terça-feira, 8 de maio de 2012

XIIª FEICASSIS - em São Francisco de Assis

São Francisco de Assis - A Capital mundial do Bugio - se prepara para mais uma FEICASSIS - Feira com possibilidade de negócios, cultura, esporte e entretenimento, além da IIIª Feira do Livro, 7º Endart e Vª Rustica Internacional. 
Certamente a cidade ficará pequena para tamanho evento e isso tudo acontecerá de 06 a 10 de Junho de 2012 no Pavilhão de Eventos e no Ginásio Municipal, com diversos shows de bandas e sertanejo universitário. 
Não quero andar contra mão do tempo e fico feliz de saber do tamanho que é esse evento, mas não está pouca a parte de cultura? - como por exemplo, recital e oficina de poesia, um pouco de milonga e quem sabe um encontro de gaiteiros para tocarem um bugio "véio" bem campeiro. 
Acho que isso é querer demais. Certamente o Prefeito Municipal, que faz bonito nas cantorias e a Secretária da Cultura devem estar guardando para "investir" na Querência do Bugio em Outubro.

Músicas classificadas da 22ª Tafona



1 O COZINHEIRO
Letra - Kako Xavier e Amaro Radox
Melodia - Kako Xavier
Ritmo - MAÇAMABIQUE

2 OLARAI DO LITORAL
Letra - João Sampaio e Diego Muller
Melodia - Érlon Péricles e Caio Martinez
Ritimo - CANÇÃO

3 BOI CANÁRIO
Letra - Caio Martinez
Melodia - Adriano e Cristian Sperandir e Pedro Guerra
Ritimo - MARACATÚ

4 DE AÇÚCAR E SAL
Letra - Vaine Darde
Melodia - Loreno Santos
Ritmo - MAÇAMBIQUE

5 EM MI CANTAR DE PAISANO
Letra - Martim Cesar Gonçalves
Melodia - Miguel Dário Dias
Ritmo - CHAMAMÉ

6 AS PENAS DE HORÁCIO PENA
Letra - Rodrigo Bauer
Melodia - Jari Terres e Cristian Camargo
Ritmo - MILONGA

7 CORAÇÃO DE MILONGA
Letra - Duca Duarte
Melodia - Duca Duarte
Ritmo - MILONGA

8 MILONGA PONTO COM
Letra - João Stimamilio
Melodia - Érlon Péricles
Ritmo - MILONGA

9 ENQUANTO A CORDEONA CHORA
Letra - Gujo Teixeira
Melodia - Eversom Maré
Ritmo - BÁSICO

10 O POETA E O TEMPO
Letra - Adair de Freitas
Melodia - Adair de Freitas
Ritmo - MILONGA

11 NO CORAÇÃO DO CINCERRO
Letra - Flávio Saldanha
Melodia - Tuny Brum
Ritmo - MILONGA

12 UMA RIMA PRO AZAR
Letra - Severino Rudes Moreira
Melodia - Sérgio Rosa
Ritmo - RANCHEIRA

Fonte: Blog Identidade Campeira

Inicia a triagem da 22ª Tafona da Canção

Iniciou hoje, às 17hs, a triagem das 862 músicas inscritas para a 22ª Tafona da Canção Nativa de Osório. O local escolhido foi o CTG Estância da Serra que no ano passado serviu para aquerenciar os jurados da 21ª Tafona.


Hoje o trabalho dos jurados Cristiano Quevedo, Jaime Brum Carlos, Juarez Fonseca, Zulmar Benitez e Gilberto Carvalho é selecionar as concorrentes da “Linha Litorânea” e amanhã “Manifestação Riograndense”, que promete dar muito trabalho devido a grande quantidade de músicas enviadas. Na terça-feira, dia 08, será divulgada as 12 canções classificadas para esta edição, mas devido a grande quantidade de composições, talvez as músicas classificadas só serão divulgadas na quarta-feira.

Júlio Ribas informou que a qualidade das músicas deste ano, é muito superior às enviadas no ano passado, o que vai exigir e muito dos jurados. Neste ano além de compositores gaúchos, participam músicos de outros estados e também de nossos hermanos Argentinos.

Pelo pouco que percebi, os jurados estão bem criteriosos com a qualidade das composições e melodias, justamente para que o festival deste ano supere na qualidade a 21ª edição.

Fonte: Blog Identidade Campeira
Fotos: Ândrea Lucho

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fabrício Vargas dá palestra sobre poesia

Fabrício Vargas nosso mais recente ex-presidente do Galpão da Poesia Crioula, esteve nesse domingo dando palestra sobre poesia no Centro Tradicionalista Os Tropeiros de Santiago, terra dos poetas. Fabrício que além de um dos maiores declamadores do Galpão da Poesia, também escreve seus versos, com qualidade peculiar. Conhecedor da lida e dos versos, com uma voz brilhante, vem se destacando no meio poético, com vitórias em diversos festivais e rodeios de poesia. 
Além de um CD gravado, é um dos idealizadores do DVD do Galpão da Poesia, com participação na declamação poesia, além do emprestar voz no texto de abertura desse DVD.
Parabéns, Fabrício, o Galpão da Poesia sente orgulho desse taura.

1 Ano de Edson Vargas & Galope do Mouro

Parabéns ao Edson Vargas e demais componentes do Grupo Galope do Mouro, essas crias lá de Santiago, cidade dos Poetas que está completando o seu primeiro ano de existência com muito trabalho, sucesso e com o seu 2º CD que está quentinho e pronto para sair.
Nos dias de hoje, se manter no topo da música não é fácil, principalmente quando estamos vivendo num tempo de lixo musical, onde as músicas são mais coreografias do que poesia, melodia e harmonia. Mas o Galope do Mouro é mais um grupo que prova que tocando a verdadeira música fandangueira, galponeira, campeira, pode se manter no topo dos grandes grupos desta Pátria Grande do Sul. 
Felicidades e com certeza vocês vieram para duram muito tempo, até porque são forjados no aço da verdade e primoram pela qualidade.
Sucesso!

