracas, Venezuela, 1985).
Quase duzentos anos depois Arturo Capdevila escreveu sobre a primitiva literatura popular do Pampa, nestes termos: “Os começos literários na chamada época colonial, se tirarmos a oratória sagrada das grandes datas da Igreja, não podem ser mais humildes. Cantares, pequenos romances, versos de ocasião, entretém a vida de família sem alcançar maior ressonância; ou se trata de uma mesma produção que reflete a espanhola, anônima, como caso das advinhas, décimas de devoções ou pequenas sátiras (in Domingo Faustino Sarmiento, Facundo. W. M. Jackson: Buenos Aires, 1945, p. VII). À página seguinte afirma: “Quem fala de Buenos Aires, do mesmo modo se refere a qualquer outra cidade principal da América”.
Cento e poucos anos depois do que Alonso Carrió de la Vandera ouviu e viu os gaudérios ao norte de Montevidéu, Simões Lopes Neto recolheu no Cancioneiro Guasca, em termos de produção anônima, o mesmo tipo de verso de que nos falam o autor de El Lazarillo de Ciegos Caminantes e Arturo Capdevila, ao apresentar Facundo. São versos que vemos repetidos (“estropiados”, na expressão de Alonso Carrió de la Vandera), como estes:
A Tirana é mulher velha,
Já não é mais rapariga,
Por isso ela já não quer
Que lhe metam em cantiga.

A Tirana é mulher brava
E mora num faxinal,
Socando sua canjica,
Comendo feijão sem sal.

A Tirana quando olha
P’ra gente, de atravessado,
É sempre muito melhor,
Não s’esperar o recado!...
As “coplas”, quadras ou trovas transcritas da página 28 do Cancioneiro Guasca (Porto Alegre: Sulina, 1989), mostram lirismo, humor e a velha raiz ibérica, ao usar rapariga, no sentido de “moça”, no melhor português europeu. Por isso, quem não está acostumado com o estudo profundo e refletido da literatura folclórica da região platina, de certo modo se assustará com a diferença entre aquela literatura e a gauchesca dos nossos dias.
Digo que as “memórias” de Blau Nunes estão para a literatura do Rio Grande do Sul como El Gaucho Martín Fierro está para a argentina. Se não tivéssemos os Contos Gauchescos, inspirados e orientados no Cancioneiro Guasca, nós não teríamos uma obra ciclópica como O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo, bem como a maioria da produção literária posterior, como os romances de Ciro Martins e tantos outros.

* Membro da Academia Passo-Fundense de Letras

Fonte : Revista Somando
Passo Fundo - RS
Dilerman Zanchet
Revista Somando
(54) 3045 3088

Material enviado por: Hilton Luiz Araldi

Encontro de bandoneonistas em Passo Fundo

Encontro de bandoneonistas, tocadores de Bandoneon, que ser realizado em Passo Fundo no dia 15 de Novembro de 2015 e que terá presença de deleções Argentinas, Uruguaias e mais os bandoneonistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O Evento acontecerá as 17 h. no centro de eventos com entrada franca.

Jayme Caetano Braun - Jogando futebol

Amigo
 

Envio uma foto e os versos do Jayme que resgatei aqui em Passo Fundo. Deixo claro que os versos não se referem ao jogo que o Jayme aparece na foto. Os versos são de 4-9-41 e a foto de 29/nov/38 (créditos para Renato Kruel)
Os versos escritos no reclame do xarope são de próprio punho do Jayme. Como o xerox e o scanner tiram a legibilidade, envio os mesmos traduzidos abaixo.
Possuo outros dctos do Jayme, como histórico escolar, Boletins (resgatados na secretária do colégio Conceição).
E Diário Oficial que oficializa seu pai com primeiro delegado de ensino de Passo Fundo, creio que foi o motivo para o Jayme ter vindo a morar em Passo Fundo.

Continuo a cata de documento sobre a passagem do Jayme pelo Julinho em Poa.

Abraço 

Hilton


O Instituto jogou hoje
Lá na cancha do Gaúcho
Mas sobrou porque o Ginásio
Agüenta mesmo o repuxo

As treze horas e meia
Houve um joguinho engraçado
As equipes secundárias
Que pisaram o gramado
Mas a sorte nos faltou
Sendo o nosso derrotado

Houve desastres medonhos
Até eu saí quebrado
Por um defesa igênse
Que sujeito desgraçado

Mas com o primeiro quadro
A coisa foi muito outra
Não perdendo o Instituto
Porque teve muita potra
O jogo foi um inferno
Desde o começo até o fim
Era só croch igênse
Se rolando no capim

Davam até seis a zero
Passaram a da muito pau
Mas não se lembravam mais
Do Ari e do Marau
Desta vez pobre Instituto
Errou bem grande de vau

O Gato estava ferroz
E passou deixando rastro
Os pobres que ele marcou
Comeram bastante pasto
E alguns mais influídos
Foram pra casa de arrasto

Pensavam entrar limpeza
E fazendo algum farol
Mas foram quebrar as cargas
No peito do Dall"Agnoll

O Nadir desacatou
Ao lado do Zé Maria
Os que do Kruel passaram
Ficaram sem serventia

O goleiro nunca vi
Um goleiro de mais classe
Podia cair a trave
Que o resto se arrebentasse
Ficando no posto até
Que o perigo afastasse

Foi uma pena isso sinto
O Gelmi se machucar
Mas escuta amigo Gelmi
Tu saras quando casar

O Jandir desacatou
Foi a alma do programa
Fez mais de um adversário
Comer um pouco de grama

O Eugênio estava touro
Eu já nem falo do Gago
Cá pra nós amigo Nelson
Tu estavas meio no trago

Me admiro francamente
De não ter dado zum-zum
Pois o jogo terminou
Empatado em um a um
Saindo descadeirados
São, não sobrou nenhum

A torcida do Igê
Estava muito enganada
Pensando que o Conceição
Fosse tomar enchurrada
Vaio a campo esperançosa
E saiu decepcionada

Versos de Jayme
Passo Fundo, setembro de 1941


Atenciosamente

Hilton Luiz Araldi

Jayme Caetano Braun do Passo Fundo pra o Mundo!

Recebi um material, do Sr. Ilton Luiz Araldi, da bela Passo Fundo, que acho de suma importância para a Cultura Riograndense e vou postar na integra, pois acredito que materiais assim não dever ficarem guardados, pois fazem parte da História do Rio Grande do Sul. Na sua maioria fala do Grande Jayme Caetano Braun.
Eu que sou um amante da Poesia e obviamente dos versos de Jayme, fiquei muito feliz desses material ter chegado até minhas mãos.
Grácias seu Ilton Pela confiança.


