quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

RETALHOS DE INFÂNCIA!

 

Quando eu era criança, até os 11 anos, morei para fora, lá no 5º distrito Vista Alegre ou Farinheiro, mas era lá e a minha Mãe era a professora.

Haviam muitos alunos, era da 1ª a 4ª série, e muitos desses alunos tronaram-se adultos e nos perdemos pelas estradas da vida. Um dia eu reencontrei uma família, infelizmente, num momento de dor deles, pela passagem da Dona Júlia e podemos recordar tanta coisa que havia adormecido em mim.
Lembro que, quando criança, em alguns domingos, nós íamos lavar pelegos lá na Sanga que ficava ao lado da casa da Dona Júlia e seu Delalibera. Uma casa de madeira muito simples, ao lado de uma lavoura de milho e a Mãe avisada a Eni, o Jorge, o Orestes, a Joeci, a Joceli, o Cebinho, (que era o mais novo e não lembro o nome e acho que tinha mais), para a dona Julia que íamos lá.
E na simplicidade daquela casa, a dona Julia fazia Cuscus doce, assado no forno, para tomarmos com leite - Essa imagem nunca mais me saiu da cabeça e nessa conversa que tivemos, vieram tanta histórias, então transformei em versos e o Fabricio Vargas gravou com a guitarra de Kayke Mello - no seu CD e hoje anda declamada pelos rodeios de CTGs.
Deixo para vocês:
RETALHOS DE INFÂNCIA!
Fabricio Vargas / Kayke Mello
Costurei as folhas amareladas do tempo,
Para refazer tecidos na calmaria das eras...
E a vida boa, que foi colcha de retalhos,
Retrucou o tempo por se sentir tapera.
Meus olhos verdes, de semblantes tesos,
Desgastaram-se na escuridão de mim,
E as rugas fartas foram talhando a fronte,
Replantando sonhos pra chegar ao fim!
Assim foram os meus dias:
- de sonhos e de saudades!
Dias vividos numa infância pobre,
Pés descalços... olhos ligeiros...sorriso franco.
Os medos que atormentam os meus sentidos,
Não eram somente meus...
Não eram somente teus...
Não eram somente nossos.
Eram medos de que a infância fosse...
...não voltasse mais!
E ela foi...e não voltou.
Cresci como crescem as crianças:
- arteiras, a ziguezaguear o tempo.
- peraltas, a brincar consigo.
- levadas, a inventar um mundo,
mas simples e cativas a sonhar assim.
A estradas de pedras, de poeira e grama...
As águas correntes de um sanga rasa...
As sombras copadas de jasmineiros livres...
E as fumaças brancas das chaminés altas,
Ainda vivem à me remoer lembranças...
Tão velhas e tão novas que se confundem em mim.
Teu bolo de milho e o pão de forno...
O cuscuz quente a queimar-me os dedos.
O cheiro do café a borbulhar na chapa,
Nas tardes lindas a me contar segredos.
Como pode a gente viver assim?
Lembranças antigas a nos cortar em tiras,
E um coração que foi doce, vai chegando ao fim,
Cansou-se da espera, enquanto a roda gira.
Dói a incerteza que o tempo nos revela,
De tantas partidas e saudades guardadas,
O rancho pobre de uma riqueza infinda...
Hoje é um retrato, à emoldurar ao nada!
E aqueles que habitavam meu sonho criança,
Também partiram sem me dar adeus...
Profundos pesares deste sonho peregrino,
Que habita um peito na solidão dos meus.
Retalhos de infância, se eu pudesse tê-lo...
Costuraria de novo cada parte ausente...
E far-te-ia de abrigo para esta alma fria...
Que morre aos poucos longe da minha gente.

1º Encontro dos Loucos por Festival

Fui convidado para  um almoço de confraternização do grupo OS LOUCOS POR FESTIVAIS, onde tive a honra de conhecer muitos amigos que conhecia só virtualmente, como é o caso do Piram, Luís Guilherme Grigol, Comasseto, a Mãe do Guilherme, Maryse Bender e muitos outros amigos de longa data como: Nenito, José Luiz dos Santos, Bruno Seligman de Menezes, a Presidência do Festival Canto de Luz de Ijui e muitos outros, aos quais agradeço pela prosa. Foram tantos, que não vou lembrar de todos, num momento tão belo e de aprendizado cultural, ao qual agradeço.