NICO FAGUNDES SE DESPEDE DO GALPÃO CRIOULO



Foto: Luiza Carneiro

Uma festa regada a felicidade, música e muita história marcou a noite deste domingo (6), em Venâncio Aires, durante a gravação da comemoração dos 30 anos do Galpão Crioulo. O evento aconteceu na 12ª Fenachim (Festa Nacional do Chimarrão) e reuniu sete mil pessoas, segundo informações da Brigada Militar. Embora 38 atrações preenchessem o palco do programa trazendo o melhor da música regionalista, o grande destaque foi o apresentador Nico Fagundes, que depois de três décadas deixou a regência para o sobrinho Neto Fagundes.
Shana Müller, música do grupo Buenas e M’Espalho, conta que para ela Nico é uma referência na tradição do Rio Grande do Sul. “Ele cumpre um papel muito importante e consagra novos talentos. O Galpão Crioulo é um programa sem preconceitos”, elogia a artista. Liliana Cardoso, declamadora, concorda com Shana. Ela participou do evento mostrando ao público os bastidores da gravação, realizando entrevistas entre cada apresentação. “O Nico é um pai para nós. Colocou muita gente na vitrine e soube valorizar a arte de cada um”, disse Liliana emocionada: “É um sentimento de perda. Admiro sua genialidade”.
A trajetória do Galpão Crioulo começou em abril de 1982. São 30 anos ininterruptos com o mesmo apresentador Antonio Augusto Fagundes e mais de 1500 edições do programa no ar, gravados em estúdio, no campo, no palco ou em eventos. Luiz Carlos Borges, consagrado compositor, participou desde a primeira edição. “Sempre estive em todas as comemorações. Não houve um ano em que não participei de pelo menos uma edição do programa”, conta. Dentre as características de Nico, Luiz Carlos Borges destaca a competência com as palavras e com o conhecimento: “Ele fala não apenas do sul, mas também do universo do regionalismo. Consegue fazer comparações do jeito gaúcho com o jeito russo, por exemplo. Tem experiência em arte, composição, cinema”.
Com um palco totalmente revisitado para a apresentação, com um cenário novo em azul, 38 convidados especiais mostraram o melhor da história do Galpão Crioulo. Pelo menos 32 canções foram entoadas ao som da banda composta especialmente para o evento sob a batuta de Luciano Maia, com Marcelinho Freitas na percussão e bateria, Rodrigo Maia no baixo, Márcio Rosado e Matheus Alves nos violões. Além disso, o CTG Rancho da Saudade, grande vencedor do Enart 2010, também mostrou a sua coreografia. Os momentos mais emocionantes se deram com Berenice Azambuja e Gaúcho da Fronteira, Fátima Gimenez, Juliana Spanevello, Loma e Maria Luiza Benitez cantando “Céu, sol, sul terra e cor”, e em “Querência Amada, por Luiz Carlos Borges, Beto Mayer e Teixeirinha Filho.
A gravação dos 30 anos do Galpão Crioulo será divida em três programas a serem exibidos a partir do próximo domingo (13). Não perca!
Matéria extraída do site oficial do Programa Galpão Crioulo

domingo, 6 de maio de 2012

21º RONCO DO BUGIO - CONCORRENTES

Um dos mais autênticos festivais do Rio Grande do Sul, o Ronco do Bugio, realiza sua 21ª edição nos dias 06, 07 e 08 de junho de 2012, no Ginásio Municipal de Esportes, em São Francisco de Paula. O festival integra a programação da Festa do Pinhão, que acontece de 1º a 10 de junho no mesmo local.
A triagem das obras inscritas no Ronco do Bugio foi realizada no sábado, 05 de maio, na Secretaria de Turismo do município serrano. Os trabalhos foram coordenados pelo Secretário de Turismo, Sidinei França e contou com a colaboração do servidor municipal Matheus.
Ao todo, 122 bugios foram ouvidos e analisados pelos jurados Érlon Péricles, Gonzaga dos Reis e Jairo Reis.

Os 12 bugios concorrentes são os seguintes:
1. A Origem do Bugio
Letra: Vaine Darde
Melodia: Paulinho Cardoso

2. Abraço Eterno
Letra: Dionísio Costa/Rico Baschera
Melodia: Rico Baschera

3. Bugio Domador
Letra: Tadeu Martins
Melodia: Jorge Freitas

4. Bugio Serrano
Letra: Paulo Ricardo Costa/José Claro “Zezinho”
Melodia: Jose Claro “Zezinho”

5. Bugio Tropeiro
Letra: José Henrique Rodrigues/Nelson Rosa
Melodia: Lincon Ramos/Dilson Jóia

6. Cordeona
Letra: Jadir Oliveira
Melodia: Jadir Oliveira Filho

7.Hoje e Sempre, Bugio
Letra: Edson Brito
Melodia: Edson Brito

8. De Carreira Atada
Letra: Arabi Rodrigues/José Luiz Santos
Melodia: Rodrigo Lucena

9. Mais Um Dia de Lida
Letra: Alex Casanova
Melodia: Alex Casanova

10. No Tranco do Trem
Letra: Flaubiano Lima/Jaime Brum Carlos
Melodia: Sérgio Rosa

11. Pela Esência da Nossa Cultura
Letra: Chico Saga/Mario Tressoldi
Melodia: Mario Tressoldi

12. Previsão de Bugio
Letra: Aldo Pereira
Melodia: Jones Andrei Veira

Fonte: Blog do Léo Ribeiro

2º FESTIVAL TROPILHA CRIOULA DA CANÇÃO GAÚCHA DE SÃO BORJA

ESTÁ AI MAIS UM FESTIVAL COM AS INSCRIÇÕES ABERTAS, 2º FESTIVAL TROPILHA CRIOULA DA CANÇÃO GAÚCHA DE SÃO BORJA, UMA PROMOÇÃO DO CTG TROPILHA CRIOULA, NOS DIAS 10-11 DE AGOSTO 2012, UMA CRIAÇÃO E PRODUÇÃO DO AMIGO LUCAS PARZIANELO.