Jayme nasceu artisticamente aqui em Passo Fundo. Pra cá se mudou em 1940 e então com 16 anos de idade respondia as questões de história e geografia em verso.  Jayme Caetano Braun é, hoje, sem favor nenhum, um dos nomes mais repetido em todos os quadrantes do Rio Grande e do Brasil nos meios tradicionalistas.
Tamanha sua condição de payador, que o governo do Estado do Rio Grande do Sul, em justa homenagem póstuma, por decreto definiu a data de 30 de Janeiro, (data de nascimento de Jayme), o "Dia do Payador".
Seus livros nada mais são do que instantâneos de algumas notas que o auto conservou. O mais perdeu-se e se perderá nas noites de galpão,nas reuniões sociais e nos encontros de payadores onde Jayme, de improviso, emocionado e de olhar penetrante, solta ao sabor de uma milonga o rosário de ouro das suas mais profundas composições. Ele foi um repentista soberbo encarnando, nos momentos de exaltação, o panorama inteiro do Rio Grande.Foi o nosso Homero segundo alguns historiadores.
Na pasmosa transfiguração do espírito revive nele, nestes momentos, o índio inculto, nas oferendas tribais, no soturno socalcar de couros estirados sobre troncos ocos, linguagem grave de evocações lendárias do selvagem galpão.
Revive o homem de chiripá e botas de garrão de touro, na inimitável expressão dos dias da conquista, onde se viviam momentos de couro cru e a lei era a faca, nas distâncias infinitas do pampa, quando os monarcas da amplidão transpunham distâncias ao ritmo de quatro-patase, ao evoaçar de crinas de baguais recém-domados.
É o peão de estância, no seu linguajar grosseiro e pitoresco, a reviver pealos porteira afora e a decompor expressões desconhecidas da gramática, porque se geraram nos atropelos de campereadas, que não se repetem, sovando rédeas e pelegos.
Na misteriosa transubstanciação das rimas, abstrai o seu tipo físico e veste a expressão de domadores e vaqueanos, ao trote de garanhões poderosos, destilando ao compasso de patas a rima bárbara de horizontes chucros. Os que ouvem estranham-se de um Rio Grande com pasto, percebendo a bulha de tiradores e o tinido ancestral das esporas de ferro, riscando ilhargas de baguais. Afundam pelos descampados bravios do Continente de São Pedro, em caravoltas da
História, remontando às jornadas da Colônia do Sacramento, onde se forjaram os gaúchos de três pátrias. Penetram os momentos das arriadas nas vaquerias do mar, no comércio bruto de couro e sebo, ao zunir de boleadeiras e laços e no rechinar de arreios, quando o homem se impunha às leis bárbaras de uma natureza crua, entre tropéis e manadas...

O PAYADOR EM 17 DATAS

Jayme Caetano Braun deixa uma extensa obra em livros e discos:

1924 – (30 de janeiro) Jayme Caetano Braun nasce em Timbaúva, antigo
3º Distrito de São Luiz Gonzaga, hoje município de Bossoroca. O pai
era filho de imigrantes alemães e a mãe, uma chirua bugra.

1940 - Muda-se com o pai João Aloysio e família para Passo Fundo,
escreve seus primeiros versos. Nasce artisticamente. Responde
questões de história e geografia em versos, estudante que foi do
Colégio Conceição.

1942 - Presta o serviço militar em Passo Fundo

1943 – Começa a publicar poemas no jornal A Notícia, de São Luiz Gonzaga.

1945 – Começa a atuar na política, participando em palanques de
comício como payador. O poema O Petiço de São Borja, publicado em
revistas e jornais do país, fala de Getúlio Vargas. Participa da
campanha de Ruy Ramos, com o poema O Mouro do Alegrete, como era
conhecido. Nos anos seguintes, participa das campanhas de Leonel
Brizola, João Goulart e Egidio Michaelsen.

1948 – Dirige o programa radiofônico Galpão de Estância, em São Luiz Gonzaga.

1954 – Publica Galpão da Estância, o primeiro livro.

1958 – Sai a primeira edição da coletânea De Fogão em Fogão.

1962 - Se lança candidato a Deputado Estadual e sua votação permite que fique suplente, porém nunca atuou como parlamentar.

1965 – Lança o livro Potreiro de Guaxos.

1966 – Publica três livros: Bota de Garrão, Brasil Grande do Sul e
Passagens Perdidas.

1973 – Participa do programa semanal Brasil Grande do Sul, na Rádio
Guaíba, com produção de Flávio Alcaraz Gomes. O programa ficou no ar
por 15 anos.

1990 – Lança o livro Payador e Troveiro.

1993 – Lança o disco Paisagens Perdidas, com sucessos como Mangueira
de Pedra, Tio Anastácio, Cordeiro Guacho e Payada da Primavera.

1993 – Sai o disco Poemas Gaúchos, com sucessos como Payada da
Saudade, Piazedo, Remorsos de Castrador, Cemitério de Campanha e Galo
de Rinha.

1996 – Publica a antologia poética 50 Anos de Poesia.

1999 – (8/Julho) Jayme Caetano Braun morre em Porto Alegre.

Jayme Caetano Braun,
Filho de São Luiz Gonzaga,
No terceio duma adaga,
Nunca se enliou nas esporas.
O payador das auroras,
O campeador gauchesco,
Abriu coivara payando,
Alçou um vôo acenando
Com a aba do chapéu,
Sabendo que, lá no céu,
Existem alguém esperando.

Quem sabe o Ciro Gavião,
Quem sabe Aureliano Pinto,
Quem sabe o negro retinto,
Que se chamava Anastácio,
Quem sabe até don Pascácio,
Andejo dos corredores,
Guasqueiros, alambradores,
Ginetes da cepa antiga
Vão esperar com cantiga
O maior dos payadores.

Deixou tropilhas de rimas,
Retouçando nos galpóes,
As futuras gerações
Seguirão teu catecismo,
Honrarão teu gauchismo
Que jamais será disperso.
Pois quem deixou universo
De payadas igual às tuas
Volta nas noites de lua
Para enfrenar mais um verso.

por Telmo de Lima Freitas

Jayme nasceu em São Luiz Gonzaga mas, naquele momento, tremeram os
alicerces dos quatro pontos cardeais do Rio Grande, porque nascia o
grande e inimitável payador desta terra, que terá o calendário mudado
para antes e depois de Jayme Caetano Braun.