O momento marcante para mim foi receber os troféus como a melhor música de festivais de 2024 - A LUZ DA CASA - música com letra nossa e melodia de Taine Schettert que vencemos o Canto de Luz de Ijuí em novembro de 2024, juntamente com um grupo de músicos extraordinários: João Paulo Deckert, Márcio Costa, Gustavo Dill, Fernando Rossato, aos quais serei eternamente grato e que fazem parte dessa conquista - o prêmio é de todos -

Muito obrigado aos LOUCOS POR FESTIVAIS pelo trabalho que fazem na transmissão de festivais, transmitindo quase todos e nos informando e deixando a par semanalmente do que acontece pelos palcos no mundo da música.

Muito feliz por todos e vida longa a esses encontros, onde muita gente vindo dos 4 cantos do Rio Grande do Sul se fizeram presentes e puderam falar um pouquinho do que fazem pela arte e pela cultura musical desse estado e fora dele, como é o caso dos anfitriões da festa, que são de Lages, Santa Catarina e arredores. 
Deixo aqui algumas fotos desse momento que foi especial para mim.







segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

OS MONARCAS PERDEM O SEU FUNDADOR!

Ontem se despediu de nós todos, amantes da boa música regional, Nésio Alves Corrêa, o Gildinho com uma trajetória musical que começou muito cedo, ainda em soledade, terra Natal do Gildinho, ouvindo seu Pai, que era um exímio gaiteiro, tocar e encantar a todos da família. Uma família de grandes músicos. 

Mas a História começa mesmo em 1967 quando já de muda em Erechim, Gildinho faz dupla com seu Irmão Chiquito e começar a tocar em pequenas festas e eventos da cidade e das proximidades.

O começo como dupla
Durante alguns anos Gildinho e Chiquito trabalharam animando pequenos bailes na região do Alto Uruguai, apresentando diariamente, na Rádio Erechim, o programa "Assim canta o Rio Grande", e estudando acordeão na Escola de Belas Artes.
A dupla gravou, em 1969, seu primeiro disco, um compacto duplo, Os Trovadores do Sul, de pouco sucesso na época.
Depois, em 1974, gravaram mais um disco: Galpão em Festa.

Nasce o conjunto
Em 1976 gravam Gaúcho Divertido, o terceiro disco.
Com esta formação de cinco músicos, o grupo gravou, em 1978, o primeiro LP, O Valentão Bombachudo, pela Gravadora Warner/Continental, iniciando uma trajetória de sucessos e reconhecimento ímpar no cenário da música regionalista do sul do Brasil, gravando 26 álbuns em 28 anos de trabalho.
Anos 1980

A década de 1980 rendeu ao conjunto a gravação de seis LPs, sendo gravados, além do pioneiro O Valentão Bombachudo (1978), os álbuns Isto é Rio Grande (1980), Grito de Bravos (1982), Rancho sem Tramela (1985), Chamamento (1986), Fandangueando (1988) e Do Sul para o Brasil (1989).
Em 1988, com a gravação do LP Fandangueando, o grupo recebeu mais um integrante, Ivan Vargas, que permaneceu no grupo até 2021 como vocalista.
Ao final de pouco mais de uma década de trabalho, o grupo já tinha seu talento reconhecido. O sucesso maior, porém, estava chegando juntamente com os anos 90.

A década de ouro 1990
A década de 1990, que trouxe o efetivo sucesso em termos de vendagem de álbuns, começou com uma mudança na estrutura do conjunto: já em 1990 um dos pioneiros, o acordeonista Chiquito, deixou o grupo para fundar o conjunto Chiquito & Bordoneio. Para o seu lugar foi chamado o também acordeonista Leonir Vargas, catarinense de Irani, conhecido como Varguinhas.
Em 1991 foi gravado o primeiro grande sucesso de vendas do grupo, o LP Cheiro de Galpão, campeão de vendas no Brasil naquele ano, de todos os álbuns regionais lançados. A vendagem deste álbum rendeu ao grupo, em 1992, o primeiro Disco de Ouro.
O conjunto cresceu no sucesso e no tamanho em 1992, com a chegada de Francisco de Assis Brasil, o Chico Brasil, premiado instrumentista de gaita-ponto.
A conquista do segundo Disco de Ouro veio com a gravação, no outono de 1994, do LP e CD Eu Vim Aqui Para Dançar, um álbum com 14 faixas. Em uma seqüência de sucessos, logo em 1995 foi gravado o CD Rodeio da Vida, apontado pela crítica como melhor disco do ano.
O final da década de 1990 trouxe para o grupo uma importante mudança: em 1999 ocorreu a troca de gravadora, da Chantecler para a ACIT e, já neste ano, foi gravado o primeiro trabalho pela nova gravadora, o CD "Locomotiva Campeira". Foi também no ano de 1999 que o conjunto recebeu um novo integrante, o baterista Vanclei da Rocha.