Fonte: Facebook Flávio Campos

sábado, 5 de maio de 2012

Jorge Abreu faz Show na ExpoTupã

Depois de lançar seu CD Jorge Abreu não parou mais de fazer show e vem fazendo bonito pelos palcos do Rio Grande com sua música campeira, que traz nas letras retratos de vida pelos campos por onde anda. Além de conhecedor da matéria musical e da lida do campo, pois além de excelente cantados também é médico veterinário.
Esse é um show imperdível, vi isso no palco da Convenção Nativista onde arrancou aplausos do público de sua terra.

Programação da Ciranda de Prendas

PROGRAMAÇÃO
24 DE MAIO – Quinta-feira
13h - Recepção às prendas concorrentes, familiares e delegações das Regiões
Tradicionalistas
Local: CTG Lalau Miranda

25 DE MAIO - Sexta-feira
09h - Prova Escrita
Local: CTG Lalau Miranda
11h30min às 13h30min - Montagem da Mostra Folclórica
Local: CTG Lalau Miranda – Salão nobre

MOSTRAS FOLCLÓRICAS
13h30min às 15h30min - 1º Bloco
15h30min às 17h30min - 2º Bloco
17h30min às 19h30min - 3º Bloco
20h - Sessão Solene de Instalação da 42ª Ciranda Cultural de Prendas

26 DE MAIO – Sábado
09h - Inicio das provas orais e artísticas para todas as categorias
Local: Centro de Eventos e Portal das Linguagens - UPF
Categoria Mirim: Portal das Linguagens
Categoria Juvenil: Auditório 1
Categoria Adulta: Auditório 2
13h - Reinicio das provas orais e artísticas

22h - Fandango com a divulgação dos resultados do concurso
Local: CTG Lalau Miranda
Animação do Fandango: Retrato do Pampa
Traje: Pilcha Completa

Fonte: Blog Rogério Bastos


sexta-feira, 4 de maio de 2012

XI Concurso de Poesia “Taveira Júnior” e de Conto “Alcides Maya”.

 A Estância da Poesia Crioula torna público que:
1) Estão abertas até 04 de junho de 2012 as inscrições ao XI Concurso de Poesia “Taveira Júnior” e de Conto “Alcides Maya”.

2) O tema do Concurso é livre, porém, deverá abordar a história, lendas, tradições, usos ou costumes do Rio Grande do Sul.

3) A poesia deve ser inédita, não devendo exceder a 120 versos ou linhas.
4) O conto deverá ser inédito, contendo no mínimo duas e no máximo cinco páginas.
5) Cada autor poderá concorrer com até três trabalho na modalidade poesia e até três trabalhos na modalidade conto.

6) Os trabalhos deverão ser encaminhados, EXCLUSIVAMENTE POR E-MAIL, até o dia 04 de junho de 2012, para o seguinte endereço eletrônico: acandido@ghc.com.br
7) Nos trabalhos deverão constar: um título e pseudônimo do autor. Em separado deverão ser enviados os dados pessoais contendo nome, endereço e telefone para contato.
8) Os trabalhos serão julgados por comissões especializadas, indicadas pela instituição promotora do concurso.
9) PREMIAÇÃO: Os trabalhos selecionados do 1º ao 5º lugar receberão diploma.
Os trabalhos classificados em 1º, 2º e 3º lugares receberão Diploma e Troféu.

10) Os resultados serão proclamados e os prêmios conferidos em solenidade especial, em Porto Alegre, durante a realização do 56º Rodeio de Poetas Crioulos, no último final de semana do mês de junho de 2012.

Porto Alegre, 21 de abril de 2012.

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                                                        Cândido Brasil      
                                                         Presidente E.P.C.                                                                                                                                                                                

VIII CONCURSO DE TROVA LITERÁRIA - “JOSÉ BARROS DE VASCONCELLOS”

O CONCURSO DE TROVAS “JOSÉ BARROS VASCONCELLOS”, é promovido e realizado pela ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA, em parceria com a UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES, Seção de Porto Alegre, e obedecerá à seguinte regulamentação:
1.    Para efeito deste concurso, entende-se por TROVA a composição poética de quatros versos (linhas) setissilábicos, rimando o 1° com o 3° e o 2° com o 4°, expressando um sentido completo.
2.    O tema, âmbitos e gêneros serão os seguintes: Tema: EXEMPLO (Trovas líricas ou filosóficas) Âmbitos: Nacional/Internacional e Estadual (RS)
3.    Cada autor poderá enviar um máximo de 3 trovas (inéditas), EXCLUSIVAMENTE VIA E-MAIL, para o seguinte endereço: acandido@ghc.com.br
4.    Informar no próprio e-mail o nome, o endereço, o telefone, o Estado e o País em que reside o autor.
5.    Prazo para remessa: 04 de Junho de 2012
6.    Será constituída uma comissão julgadora composta por trovadores de reconhecido mérito literário, para  o concurso, sendo que, para o concurso de âmbito nacional/internacional, os julgadores serão do RS e para o concurso estadual, serão de outros Estados.
7.    A premiação será composta de troféu e diploma para os três primeiros e diploma para o 4º e 5º colocados e será outorgada durante o 56º Rodeio de Poetas Crioulos, no último final de semana do mês de junho de 2012.
8.    Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria da entidade promotora do evento.

PORTO ALEGRE, 21 de Abril de 2012.