Um quebra costela

Hilton Luiz Araldi
Seu peão

terça-feira, 13 de outubro de 2015

CLASSIFICADOS NA INTER-REGIONAL DE FREDERICO WESTPHALEN


Danças Tradicionais Força A

1º lugar – CPF Piá do Sul, de Santa Maria/13ªRT
2º lugar – DT Querência das Dores, de Santa Maria/13ªRT
3º lugar – GAN Ivi Maraé, de São Leopoldo/12ªRT
4º lugar – CTG Fronteira Aberta, de Santana do Livramento/18ªRT
5º lugar – CTG Sentinela da Querência, de Erechim/19ªRT
6º lugar – CTG Soveu de Ouro, de Nova Santa Rita/12ªRT
7º lugar – CTF Os Nativos, de Santa Maria/13ªRT
8º lugar – CTG Rodeio da Querência, de Frederico Westphalen/28ªRT
9º lugar – CTG Chama Nativa, de Esteio/12ªRT
10º lugar – DTG Leão da Serra, de São Leopoldo/12ªRT

Danças Tradicionais Força B

1º lugar – AT Poncho Branco, de Santa Maria/13ªRT
2º lugar – DC Alma Gaúcha, de Dom Pedrito/18ªRT
3º lugar – CTG Sangue Nativo, de Parobé/22ªRT
4º lugar – GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha/8ªRT
5º lugar – CTG Mata Nativa, de Canoas/12ªRT
6º lugar – CTG Tapera Velha, de São Leopoldo/12ªRT
7º lugar – Grupo CAAMI Folclore e Arte, de São Sepé/13ªRT
8º lugar – DTCE Marcas do Pampa, de Santa Maria/13ªRT
9º lugar – CTG Ronda Crioula, de São Sepé/13ªRT10º lugar
10º lugar – CTG Rincão de São Pedro, de São Pedro do Sul/13ªRT

Dança Gaúcha de Salão

1º lugar – Rodrigo da Silva Gonçalves e Gabriela Almeida de Souza/DTCE Marcas do Pampa, de Santa Maria
2º lugar – Helder Moreira Machado e Bruna Sangoi da Silva/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
3º lugar – Leonardo Schneider Ullrich e Victoria Brondani de Oliveira/AT Poncho Branco, de Santa Maria
4º lugar – Romôlo Ismael Gomes e Larissa Andrades Silva/CTF Os Nativos, de Santa Maria
5º lugar – Andre Luiz Kirchhof e Elisiane Schmidt Kirchhof/CTG Bento Gonçalves, de Santa Maria
6º lugar – Juliano Zimmermann Machado e Eduarda Retore/CTG Tropeiros do Buricá, de Três de Maio
7º lugar – Felipe Tarragô da Rosa e Alice de Rosso Alves/CPF Piá do Sul, de Santa Maria
8º lugar – Wesley Anderson da Silva e Leticia Gaik/CTG Sentinela da Querência, de Erechim
9º lugar – Gabriel Campanhola Becker e Laura Panzer/DTCE Marcas do Pampa, de Santa Maria
10º lugar – Diego de Oliveira e Anicéli de M. Lautenchleguer/DTG Noel Guarany, de Santa Maria

Chula

1º lugar – Luiz Felipe Curtarelli/CTG Pioneiros do Laço, de Esmeralda
2º lugar – Bruno Schenatto Rodrigues/GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha
3º lugar – Taizor Machado Dornelles/GDF Os Farroupilhas, de Santo Ângelo
4º lugar – Mauricio Alves Guimarães/CPF Piá do Sul, de Santa Maria
5º lugar – Franciel da Silva de Souza/CTG Bento Gonçalves, de Santa Maria
6º lugar – Douglas Machado Jardim/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
7º lugar – Pedro Elias Moraes Almeida/Grupo CAAMI Folclore e Arte, de São Sepé
8º lugar – Henrique Soares Zanin/GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha
9º lugar – Paulo Damião Christo Martins/CTG Bento Gonçalves, de Santa Maria
10º lugar – Willian Cantareli Arrivabene/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria

Gaita Piano

1º lugar – Ronison Elias Borba/DTG Noel Guarany, de Santa Maria
2º lugar – Leonardo Boschetti/CTG Querência Costeira, de Porto Lucena
3º lugar – Willian Festa/CTG Fogo de Chão, de Ibiraiaras
4º lugar – Claudio Oreste Vargas/CTG Passo do Ijuí, de Entre-Ijuís
5º lugar – Maria Elizabeth de M. Nunes/CTG Presilha do Pago, de Santana do Livramento
6º lugar – Gilyel Adolfo Souza/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
7º lugar – Leonardo Mignono Schaeffer/GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha
8º lugar – Marcos Guilherme Andrade/CTG Presilha do Pago, de Santana do Livramento
9º lugar – Rubne Reith Catapan/GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha
10º lugar – Vilmar Fernando K. de Santana/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria

Gaita de Botão até 8 Baixos

1º lugar – Rodrigo Filipini/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
2º lugar – Mauro Dalla Costa/CTG Rodeio da Querência, de Frederico Westphalen
3º lugar – Luiz P. Pizolotto dos Santos/CTG Pompilio Silva, de Santo Augusto
4º lugar – Rubne R. Catapan/GAN Lagoa Vermelha, de Lagoa Vermelha
5º lugar – Andres Gabriel Dalla Corte/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
6º lugar – Luan Andrei Vieira/CTG Passo do Ijuí, de Entre-Ijuís
7º lugar – Victor dos Santos Leite/CTG Soveu de Ouro, de Nova Santa Rita
8º lugar – Igor dos Santos Canabarro/GDF Os Farroupilhas, de Santo Ângelo
9º lugar – Adalberto Queiroz Porazzi/CTG Tio Bilia, de Santo Ângelo

Violão

1º lugar – Pablo Machado Cardoso/CPF Piá do Sul, de Santa Maria
2º lugar – Leonardo Soares Antunes/GAN Ivi Maraé, de São Leopoldo
3º lugar – Leonardo Maia Machado/CTG Fronteira Aberta, de Santana do Livramento
4º lugar – Felipe Leal Rodrigues/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
5º lugar – Carlos Eurico dos Santos/CTG Rincão de São Pedro, de São Pedro do Sul
6º lugar – Pedro Luiz dos Santos Farias/CTG Fronteira Aberta, de Santana do Livramento
7º lugar – Josemar Dias/CPF Piá do Sul, de Santa Maria

