Os irmãos Francisco e Fernando e o veterano Nilton Ferreira vão disputar a final em Poços
05/06/2011 - 00:37
Fabiana de Paula - EPTV.com
Fabiana de Paula - EPTV.com

Veja fotos da 4ª etapa do Viola de Todos os Cantos
O público lotou as dependências do Ginásio e correspondeu a expectativa da organização, que esperava dois mil participantes. Com torcida organizada, a dupla de Rio Claro levou o prêmio de mil reais na categoria música raiz com a canção “Museu da Minha Vida”, e garantiu um lugar na final, que acontece dia 15 de julho em Poços de Caldas. “Nos preparamos muito, e sabíamos que a música era boa, mas a gente chega aqui e vê tanta gente competente... Para mim este é o momento mais marcante; não importa o que vier daqui pra frente”, comemorou Francisco.

Há 22 anos trabalhando com música regional no Rio Grande do Sul, Ferreira se apresenta acompanhado de quatro músicos no palco. A música “Onde Mora o Sabiá” foi decisão unânime entre os jurados. “Me preparei muito para isso, mas sempre respeitando os outros concorrentes, todos ótimos músicos. Agora a expectativa vai lá para Poços”, exaltou.
Com cinco CDs gravados, o músico conta que conheceu o festival por intermédio de um conterrâneo e afirma que não costuma se apresentar fora do Estado. “Não tocamos em outros lugares porque não procuramos. Eu nunca tinha vindo para São Carlos e o público aqui nos recebeu muito bem. Em Araraquara foi a mesma coisa. Outra dificuldade que temos é a distância, que também é muito grande. Por isso festivais como este são tão importantes”, explicou.

Muito aplaudido pelo público presente no Ginásio do Sesc, o músico Augusto Hijo descreveu sua viagem para participar do festival como uma “odisseia”. Radicado em Belém (PA), Hijo concorreu na categoria música regional com a canção “Nave Protonotária” e conta que levou mais de 15 horas para chegar na cidade. A distância foi compensada com a satisfação de dividir parte da cultura amazonense com o público do festival. “O Viola de Todos os Cantos está tomando um caminho mais abrangente para agraciar o povo do sudeste com o som do restante do País, o que é um grande ganho. Estou muito feliz com a oportunidade de mostrar o nosso trabalho aqui.”

No festival, Nilza apresentou a música de sua autoria, “Somos todos mortais”, mas conta que nem sempre é fácil divulgar o trabalho que faz com tanto carinho. “O espaço para a música regional é pequeno no Brasil em geral. A gente tem que tocar músicas de outros artistas em barzinho porque é o que o pessoal quer ouvir”, lamenta.
Com três discos gravados, a parceria entre Tony Santos e Alencar surgiu ao acaso, quando os dois colegas de trabalho puxavam a cantoria no ônibus da empresa em que viajavam todos os dias. O incentivo dos amigos levou Tony a compor as músicas inspiradas por Milionário e José Rico, Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, Léo Canhoto e Robertinho, entre outros.

Entusiasmado com a participação no festival, Tony revela os planos da dupla para o futuro: “Pretendemos lançar mais um CD e um DVD em 2013. Vamos tentar viver de música”.
A noite teve ainda apresentação de jazz com as garotas do grupo de dança do Centro comunitário do Parque Delta, show com Mazinho Quevedo e família, a tradicional prosa caipira com Barnabé, e encerramento com show de Hudson e Donizetti.
A próxima etapa do Viola de Todos os Cantos será realizada em 18 de junho, em Varginha.

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