Cândido Brasil Flávio                           Roberto Stefani
Presidente                            Presidente Estância da Poesia Crioula UBT,
                                                                 Seção de Porto Alegre                                                                                  

CONCURSO LITERÁRIO CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU

I – JUSTIFICATIVA
O ciclo do Tropeirismo foi importante fator de desenvolvimento econômico e social, no Brasil e demais países do Mercosul.   Foi ele, ainda, fator de integração entre esses povos, razão pela qual a Estância da Poesia Crioula, voltada para o resgate histórico e cultural desse ciclo, criou o CONCURSO LITERÁRIO CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU, com o qual rende homenagem aos tropeiros, verdadeiros desbravadores do Rio Grande do Sul.
II – REGULAMENTO
1) As categorias deste concurso são: PESQUISA HISTÓRICA, POESIA E TROVA.

2) Os trabalhos deverão ser inéditos, redigidos em português ou espanhol, tendo por tema: O TROPEIRISMO.

3) Poderão participar deste concurso pessoas naturais dos países do Mercosul.
4) PESQUISA HISTÓRICA: Deverá conter no máximo cinco páginas, ocupando apenas um lado da folha.

5) POESIA: Serão aceitas todas as modalidades poéticas. A poesia deverá conter no máximo 120 versos ou linhas.

6) TROVA: Compreenderá a trova escrita, setissilábica e com rima dupla, rimando o primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto.

7) Cada autor poderá concorrer com até três trabalhos em cada categoria.

8) Os trabalhos deverão ser encaminhados, EXCLUSIVAMENTE POR E-MAIL, até o dia 04 de junho de 2012, para o seguinte endereço eletrônico: acandido@ghc.com.br
Parágrafo Único: Os trabalhos deverão conter a identificação do autor através de pseudônimo. Em separado deverão ser enviados os dados pessoais contendo nome, endereço e telefone para contato.

9) Os trabalhos serão julgados por comissões especializadas, indicadas pela instituição promotora do concurso.
10) PREMIAÇÃO: Os três melhores trabalhos em cada categoria receberão diploma. Os primeiros colocados em cada categoria receberão o troféu “CINCERRO DE PRATA”.

11) Os resultados serão proclamados e os prêmios conferidos em solenidade especial, em Porto Alegre, durante a realização do 56º Rodeio de Poetas Crioulos, no último final de semana do mês de junho de 2012.

Porto Alegre, 21 de abril de 2012.

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                                                                Cândido Brasil   
                                                                   Presidente                                                                                                                                                                                                

Por onde andas, meu filho?

Dizem que música é que nem filho, não se deve ter preferência, nem achar qual o mais bonito ou o menos bonito, mas eu tenho minhas preferidas sim, talvez indo contra o que pensam muito e essa é uma de minhas preferidas, claro de minhas modestas músicas. Por onde andas, meu filho? música que premiamos num dos maiores festivais do Rio Grande do Sul que é o Carijo da Canção de Palmeira das Missões.
Música essa que ainda traz emoção há muitas pessoas e que me deixa muito feliz, poder com um modesto poema tocar o coração das pessoas. Claro que a Interpretação do meu irmão Nilton Ferreira, com o Violão do Gabriel Santos e a gaitinha o Ricardo Comasseto fica difícil não se emocionar.
Grácias também aos meu Padrinho Salvador lamberty que me presenteou com essa parceria...
Ai, está então...Espero que gostem!

Morre Tinoco uma lenda da música sertaneja.


Cantor Tinoco morre aos 91 anos em SP '' VAI EM PAZ TINOCO ''

Morreu, aos 91 anos, à 1h40 desta madrugada de sexta-feira, 4, no Hospital Municipal Doutor Ignácio Proença de Gouvêa, na Mooca, zona leste da capital paulista, o cantor sertanejo Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco, que se desfez em 1994 com a morte de Tonico, seu irmão..

Segundo José Carlos Perillo Perez, filho e empresário do cantor, o pai não vinha lutando contra alguma enfermidade considerada 'gravíssima' e passou mal na tarde de quinta-feira, quando foi internado no hospital, onde deu entrada com crise respiratória por volta das 15 horas. Os médicos afirmaram aos familiares, segundo estes, que, pelos sinais apresentados pelo cantor, ele havia sofrido um enfarte dois dias atrás, apesar de não ter sentido sintoma algum em casa. Antes de falecer, Tinoco teve duas paradas cardíacas no hospital, afirmaram os parentes.

Segundo José Carlos o pai estava relativamente bem. 'Inclusive na quarta-feira ele (Tinoco) gravou para o programa da Inezita Barroso lá no Teatro Franco Zampari, na Avenida Tiradentes. A apresentação vai ao ar no próximo dia 20', afirmou o filho do cantor. O velório de Tinoco terá início às 10 horas no Cemitério Quarta Parada, no bairro do Belém, na zona leste. O enterro está marcado para as 17 horas no Cemitério da Vila Alpina, também na zona leste.

João Salvador Perez, o Tonico, faleceu no dia 13 de agosto de 1994 ao cair da escada do prédio onde morava. O último show da Dupla Tonico & Tinoco foi na cidade mato-grossense de Juína, em 7 de agosto de 1994. Tinoco chegou a realizar mais de 30 apresentações contratadas anteriormente a morte do irmão.

Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram cerca de mil gravações, divididas em 83 discos venderam mais de 150 milhões de cópias, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

REGULAMENTO DA CANÇÃO TEMA - SEMANA FARROUPILHA 2012




A escolha da canção oficial da Semana Farroupilha de 2012 será feita mediante concurso;
Poderão participar compositores de todo o Brasil e as canções deverão ter como tema principal: “NOSSAS RIQUEZAS”
As canções inscritas deverão enfocar o Tema da Semana Farroupilha, servindo de fio condutor do desfile temático;
As canções deverão contemplar ritmos consagrados do cancioneiro riograndense;
As canções devem ser obrigatoriamente inéditas, compostas especificamente para ser o tema da Semana Farroupilha de 2012.
As composições deverão ser remetidas em CD, uma composição por mídia, devidamente identificada, acompanhada de 6 (seis) cópias da letra digitada em fonte tamanho 12, contendo o nome da composição e o gênero, com a ficha de inscrição preenchida na sua totalidade.
A inscrição também poderá ser realizada através do e-mail:festivais.igtf@gmail.com (arquivo da letra em formato .doc (Word) devidamente identificado com nome do(s) autor(es), ficha de inscrição e arquivo da música em formato mp3 ou WMA;
As inscrições estarão abertas até o dia 31 de maio de 2012;
Serão aceitas as inscrições realizadas via correio, desde que postadas até data-limite de 31/05/2012;
O material de inscrição poderá ser entregue no IGTF – Av Borges de Medeiros, 1501 sala 10 – térreo - CEP 90119-900 em Porto Alegre; (compositores não residentes na capital poderão enviar suas composições pelo correio para esse endereço);
Uma comissão avaliadora, indicada pela Comissão Estadual da Semana Farroupilha e coordenada pelo IGTF, terá a atribuição de escolher, entre as canções inscritas, aquela que será a música tema oficial das comemorações farroupilhas em 2012;
O (s) compositor (es) cuja canção for escolhida desde já autoriza(m) a Comissão Estadual da Semana Farroupilha a utilizá-la durante todo o evento, sendo que na premiação já está incluso o pagamento dos direitos autorais previstos em lei;
A premiação para a canção escolhida será de R$ 3.000,00 (três mil reais).
· A Comissão Avaliadora divulgará a música vencedora do concurso até o dia 15/06/2012, pelos sites do IGTF e da Semana Farroupilha, bem como nos meios de comunicação;

A premiação da Música Tema ocorrerá após o encerramento da Semana Farroupilha, juntamente com a entrega de prêmios do Desfile Temático e do Acampamento Farroupilha.

Fonte: Blog MTG

Cenair Maicá hoje estaria de aniversário - 65 Anos

Cantor das águas, da terra e do trabalho
Henrique Júdice Magalhães   
Hay os que cantam desditas de amores,
por conveniência, agradando senhores.
Mas os que vivem a cantar sem patrão
tocam nas cordas do seu coração.
(Cenair Maicá, Canto dos Livres)
Cenair Maicá (1947-1989) foi o responsável por inscrever estes e outros versos na história do Rio Grande do Sul. Do cantor e compositor nascido em Águas Frias, no atual município de Tucunduva (então distrito de Santa Rosa) em 3 de maio de 1947, disse o grande poeta Jayme Caetano Braun:
Outro é o Cenair Maicá
do canto bárbaro e doce,
que com certeza extraviou-se
da flor do caraguatá.
(Troncos missioneiros)
Com sua voz encorpada e ao mesmo tempo suave, Cenair gravou indelevelmente também seu nome entre os grandes da arte popular gaúcha. Homem e artista da melhor extração missioneira, colocou sempre sua voz e seu talento a serviço de sua terra e de sua gente. A exemplo e ao lado dos outros "troncos missioneiros" (seus parceiros e amigos Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Pedro Ortaça), personificou a identidade histórica e cultural de sua região. Também junto a eles, foi responsável por inserir as Missões no mapa histórico e cultural oficial do estado, desencadeando a redefinição de uma identidade gaúcha até então calcada quase exclusivamente na exaltação dos senhores feudais da região da campanha.

DUPLA HISTÓRICA

Músico desde os 10 anos de idade — quando começou a se apresentar em público ao lado de seu irmão Adelqui — , Cenair faria sua entrada triunfal na história da música gaúcha ao vencer o 7º Festival do Folclore Correntino em 1970, em Santo Tomé, na Argentina com Fandango na Fronteira. Na apresentação, Cenair dividiu o palco com quem a havia composto: Noel Guarany. Foi a consagração de ambos e de cada um como artista e também dos esforços iniciados pelos dois e por Ortaça em 1966, quando lançaram um manifesto reivindicando a herança guarani e anunciando a intenção de criar, a partir dela, uma nova arte missioneira. O espírito da iniciativa é bem representado por estes versos de Cenair:
Sou seiva pura
de uma raça
que não morre;
meu sangue corre
através das gerações,
a força viva
e secular
do nativismo
no atavismo
deste povo
das missões.
(Cepa Missioneira)
A vitória no festival rendeu a Cenair e Noel a gravação de um disco compacto,Filosofia de Gaudério (1970). Apenas em 1978, porém, viria o disco solo de Cenair,Rio de Minha Infância. Solo talvez não seja a palavra adequada: a produção e a direção couberam a Noel, autor, também, de quatro das dez músicas que o integram.

DA TERRA E DA GENTE

O resultado é um dos discos mais bonitos da música brasileira. A harmonia entre letras, interpretação e arranjos é tamanha que o ouvinte chega a sentir que navega nas águas do Uruguai enquanto vê, refletido em suas águas, o sol que ilumina a terra missioneira — ainda que não tenha a mais vaga idéia de onde ela fica.
Um dos pilares da identidade missioneira, o rio Uruguai é o mote do disco. Mas seu universo temático não se resume à paisagem da região. Tanto ou mais do que sua terra e suas águas, Cenair retrata, sob vários prismas, sua gente e a relação que ela mantém com o meio que a circunda. O tom intimista da canção que dá nome ao disco, de sua autoria, convive com a descrição do trabalho e do cotidiano dos homens que vivem nele em Balseiros do Rio Uruguai, de Barbosa Lessa.
Seria, contudo, um grande erro deduzir da singeleza das letras e da aparente despretensão do universo temático que se está diante de um artista despolitizado ou ingênuo. Isto nem seria possível nas Missões, onde a dimensão do cotidiano e a da história se entrelaçam. Cenair, a exemplo dos outros missioneiros, sabia exatamente o que estava fazendo. O compositor que recorda, saudoso, o rio de sua infância seja o mesmo que escreve, um pouco depois, em Homem Rural, que "enxada em terra alheia nunca traz dia melhor".