Solista Vocal Masculino

1º lugar – Igor Tadielo Cezar/DT Querência das Dores, de Santa Maria
2º lugar – Patrick da Silveira Melo/DTG Leão da Serra, de São Leopoldo
3º lugar – Pablo Machado Cardoso/CPF Piá do Sul, de Santa Maria
4º lugar – Gabriel Zeppe/CTG Querência Costeira, de Porto Lucena
5º lugar – Filipe S. Henriques Moraes/DTG Leão da Serra, de São Leopoldo
6º lugar – Kristopher Pires da Silva/CTG Rincão da Carolina, de Santana do Livramento
7º lugar – Igor Dall Pozollo Greff/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
8º lugar – Bruno Giordani Cavalheiro/CTG Fronteira Aberta, de Santana do Livramento
9º lugar – Enio H. F. da Costa/GDF Os Farroupilhas, de Santo Ângelo
10º lugar – Osmar Sostisso Junior/CTG Galpão Campeiro, de Erechim

Solista Vocal Feminino

1º lugar – Jayrani de Bragas da Silva/CTF Os Nativos, de Santa Maria
2º lugar – Andressa Costa da Luz/CTG Rincão da Carolina, de Santana do Livramento
3º lugar – Nicole Carrion/CTG Rincão da Carolina, de Santana do Livramento
4º lugar – Mariana de Oliveira Lima/CTG Domadores do Rincão, de Sapucaia do Sul
5º lugar – Sabrina Bedendo/GN Farroupilha, de Erechim
6º lugar – Suzan Tayan B. dos Reis/CTG Fronteira Aberta, de Santana do Livramento
7º lugar – Gabriela Golubinski/CTG Estância de Sapucaia, de Sapucaia do Sul
8º lugar – Cleusa Cardoso dos Santos/CTG Ronda Crioula, de São Sepé
9º lugar – Simara Alves Stein/CTG Sangue Nativo, de Parobé
10º lugar – Hayatt Hussam Mansour/CTG Sepé Tiaraju, de Santa Rosa

Declamação Masculina

1º lugar – Guilherme Alves Marques/CTG Sentinela do Forte, de Caçapava do Sul
2º lugar – Nairo André Freitas/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
3º lugar – Juliano Costa dos Santos/DTG Avenida Tênis Clube, de Santa Maria
4º lugar –Matheus da Cunha G. Neves/CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria
5º lugar – Andrei Luiz Fonseca/CTG Passo do Ijuí, de Entre-Ijuís
6º lugar – Luiz Paulo P. dos Santos/CTG Pompilio Silva, de Santo Augusto
7º lugar – Francisco Giraldi/DTG Noel Guarany, de Santa Maria
8º lugar – Saul Jocimar Wiedemann/CTG Domadores do Rincão, de Sapucaia do Sul
9º lugar – Guilherme Dinek Santos/CTG Adaga Velha, de Rosário do Sul
10º lugar – Andrei Righi Seixas/DTG Avenida Tênis Clube, de Santa Maria

Declamação Feminina

1º lugar – Luciana Vargas de Avila/GAN Ivi Maraé, de São Leopoldo
2º lugar – Kassia Marliane G. Malcorra/CTG Adaga Velha, de Rosário do Sul
3º lugar – Tamires da Rosa Freitas/CTG Mata Nativa, de Canoas
4º lugar – Micheline Hoffmeister/CTG Sangue Nativo, de Parobé
5º lugar – Ana Carolina F. dos Santos/CTG Tapera Velha, de São Leopoldo
6º lugar – Ana Clara Machado Miranda/DTG Leão da Serra, de São Leopoldo
7º lugar – Louise Michele C. A. Moreno/CTG Presilha do Pago, de Santana do Livramento
8º lugar – Juliana Silva Guinê/CPF Piá do Sul, de Santa Maria
9º lugar – Elisiane Schmidt Kirchhof/CTG Bento Gonçalves, de Santa Maria
10º lugar – Carine Furtado de Furtado/CTG Adaga Velha, de Rosário do Sul

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Santa Maria sedia a pré-estreia nacional de "Os Senhores da Guerra"

Foto: Rodrigo Migliorin / Divulgação
Tatiana Py Dutra

Santa Maria sedia a pré-estreia nacional de "Os Senhores da Guerra", de Tabajara Ruas
Longa faz parte da programação do Cinema na Apusm, que começa nesta terça-feira

O longa-metragem Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas, terá sua pré-estreia nacional em Santa Maria. A produção, filmada entre 2011 e 2012, é a atração do Cinema na Apusm - programação cinematográfica que celebra o mês do professor. O evento começa hoje, com a exibição de Edmundo, de Luiz Alberto Cassol (veja programação completa abaixo).

Filmado entre 2011 e 2012, Os Senhores da Guerra retoma o período político conflituoso entre maragatos e chimangos, na década de 1920. Na revolução de 1923, viam-se em trincheiras opostas os chimangos, simpatizantes do governador Borges de Medeiros, e os favoráves aos caudilhos maragatos Honório Lemes, Zeca Netto e Leonel da Rocha.

Essa rivalidade política se mostrou trágica para a família de Júlio Rafael Bozano, primeiro intendente (prefeito) eleito de Santa Maria - cujo nome batiza uma das mais conhecidas ruas da cidade. Coube ao jovem chimango expulsar da cidade o próprio irmão, Carlos, um maragato.

- Julio era chimango, do Partido Republicano, que tinha Borges de Medeiros como presidente do Estado e estava há 25 anos no poder. Em 1923, os maragatos invadiram o Estado. Esta revolução aconteceu para derrubar os chimangos. A guerra durou quase um ano, e eles foram expulsos para Uruguai. Depois de serte ou oito meses, eles tiveram um novo levante, que durou dois meses, entre novembro e dezembro de 1924. O que contamos no filme é exatamente o que aconteceu nesse período, que é quando o Zeca Netto e o Honório Lemes, od dois caudilhos maragatos, invadem o rio Grande. E quem vem na frente, porque era o secretário particular do Zeca Netto, era o Carlos Bozano - explicou Ruas à época das filmagens.

Inspirado no livro homôniomo de José Antônio Severo, o filme será dividido em duas partes - Passo das Carretas e Passo da Cruz. Santa Maria serviu de locação para algumas sequências de batalha, com a participação de mais de 200 figurantes, bem como Caçapava do Sul.

O elenco do é todo gaúcho. Rafael Cardoso, no ar na novela das seis da Globo, Além do Tempo, vive Julio Bozano, enquanto André Arteche vive seu irmão, Carlos. Também estão em cena Leonardo Machado, Marcos Breda, Zé Victor Castiel, Miguel Ramos, Marcos Verza, Sissi Venturini e Fernanda Moro.

- É um filme sobre uma história importante, especialmente para Santa Maria, pois trata de acontecimentos com um personagem muito importante da cidade - disse o diretor.

Os filmes da programação do Cinema na Apusm serão exibidos nesta terça, quarta e quinta-feira, às 19h30min (veja quadro). A entrada é franca.

A Apusm fica na Avenida Dores, 791.

Fonte: tatiana.dutra@diariosm.com.br Diário de Santa Maria

Vº RIO EM RIMAS em Manoel Viana

Manoel Viana, hoje, tornou-se a Capital da TROVA... Essa foi uma das frases ditas por ocasião da final do Vº RIO EM RIMAS, acontecido na madrugada desse domingo, quase segunda feira. 
O Evento que ja faz parte do Calendário dos Grandes eventos do Rio Grande do Sul, foi um sucesso.
Aqui estão só as "Feras" da RIMA, de Improviso - mais frases ditas, e com toda razão pois por lá passaram trovadores, de diversas cidade do Rio Grande do Sul, como:  Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, São Vicente do Sul, Julio de Castilhos, Cruz Alta, São Gabriel, Sapiranga, Osório, Santo Ângelo, São Francisco de Assis, Santana do Livramento, São Luiz Gonzaga, Alegrete, Cacequi e de lá mesmo, Manoel Viana

Além da Participação dos Trovadores o Publico que esteve presente no evento saiu satisfeito com mais essa, que é a mias antiga forma de dizer versos e que depois foi aprofundada pelo maior de todos os Trovadores, Gildo de Freitas, 

Veja o que a Nedi Moura,  uma das organizadoras escreveu na sua página na web
...Que bom que aconteceu!!!
Depois seis meses de trabalho dedicado e 21 Reunião da Coordenação até a realização do V RIO EM RIMAS, só temos a agradecer em primeiro lugar a DEUS , e a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para que o Evento acontecesse. Aos Patrocinadores e Apoiadores o nosso eterno obrigado... Aos 36 TROVADERES que estiveram presentes, aos aos 3 da Comissão Avaliadora ( Alaor Merchel João Benito e Zequinha Silva) aos 33 inscritos e aos 32 que concorreram Peá da Bossoroca , Adão Bernardes,João Barros Renato Kruel Volnei Correa , Joisse Almeida, Caneleira, Jairo Souza, Luiz Sartori Sartori, Roger Macuglia Turco Chaves Elizandro ChavesCravinho Roger Chaves Milton Pinheiro Nelson Ramos Leoncio AmaralPaulo David Valter Portalete Dario Silveira ,Paulinho Missioneiro,Luciano Quines José Estivalet, Amaranto Arena , Anderson Brum Jailso Saldanha , João Maciel,Diomar Almeida, Aldori Moreira Tito, Odilonzinho, Ryan Serpa, Luiz Sodré, e Doeli Valente o nosso, melhor agradecimento do fundo do coração! Pedimos a Deus que abençõe cada um de voces todos os dias, agradecendo por tudo de bom que nos ofereceram em forma de versos aqui no Palco do CTG VAQUEANOS DAS MISSÕES neste final de semana inesquecível!!!
...Pedimos desculpas se alguma coisa não saiu perfeita ... 
Um agradecimento especial à amiga e companheira Saleti Valença pela quarteada na Secretaria num momento de muita emoção!
Agradecimentos em nome de toda a Coordenação da V EDIÇÃO!!!

Tesoureiro:Paulo Pugliero
Secretária: Nedi de Moura

Muchas Gracias!!!


sábado, 10 de outubro de 2015

Triagem da XXIII Tertúlia e II Tertulinha


Eles vão escolher 20 composições para a Tertúlia, entre as 750 que se inscreveram

Começou na manhã desta sexta-feira (9) o processo de triagem das canções inscritas na XXIII Tertúlia Musical Nativista e II Tertulinha. O corpo de jurados está reunido na Casa de Cultura de Santa Maria para conhecer avaliar as mais de 750 composições enviadas para a Tertúlia e os mais de 100 trabalhos inscritos para a Tertulinha. O trabalho deve ser concluído até domingo e a divulgação das músicas selecionadas para apresentação na XXIII Tertúlia e II Tertulinha.

Para a Tertúlia Musical Nativista serão escolhidas 20 composições para a fase classificatória, que serão divididas em duas apresentações, nos dias 13 e 14 de novembro. Após as eliminatórias, serão divulgadas as 14 músicas que irão compor o CD e DVD da Tertúlia, estas vão concorrer à premiação oferecida pelo festival, na apresentação final, na noite de domingo, dia 15 de novembro. Já a Tertulinha serão escolhidos 12 trabalhos, inéditos e/ou não inéditos, para interpretação, nas categorias mirim e juvenil.

Evento tradicional na região central do Estado, a Tertúlia no Largo da Gare, em Santa Maria. O evento oportuniza manifestações artístico-culturais, promovendo a integração e troca de experiências entre músicos, poetas, compositores e intérpretes, de forma a projetar Santa Maria como importante polo cultural, educacional, turístico e econômico do Rio Grande do Sul. A Tertulinha acontece no mesmo período da Tertúlia e busca incentivar o jovem artista a participar dos eventos nativistas, permitindo a demonstração de suas potencialidades. Para as noites de Tertúlia estão previstos os shows de César Oliveira e Rogério Melo (13 de novembro), Os Fagundes (14 de novembro) e Pedro Ortaça e Família (15 de novembro).

A XXIII Tertúlia Musical Nativista é uma promoção da Associação Tradicionalista Estância do Minuano com realização da Prefeitura Municipal de Santa Maria, através da Secretaria do Município da Cultura e tem como entidades apoiadoras a 13ª RT e CPF Piá do Sul.