SERVIR AO POVO

Os propósitos de Cenair e o grau de consciência que ele tinha do que estava em jogo no momento histórico que lhe coube viver no Rio Grande do Sul ficam muito claros em várias de suas entrevistas.
"Eu acho que o músico, além de cantar as coisa alegres, a paisagem, a história, tem o dever de ser útil ao povo com o qual convive no dia-a-dia. Então eu procuro, dentro da minha música, dizer alguma coisa que possa motivar ou sensibilizar pessoas no sentido de resolver certos problemas de nosso povo. Porque nós, os artistas, temos uma força na mão, que é o instrumento, e temos a oportunidade de nos comunicar com o povo através dos canais de divulgação. Então temos o dever de ser útil ao povo" — declarou ao jornal Cotrifatos, da Cooperativa Tritícola de Santa Rosa (Cotrisa), em agosto de 1983.
Foi certamente esta preocupação que inspirou várias de suas letras, como Homem Rural e Balaio, Lança e Taquara, em que fala das agruras que atravessava a gente simples do interior gaúcho: camponeses, balseiros, índios... Ou João Sem Terra, na qual satiriza a política habitacional do regime de 64 descrevendo as agruras imaginárias de um conhecido passarinho:
Ainda bem que o João Barreiro
não precisa de alvará:
não paga o BNH
e usa o barro brasileiro.
Mas te cuida, João Barreiro,
que os 'hôme' vão te pegar...
Cenair sabia também dos obstáculos que existiam no caminho que escolheu. O enfrentamento com os monopólios fonográficos fazia parte de suas preocupações. "As multinacionais do disco infiltravam a música norte-americana" — recordou em outra entrevista, realizada em 1982 no Museu Antropológico Augusto Pestana — "mas nós tínhamos um compromisso de manter a cultura missioneira". Nisto, como em muitas coisas, comungava das mesmas idéias de seu parceiro Noel Guarany.

MISSÕES SEM FRONTEIRAS

Outro aspecto que Cenair e Noel compartilharam foi o fato de terem passado parte da juventude na Argentina, mais precisamente na província de Misiones. Aos três anos, Cenair cruzou a fronteira com sua família para viver em acampamentos de extração de madeira às margens do Uruguai.
Este dado foi decisivo para a formação de sua personalidade musical. Criado no meio de madeireiros, balseiros e pescadores, absorveu desde cedo a musicalidade de suas formas de expressão. Com os peões argentinos e paraguaios que trabalhavam com seu pai, Cenair aprendeu os primeiros acordes da guitarra. Em Rio Ibicuí, lembraria o ambiente dos acampamentos:
E de volta ao acampamento
passa o trago, corre o chimarrão.
Contam causos, proeza, alegria.
Lindas melodias brotam do
coração.
Esta convivência despertaria nele outro traço comum aos troncos missioneiros: a postura fraternal para com os países vizinhos. "A história missioneira não pertence somente ao Rio Grande do Sul, mas também à Argentina e ao Uruguai" — pode-se ouvi-lo dizer na entrevista gravada no Museu Antropológico Augusto Pestana.
A biografia de Cenair tem também um outro aspecto — este de cunho trágico — em comum com a de seu grande amigo. Como Noel, Cenair viveu pouco. Uma infecção hospitalar contraída durante a colocação de uma prótese femural levou-o embora aos 41 anos, em 2 de janeiro de 1989.

LONGA É A ARTE

Sua arte, porém — transcorridos, agora, tantos anos desde sua morte quantos se passaram entre sua consagração no Festival de Santo Tomé até ela —, permanece viva, confirmando o dito Hipócrates.
Cenair Maicá é, hoje, uma referência para todos aqueles que se propõem defender o patrimônio natural, histórico, cultural, econômico e, principalmente, humano do Rio Grande do Sul. Um episódio que ilustra bem sua importância é narrado pela cantora Maria Luiza Benítez, que o homenageia no CD Ouro Azul. Uma noite, ela sonhou que Cenair lhe dizia: "grava um disco só com canções de rio, porque canções e rios unem os povos". "Acordei às 4 horas da manhã e anotei as músicas" — conta.
Caminhos
(Cenair Maicá)
Pelos Caminhos que me levam a meu povo,
quero chegar nas torres de São Miguel.
Olhar ao longe, beber dos horizontes,
cruzar os rios, campos e montes
num tropel.
Sentir nos ventos que sopraram em outros tempos
a história viva dessa raça-guarani:
traço de união simbolizando essa verdade.
A mesma casa, o mesmo pão a dividir.
Que Deus me guie
ao bravo povo de Sepé
e junto olharmos para o céu com igualdade
e ver que o sangue derramado nesta luta
regou na terra semente da liberdade.
Pois na memória de seus filhos vive ainda
os mesmos caminhos que trilharam outros pés.
Pelas noites, entre o brilho das estrelas,
reluz de guia o lunar do índio Sepé.
Pela noite, entre o brilho das estrelas,
reluz de guia o lunar de São Sepé
Fonte: Blog http://anovademocracia.com.br/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Querência do Bugio com data definida.


O Melhor Lugar do Mundo


Este é um projeto de um Documentário que está em andamento sobre São Francisco de Assis - o melhor lugar do mundo - o que era e o que é hoje. Essa cidade que é parte viva da história pela grandeza de seu povo e pela cultura, que já largou para o mundo grandes nomes da arte e da literatura Brasileira. 
Pelas fotos, além de conhecer o que era nossa cidade, podem aqueles que ali viveram, reviver os dias lindo que passaram na Capital Mundia do Bugio.
Obrigado a todos que estão nos ajudando nesse projeto e que tem enviado fotos. Vou postar algumas para que possam reviver os velhos tempos.
Sei que ainda é o começo, mas certamente logo as coisas começarão a andar e até o final do ano tudo estará pronto.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Rodeio de Inverno de Trios DT Querência da Medianeira

O DT Querência da Medianeira convida para seu 7º Rodeio de Inverno de Trios, que acontecerá no domingo do dia 27 de Maio de 2012, a partir da 7 hs da manhã na Sede Campeira do CTG Sentinela da Querência, no Coração do Rio Grande, há 100 metros da Faixa nova de Camobi.
Haverão diversos tipos de disputa, tais como: Tiro de laço trio, Pai e filho, Prenda, Piá, Guri. As regras serão as mesmas do MTG e será obrigatório a apresentação do cartão.
Mais informações pelo fone 55 9978-1564 com o Patrão Cléber ou pelo fone 55 9908-4067 com Vice-Patrão Ignácio.