Fonte:  CLAUDEMIR PEREIRA http://www.claudemirpereira.com.br/

O Grupo Os 4 Gaudérios se envolve em acidente no Paraná

 
Ônibus da banda “Os 4 Gaudérios” que colidiu frontalmente com caminhonete Nissan Frontier. Acidente ocorreu por volta das 16h de ontem dia 09/10 no km 516 da BR-153, próximo ao trevo de acesso a Palmas. Bombeiros de General Carneiro atenderam a ocorrência. Polícia Rodoviária Federal fez os levantamentos. Chovia no momento da colisão. Os danos materiais foram de elevada monta na caminhonete.
Segundo o que conversamos, via web com um dos componentes do grupo os 4 gaudérios, ninguém se feriu, apesar do susto grande e que os compromissos do final de semana estão todos mantidos, eles que estão tocando no Paraná nesses final de semana.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Dança livre ao som gauchesco no Treze de Maio

Espetáculo Gaúcho-Um sentimento em dança, acontece nesta quarta-feira, no Treze de Maio (Juliano Mendes / Divulgação / A Razão)

Ver, ouvir, sentir nossas tradições. Para os grandes amantes da cultura gaúcha, o Theatro Treze de Maio será local de um espetáculo que contempla o sentimento de ser gaúcho, e o povo que carrega o tradicionalismo como estilo de vida. A dança, como manifestação cultural, ao som das músicas que marcam o pago gaúcho, poderá ser admirada amanhã, em apresentação única. A apresentação faz parte do projeto Treze: O Palco da Cultura.


É o espetáculo “Gaúcho – Um sentimento em dança” que sobe aos palcos, a partir das 20h. A apresentação tem duração prevista de uma hora, em formato contínuo, e tem como realizadores a Companhia Universitária e o Grupo Integração e Arte.

O grupo, que é aberto à comunidade em geral, realiza suas atividades na Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES). “Gaúcho- um sentimento em dança” conta com a participação de doze bailarinos e intérpretes, além das trilhas sob a responsabilidade do Grupo Mas Bah!, entre outros músicos convidados.

A direção do espetáculo é da professora de dança e coreógrafa Alline Fernandez.
Alline resume o que o público irá ver durante a apresentação: “Será uma mistura de dança contemporânea e jazz com as músicas gauchescas, o que chamamos de uma apresentação livre da dança, em um formato diferente de movimentação corporal”, explica.


Os ingressos podem ser obtidos na bilheteria do Theatro Treze de Maio até à tarde de quarta-feira ou com os bailarinos do grupo pelo valor de R$ 15 (estudantes, idosos e associados do Theatro Treze de Maio), R$ 20 (público em geral) e R$ 30 na hora.
Segundo Alline, há a possibilidade de não haver ingressos disponíveis à venda no local no momento da apresentação.

Serviço

O que? Apresentação “Gaúcho – Um espetáculo em dança”
Quando? Quarta-feira, 07 de outubro de 2015 às 20h
Onde? Theatro Treze de Maio
Quanto? R$ 15 (estudantes, idosos e associados do Theatro Treze de Maio); R$ 20 (público em geral); R$ 30 (na hora, caso houver ingressos disponíveis)

Os bailarinos
Adriano Gonçalves, Richard Salles, Bruno Bergamo, Marina Leal, Matheus Jardim, Gabriela Torri, Alline Fernandez, Lucca Adams Pilla, Letícia Tomazzetti, Juliano Peransoni, Renata Gonçalves e Bárbara Quatrin

Fonte e Fotos: Jornal ARAZÃO

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Alessandro Nunez - CD Chimarreando


Alessandro Nunez iniciou sua carreira no Grupo Raízes em Santa Maria, onde foi seu cantor nos quatro primeiros CDs. Após mudar-se para Santa Catarina, Atuou Nos grupos Marca Nativa e Os Praianos. Tendo sua principal influencia as invernadas artísticas em que participou, trás nesse CD solo que comemora seus 20 anos de baile, um repertório fandangueiro e tradicionalista, com vaneiras, chamarras, chamamés, xotes, milongas, canções e uma valsa. Com músicas inéditas e releituras de grandes clássicos da musica do sul do Brasil.

Para baixar músicas acesse www.chimarreando.net

ALESSANDRO NUNEZ MARTINS
Alessandromano21@gmail.com

(48) 8442 6997 BRT
(48) 977 8257 OI
(48) 9823 1063 TIM
(48) 8832 0190 CLARO
(48) 3093 4421 FIXO RES

Fonte: Blog Identidade Campeira

I FESTIVAL ESTUDANTIL CANTO DA ALDEIA DE SÃO VICENTE DO SUL


REGULAMENTO

I – DA ORGANIZAÇÃO E REALIZAÇÃO:
Art. 1º - O I Festival Estudantil Canto da Aldeia é uma promoção da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Industria, Comércio e Turismo de São Vicente do Sul em parceria com a Associação Cultural Aldeia Nativa. 
Art. 2º - Será realizado na Rua Sete de Setembro (rua coberta), juntamente com a feira do livro, no dia 24 de outubro de 2015, a partir das 20h30min.

II – DOS OBJETIVOS:
Art. 3º - Desenvolver as potencialidades artístico-culturais dos estudantes, proporcionando a estes um espaço para a apresentação e divulgação de seus trabalhos poético-musicais, valorizando, neste sentido, a criatividade e o talento artístico dos participantes.
Art. 4º - Possibilitar o surgimento de novos talentos, incentivando e promovendo um intercâmbio estudantil através da arte poética e musical.
Art. 5º - Valorizar, preservar e divulgar as nossas diferentes tendências culturais.
Art. 6º - Promover a cultura projetando, turisticamente e no cenário artístico-cultural, o município de São Vicente do Sul.
Art. 7º - Estimular a formação de um público crítico e mais participativo das atividades culturais, proporcionando a abertura de canais de discussão e questionamentos na comunidade para um maior aprofundamento musical e literário.

III – DA ADMINISTRAÇÃO;
Art. 8º - O I Festival Estudantil Canto da Aldeia será administrado por uma Comissão Organizadora indicada pelas entidades promotoras, cabendo a esta Comissão, receber as inscrições, escolher o corpo de jurados, recepcionar e credenciar os participantes e convidados e administrar os recursos financeiros do evento.

IV – DA PARTICIPAÇÃO:
Art. 9º - Poderão participar do I Festival Estudantil Canto da Aldeia estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Pós-Médio, da rede pública municipal, estadual, federal e das escolas particulares da Região da AMCENTRO e outras desde que comprovem matrícula e freqüência em um desses estabelecimentos de ensino.
Art. 10º - O I Festival Estudantil Canto da Aldeia se desenvolverá dentro da modalidade de composição (letra e música) sendo aceitos trabalhos em todos os gêneros, estilos e influências, inclusive o nativismo. O I Festival Estudantil Canto da Aldeia será dividido em duas linhas concorrentes, ou seja: LINHA NATIVISTA com tema voltado à valorização do gaúcho e suas raízes étnicas e sócio-culturais ou sua realidade contemporânea, respeitando os gêneros musicais incorporados à musicalidade do Rio Grande do Sul; LINHA LIVRE com temática inteiramente livre dentro de qualquer gênero, estilo ou influências musicais.

V – DO INTÉRPRETE E COMPOSITOR:
Art. 11º - O intérprete, obrigatoriamente, deverá ser estudante, podendo ter acompanhamento de não estudantes na apresentação de palco.
Art. 12º - Na composição dos trabalhos inscritos, deverá obrigatoriamente constar a autoria de, no mínimo um estudante, sendo da letra ou da música.

VI – DA INSCRIÇÃO: 
Art. 13º - Cada compositor deverá inscrever até o dia 10 de outubro de 2015, quantas composições desejar, podendo, no entanto, classificar até 2 ( duas) composições no Festival.
Art. 14º - As composições deverão ser encaminhadas à Secretaria Municipal de Educação – Rua General João Antônio, 1305, Bairro Centro, CEP 97.420-000 – São Vicente do Sul, RS. Maiores informações pelos telefones 55 99999685 com Emerson Martins, 55 84560320 com Elio Cezar.
Art. 15º - As composições deverão ser enviadas gravadas em CD, juntamente com 5 (cinco) cópias da letra, acompanhadas da ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, bem como os comprovantes exigidos no art. 9º deste regulamento.
§1º - O concorrente que inscrever mais de uma música, poderá enviar as mesmas em um único CD, desde que, bem identificadas. 
§2º – As inscrições poderão ainda, serem enviadas através da internet, e-mail: aldeianativa@outlook.com , devendo ser encaminhada em anexo o arquivo de áudio, no formato mp3, a ficha de inscrição, cópia da letra e comprovantes exigidos no art. 9º deste regulamento.
Art. 17º - Só poderão ser inscritas composições inéditas, que não tenham sido gravadas em discos, CDs, fitas, comerciais, filmes. O ineditismo não captado pela Comissão Julgadora ou Organizadora poderá ser objeto de denúncia, por escrito e com provas suficientes até o dia 23/10/2015, antes das apresentações.
Art. 18º- Anexo ao material de inscrição, os concorrentes, compositores e intérpretes, deverão apresentar comprovante de matrícula e freqüência fornecido pela secretaria de seu estabelecimento de ensino e assinado pela direção.

VII - DAS APRESENTAÇÕES: 
Art. 19º - Cada intérprete poderá defender no máximo duas composições, sendo que para os músicos acompanhantes a participação será de até três composições. 
Art. 20º - Serão permitidos todos os tipos de instrumentos musicais, sendo sua introdução no palco de inteira responsabilidade do concorrente, exceto bateria, que estará disponível no palco.

VIII - DA PRÉ-SELEÇÃO OU TRIAGEM:
Art. 21º - Decorrido o prazo para as inscrições, será realizada a pré-seleção para escolha de 6 (seis) composições da Linha Nativista e 6 (seis) composições da Linha Livre sendo que, no mínimo, três composições escolhidas serão de participantes que residam em São Vicente do Sul, independente da linha, a critério do corpo de jurados. Também serão selecionadas, pela mesma comissão julgadora, até 4 (quatro) composições inéditas, independente da linha, levando em conta a qualidade dos trabalhos inscritos, para intérpretes que se enquadrem na Categoria Mirim Especial, com idade inferior a 13 (treze) anos até o dia da realização do Festival, não sendo necessário os compositores se enquadrarem nesta categoria especial, desde que seja respeitado o artigo 12º deste regulamento. 
Art. 22º - A divulgação das concorrentes pré-selecionadas, bem como a ordem de apresentação do festival, será feita imediatamente após a triagem das composições. A listagem das composições estará à disposição dos interessados na Secretaria Municipal de Turismo, Industria e Comércio e no site da Prefeitura Municipal.

IX - DA PREMIAÇÃO : 
Art. 23º - O I Festival Estudantil Canto da Aldeia, em sua 1ª edição, premiará: 
a) 1º - lugar - LINHA LIVRE - troféu + R$ 400,00
b) 2º - lugar - LINHA LIVRE - troféu + R$ 300,00
c) 1° - lugar - LINHA NATIVISTA - troféu + R$ 400,00 
d) 2º - lugar - LINHA NATIVISTA - troféu + R$ 300,00
e) 1° - lugar - MIRIM ESPECIAL - troféu + R$ 200,00 
f) 2º - lugar - MIRIM ESPECIAL - troféu + R$ 100,00 
g) Melhor Intérprete - troféu + R$ R$50,00
h) Música mais popular - troféu + R$ R$50,00
i) Melhor instrumentista estudante - troféu + R$ R$50,00
j) Melhor Letra escrita por estudante - troféu + R$ R$50,00
k) Melhor Melodia composta por estudante - troféu + R$ R$50,00
l) Revelação do Festival (estudante) - troféu + R$ R$50,00

X – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS:
Art. 24º - Fica estabelecido o horário das 13 horas e 30 minutos até às 19 horas do dia do evento, para a equalização do som das músicas concorrentes, sob pena de ficarem impossibilitados da realização da mesma.
Art. 25º - A Comissão Organizadora reserva-se o direito de excluir do evento o concorrente que não respeitar as disposições do presente regulamento.
Art. 26º - A Comissão Organizadora não se responsabilizará pelo transporte, hospedagem e alimentação dos participante.
Art. 27 – Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora do I Festival Estudantil Canto da Aldeia.
Art. 28 – A Comissão Organizadora será soberana em suas decisões não cabendo qualquer reclamação.

São Vicente do Sul, 09 de setembro de 2015.

Fernando da Rosa Pahim
Prefeito Municipal

Emerson Martins
Presidente da Associação Cultural Aldeia Nativa

I FESTIVAL ESTUDANTIL CANTO DA ALDEIA
SÃO VICENTE DO SUL

FICHA DE INSCRIÇÃO

NOME DA COMPOSIÇÃO: _____________________________________________________________________.

LINHA: (__) Nativista (__) Livre - Intérprete da Cat. Mirim Especial: (__) sim (__) não

INTERPRETE: __________________________________________________________________________.

DATA DE NASCIMENTO: ___/___/_____.

ENDEREÇO: _________________________________________________________________________________.

ESTABELECIMENTO DE ENSINO: ______________________________________________________________.