História do Tango e milonga

O Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado "Candombe". Há indícios de influência da "Habanera" cubana e do "Tango Andaluz". O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.
Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as musicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.
Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar. Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.
Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo. A parcelas moralistas da sociedade condenavam o tango, assim como já haviam se colocado contra a valsa antes, por o considerarem uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.
Em 1917 começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e conseqüentemente, surgem os cantores de tango. O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro - ou pelo menos mais marcante nessa transição - Tango-canção o "Mi Noche Triste" com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada "Lita".
Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.
Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.

A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.
A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por uma lado, e por outro lado do Cool Jazz.
Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock'Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes. Na década de 1960, uma lei de proteção á música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituídos por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango. A juventude não só para de praticar o tango no lazer cotidiano como passa a ridicularizá-lo como coisa fora de moda. Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos. Tem sido mais comuns, as releituras de antigos sucessos e reinterpretações modernizadas dos maiores sucessos dos primeiros tempos.
Hoje a crítica Argentina detecta um retorno do tango, cada vez mais freqüente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa aos espetaculosa planejados para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da "milonga porteña". Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.

Fonte:  História do Tango na Argentina


Concurso de prendas do Rio Grande do Sul


Mais Linda Prenda do RS

O concurso inicialmente era promovido pela Rádio Gaúcha, Jornal Ultima Hora e VARIG, e tinha como denominação "Mais Linda Prenda do Rio Grande do Sul". A primeira edição da iniciativa foi realizada em Porto Alegre, no CTG Sinuelo da Tradição, um Departamento do Clube São José, por ocasião da 1a Ronda Crioula, no ano de 1959. A divulgação dos resultados ocorreu no dia 20 de setembro, em um baile realizado na Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa). Entre as 31 concorrentes, a escolhida foi Marly Guimarães Zwestch.

Em documento de julho de 1961 consta como 1ª Prenda do RS, MariaTeresinha Cacibal, que provavelmente foi a Mais Linda Prenda da 2ª edição do concurso, em 1960. A partir daí, temos registros das eleitas entre os anos de 1965 a 1967. Desde o início do concurso, os tradicionalistas não viam com bons olhos este evento, pela maneira como era feita a escolha. Este descontentamento veio parar no Conselho Coordenador, que aos poucos passou a participar através da Comissão Avaliadora.

Primeira Prenda do RS

Em 1968, aparece a nomenclatura de concurso da "1ª Prenda do Rio Grande do Sul". Em 1969, o Conselho Coordenador decide realizar o evento paralelo ao 14° Congresso Tradicionalista, na cidade de São Francisco de Paula, no mês de janeiro. Já no 15° Congresso, em Santiago, de 8 à 11 de janeiro de 1970, a atividade novamente foi realizada extraoficialmente durante o conclave ocorreu a instituição.

Oficialmente a primeira edição do concurso de 1ª Prenda do Estado aconteceu em janeiro de 1971, na cidade de Quaraí. Concorreram seis candidatas das seguintes regiões tradicionalistas: 2ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª e 25ª. A vencedora foi a representante do CTG Rodeio dos Palmares, de Santa Vitória do Palmar, Maria Ivanoska Alves Nunes. 
A Comissão Avaliadora do primeiro concurso oficial, assim esteve constituída: Hélio Moro Mariante, Moacir Cunha Roesing. Luiz Souza, Nilo Vasconcellos Jaques e Mariza Silva.
No ano de 1985, o concurso desvinculou-se dos Congressos, passando a ser realizado no mês de maio, na cidade da 1ª Prenda. Como a prenda eleita em janeiro de 1984 foi a cachoeirense, Rosângela Antoniazzi de Moraes, em maio de 1985, o concurso ocorreu na cidade de Cachoeira do Sul, somente na categoria Adulta.
No 20° Congresso Tradicionalista, realizado em março de 1975, na cidade de Pelotas, foi aprovada a inclusão da categoria Mirim no concurso do estado, proposta de autoria 1ª Prenda do RS de 1973, Lídia Ceres Silveira, do CTG Rodeio dos Palmares, de Santa Vitória do Palmar. Esta modalidade, no entanto, ocorreu pela primeira vez somente em 1980 e oficialmente a partir de 1982, quando foi eleita Viviane Cardoso Oliveira, do CTG Sinuelo, de Canguçu, no 27° Congresso, de Campo Bom, no mês de janeiro.
Já a categoria Juvenil surgiu extraoficialmente em 1984, e oficialmente, a partir de 1985. Em 1981, passou a ser eleita também a 2ª Prenda na categoria Adulta e, em 1985, igualmente para as categorias Mirim e Juvenil. Apenas em 1986 é instituída a 3ª Prenda para todas as categorias.

Fonte: Blog MTG

10 anos sem Barbosa Lessa

Nasceu em 13 de dezembro de 1929, numa chácara nas imediações da histórica vila de Piratini (capital farroupilha), RS. Devido à dificuldade para cursar uma escola regular, teve de aprender as primeiras letras e quatro operações com sua própria mãe, a qual, ao se improvisar de professora, também lhe ensinou teoria musical, um pouco de piano e, inclusive, uma novidade na época chamada datilografia.