SÉRIE: _______. MUNICÍPIO: ______________________________________________. CEP _______________.

AUTOR(ES ) DA LETRA : ______________________________________________________________________.

_____________________________________________________________________________________________.

DATA DE NASCIMENTO: ___/___/_____.

ENDEREÇO: _________________________________________________________________________________.

ESTABELECIMENTO DE ENSINO: ______________________________________________________________.

SÉRIE: _______. MUNICÍPIO: ______________________________________________. CEP _______________.

AUTOR(ES) DA MÚSICA : _______________________________________________________________________.

______________________________________________________________________________________________.

DATA DE NASCIMENTO: ___/___/_____.

ENDEREÇO: _________________________________________________________________________________.

ESTABELECIMENTO DE ENSINO : ______________________________________________________________.

SÉRIE: _______. MUNICÍPIO: ______________________________________________. CEP _______________.

FONE PARA CONTATOS: _______________________________________________________________________.

__________________________________,_____ de __________ de 2015


RESPONSÁVEL PELA INSCRIÇÃO: Assinatura ________________________________________

Nome ___________________________________________

OBS: ANEXAR COMPROVANTE DE MATRÍCULA E FREQÜÊNCIA, EXPEDIDO PELO ESTABELECIMENTO DE ENSINO E GRAVAÇÃO DA MÚSICA.

MÚSICAS CLASSIFICADAS PARA O Vº CANTADOR DE CAMPANHA

• O ÚLTIMO CANTAR (Milonga)
Letra: Giovani Dôdo Gonzalez
Melodia: Robson Garcia
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• ROMANCE DE BASTO E CARONA (Chamarra)
Letra: Marquito Ferreira da Costa
Melodia: Cristiano Fantinel
Cidade: Alegrete, RS

• NOS RETOVOS DE UMA TRANÇA (Chamarra)
Letra: Fabricio de Souza, Murilo Teixeira e Carlitos de Quadros
Melodia: Vaner Rodrigues
Cidades: Bagé, Lavras do Sul, Rosário do Sul e Dom Pedrito.

• ALÉM DA FACE DOS CAMPOS (Milonga)
Letra e Melodia: Claudio Silveira
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• PELADOR (Chamarrita)
Letra: Francisco Brasil
Música: Bruno Teixeira
Cidades: Bagé e São Gabriel

• ALÉM DOS TENTOS DO LAÇO (Chamarra)
Letra: Leonardo Borges e Marco Aurélio Lemos
Melodia: Fabricio Ocaña
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• SIMPLES (Chamamé)
Letra: Marquito Ferreira da Costa
Melodia: Cristiano Fantinel
Cidade: Alegrete, RS

• PROSTÍBULO (Chamarra)
Letra: Marciano Reis
Melodia: Fabricio Ocaña
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• A PRIMEIRA VISTA (Chamarrita)
Letra: Paulo Ozório Lemes
Melodia: Geovani Silveira
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• RECUERDO ANTIGO (Chamamé)
Letra: Zeca Alves
Melodia: Ricardo Martins
Cidades: Sant’ Ana do Livramento e Viamão


• MARIO AMOR E MARIA MONA (Rasguido)
Letra: Jorge Modesto
Melodia: Robson Garcia
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• FLORZITA COLORADA (Chamamé)
Letra: Paulo Ricardo Costa
Melodia: Geovani Silveira
Cidades: Sant’ Ana do Livramento e Santa Maria

• O JOÃO DAS MULA (Vaneira)
Letra: João Marcos Kelbouscas e Giovani Dôdo Gonzalez
Melodia: João Marcos Kelbouscas
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• TEMPLA ANTIGA (Chamarra)
Letra: Nadir Castilhos
Melodia: Eurico Moreira
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• DOCE DE BOCA (Milonga)
Letra: Leonardo Borges
Melodia: Ricardo Martins
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

• TROPILHA TESTAMENTO (Chamarra)
Letra: Jacinto Montezano Allende e Gaúcho Barreto
Melodia: João Vicente Ibarra
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS

SUPLENTES:
• DE DUAS NOTAS (Chamarrita)
Letra e Melodia: Frederico Rangel
Cidade: Sant’ Ana do Livramento, RS
• ALMA DE VENTO (Mazurca)
Letra: Marçal Furian
Melodia: Bruno Teixeira
Cidades: Cruz Alta e São Gabriel

São Francisco de Assis na Visão de Zero Hora

Espartanos assisenses

1
O professor e poeta Zulmar Anchieta nos lembra que, no dia 2 de outubro de 1923, portanto, há exatos 92 anos, a cidade de São Francisco de Assis foi palco de um dos mais sangrentos, estarrecedores e épicos combates da história do Estado. Ele nasceu na cidade, em 16 de outubro de 1981, e cresceu na esquina das ruas Pinheiro Rocha e Carlos Gomes. Com o tempo, ficou sabendo que Carlos Gomes era dentista e intendente do município na época da Revolução de 1923.
Foi o governista responsável, junto com seus homens, que não chegavam a 12% da força inimiga, pela guarnição e resistência da cidade. São Chico amanheceu cercada. Um exército de aproximadamente 700 revolucionários, das tropas de Hortêncio Rodrigues (foto), atacou de forma suicida. Protegidos por sacos de areia colocados nas ruas que davam acesso à praça, 80 homens das tropas governistas resistiram, abrindo fogo.

Mesmo com várias baixas, a supremacia dos maragatos permitiu que a coluna continuasse avançando. Carlos Gomes percorria as trincheiras tentando animar os companheiros, quando foi atingido por vários tiros. “… o sangue espadanara por toda parte, manchando trincheiras, calçadas, portas, telhados das casas e o próprio salão da Intendência”, escreveu Flores da Cunha, recordando sua passagem por São Francisco de Assis, um dia depois da peleja.

Segundo o historiador Osório Santana Figueiredo, no livro As Revoluções da República, “A atitude heroica do doutor Carlos Gomes, caindo em holocausto ao dever da defesa da sua comuna, é o mais eloquente ato de renúncia e estoicismo, que clama aos céus e ao coração da sua gente. Distante nas eras, vamos encontrar similitude com Leônidas, rei de Esparta, imolando-se heroicamente com os seus 300 legendários no desfiladeiro das Termópilas, para cobrir a retirada dos exércitos gregos. Carlos Gomes também firmou sua sentença de morte em defesa do compromisso extremo: ‘passar pelo que passei, daqui jamais retirarei’”, afirmou em sua obra o escritor.


Fonte: Zero Hora.