Indo cursar o ginásio na cidade de Pelotas (Ginásio Gonzaga), aos doze anos fundou um jornal escolar ("O Gonzagueano"), em que publicou seus primeiros contos regionais ou de fundo histórico. E também fundou o conjunto musical significativamente denominado "Os Minuanos" (uma das tribos indígenas no velho Rio Grande do Sul), que pretendia se especializar em música regional gaúcha mas que, por inexistência de repertório àquela época, teve de se conformar com o gênero sertanejo e um tanto de música urbana brasileira.

Para cursar o 2o grau colegial, transferiu-se para Porto Alegre, ingressando no Colégio Júlio de Castilhos. Aos dezesseis anos de idade já colaborava para uma das principais revistas brasileiras de cultura ("Província de São Pedro") e obteve seu primeiro emprego como revisor e repórter da "Revista do Globo".

No ano seguinte participou da primeira Ronda Crioula/Semana Farroupilha e, munido de um caderno de aula para coletar assinaturas de eventuais jovens que se interessassem pelo assunto, tomou a iniciativa para a fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG), o "35".

Nesta agremiação ele retomou seu interesse pela música regional e, na falta de repertório, foi criando suas primeiras canções, tais como a toada "Negrinho do Pastoreio" - hoje um clássico da música regional gaúcha.

Bacharel pela Faculdade de Direito de Porto Alegre (UFRGS), 1952.

Formando com seu amigo Paixão Côrtes uma abnegada dupla de pesquisadores, de 1950 a 1952, realizou o levantamento de resquícios de danças regionais e produziu a recriação de danças tradicionalistas. Resultado dessa pesquisa da dupla foi o livro didático "Manual de Danças Gaúchas" e o disco long-play (o terceiro LP produzido no Brasil) "Danças Gaúchas", na voz da cantora paulista Inezita Barroso.

Incentivou a realização do Primeiro Congresso Tradicionalista do Rio Grande do Sul, levado a efeito na cidade de Santa Maria, em 1954, quando apresentou e viu aprovada sua tese de base socióloga "O Sentido e o Valor do Tradicionalismo", definidora dos objetivos desse movimentos.

Em 1956 montou um grupo teatral para apresentação de sua comédia musical "Não te assusta, Zacaria!", e saiu divulgando as danças e os costumes gauchescos por todas as regiões do Rio Grande do Sul, colhendo aplausos também nas cidades de Curitiba e São Paulo.

Residiu na capital paulista até 1954, envolvido com produção de rádio, televisão, teatro e cinema, detendo-se finalmente na área de propaganda e relações públicas. Chefe de grupo-de-criação da Jr. Walter Thompson Publicidade e chefe de relações-públicas do Banco Crefisul de Investimentos.

Voltou a Porto Alegre em 1974, já como especialista em Comunicação Social, tendo trabalhado na Mercur Publicidade e Companhia Riograndense de Saneamento, CORSAN. Aposentou-se como jornalista em 1987.

Entrementes, na administração de Amaral de Souza, foi Secretário Estadual da Cultura, tendo então idealizado para Porto Alegre um centro oficial de cultura acadêmica, que veio a pré-inaugurar em março de 1983: a Casa de Cultura Mário Quintana.

Mantinha pequena reserva ecológica no município de Camaquã, onde residia com sua esposa Nilza, dedicada à produção artesanal de erva-mate e plantas medicinais. Filhos: Guilherme, analista de sistemas, residente em Porto Alegre e Valéria, casada com norte-americano e residente no estado de New Jersey, USA.

Teve destacado nome na música popular e na literatura. Dentre suas músicas, sempre de cunho gauchesco, destacam-se "Negrinho do Pastoreio", "Quero-Quero", "Balseiros do Rio Uruguai", Levanta, Gaúcho!", "Despedida", bem como as danças tradicionalistas em parceria com Paixão Côrtes.

E numa bibliografia de cerca de cinqüenta títulos, destacam-se os romances "República das Carretas" e "Os Guaxos" (prêmio 1959 da Academia Brasileira de Letras), os contos e crônicas de "Rodeio dos Ventos", o ensaio indigenista "Era de Aré", a tese pioneira "O sentido e o Valor do Tradicionalismo", o ensaio "Nativismo, um fenômeno social gaúcho", "Mão Gaúcha, introdução ao artesanato sul-rio-grandense", o álbum em quadrinhos "O Continente do Rio Grande" (com desenhos de FLávio Colin) e os didáticos "Problemas brasileiros, uma perspectiva histórica"", "Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo", e "Primeiras Noções de Teatro". Também os dois volumes do Almanaque do Gaúcho.

Foi Conselheiro Honorário do MTG - Movimento Tradicionalista Brasileiro.
Faleceu em onze de março de 2002

CTG CHORA POR MENINO LAÇADOR

O salão do CTG Tropeiro Lagoense, de André da Rocha, lotou ontem como há muito não se via. Não houve baile e nem mesmo um único acorde de gaita foi ouvido.
A comunidade do município da serra se despedia de um de seus filhos mais moços, e talvez por isso, um dos mais queridos.
O pequeno laçador Guilherme de Oliveira Jacques, sete anos, morreu no domingo após cair da égua que costumava montar, e foi enterrado ontem.
Após a queda, Guilherme foi arrastado por mais de 200 metros. O primo Edgar José Jacques Vieira, conta que o menino deixou cair a rédea e quando tentou pegá-la perdeu o equilíbrio. A égua então teria se assustado e disparado com Guilherme preso ao estribo. Com diversas fraturas ele não resistiu aos ferimentos.
Filho do patrão do CTG, José Alberto Jacques, no momento do acidente o pequeno peão fazia o que mais gostava: treinava laço para competições. A égua, com a qual ele também ajudava na lida de campo, foi adquirida pela família dois anos antes.
- Ele sempre montava sozinho. Mas bicho é bicho, nunca se sabe o que vai acontecer - lamenta o primo.

Fonte:  Blog Léo Ribeiro