Anos 2000: mais sucesso
Nesta década o conjunto obteve a conquista de mais dois discos de ouro. O terceiro veio a partir da vendagem de mais de 100.000 cópias do álbum "30 Anos de Estrada", no qual o conjunto regravou 23 grandes sucessos. Mais tarde, em 2004, o conjunto lançaria o álbum "Só Sucessos", que rendeu o quarto disco de ouro.
Em 2005/2006, em meio ao processo de produção do álbum "Recordando o Tempo Antigo", houve o ingresso do acordeonista Tiago Machado.

Anos 2010
No ano de 2011 ocorreram novas mudanças na formação do conjunto. O contrabaixista Luiz Carlos Lanfredi teve de se afastar devido a problemas de saúde. Para assessorar, chegou o talentoso contrabaixista Guilian Siqueira, conhecido simplesmente por Siqueira. Também houve o ingresso do vocalista Jeferson Pereira Gamin, o Bacudo, um dos grandes nomes da música tradicionalista gaúcha e responsável pela primeira gravação de sucessos consagrados, como De Chão Batido, Iguaria Campeira, Gritos de Liberdade e a Nossa Vaneira.
Em 2016 grandes novidades ocorrem no conjunto, gravam o terceiro DVD em Nova Bassano, com os melhores sucessos e também músicas inéditas. Há também a participação de Thomas Machado, que participou do The Voice Kids. Em 2019 retornou ao grupo o antigo vocalista e percussionista Nelson Falkembach, saindo no ano seguinte. Já em 2021, foi a vez de Ivan Vargas se aposentar dos palcos, revelado no seu episódio na websérie "Minha História nos Monarcas".

Em 11 de janeiro de 2025, Gildinho, fundador do conjunto, veio a falecer, depois de lutar mais de 10 anos contra um câncer, sem deixar de estar nos palcos, mesmo com o tratamento. Gildinho nos deixa um Legado e uma história no meio musical, que talvez levaremos anos, décadas para conta-la porque deixou milhares de amigos e com eles uma passagem. 

Discografia
1969: Os Trovadores do Sul
1974: Gaúcho Divertido
1976: Galpão em Festa
1980: Isto é Rio Grande
1982: Grito de Bravos
1985: Rancho Sem Tramela
1986: Chamamento
1988: Fandangueando
1989: Do Sul Para o Brasil
1992: Os Monarcas
1997: Do Rio Grande Antigo
1999: Locomotiva Campeira
2000: No Tranco dos Monarcas
2001: 30 Anos de Estrada
2002: A Gaita Gaúcha dos Monarcas
2003: Alma de Pampa
2004: Só Sucessos
2006: Recordando o Tempo Antigo
2007: DVD e CD 35 Anos - História, Música e Tradição - Ao Vivo
2008: A Marca do Rio Grande
2009: Os Monarcas Interpretam João Alberto Pretto
2011: Cantar é Coisa de Deus
2012: DVD e CD 40 Anos - Ao Vivo
2013: Alma de Gaita
2015: Perfil Gaúcho
2017: DVD 45 Anos - Ao Vivo
2017: Tô Pegando a Estrada
2018: Identidade Monarca
2021: Marca Monarca
2023: 50 Anos

Coletâneas1990: O Melhor de Os Monarcas
1996: Dose Dupla - Vol. I
1996: Dose Dupla - Vol. II
1996: Os Sucessos do Grupo Os Monarcas
2003: Os 16 Grandes Sucessos de Os Monarcas
2005: Série Duplo Pra Você
2005: Os Sucessos do Grupo Os Monarcas

Prêmios e indicações
AnoCategoriaIndicaçãoResultado
2001 Grupo de Música Regional Os Monarcas Venceu
Disco de Música Regional[1] A Gaita Gaúcha dos Monarcas Indicado
2007 DVD do Ano Os Monarcas 35 Anos - História, Música e Tradição - Ao Vivo Indicado
2008Disco de Música Regional A Marca do Rio Grande Indicado

Bibliografia 2012: 
Homens de Sucesso - A biografia de Chiquito e Gildinho, de José Otavio Marques da Silva, Editora Maneco

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

A MELHOR MÚSICA DE FESTIVAL DE 2024 -

A Música A LUZ DA CASA foi escolhida como A MELHOR MÚSICA DE FESTIVAL DE 2024 - Pelo Chasque Gaúcho e Loucos por Festivias, que transmitiram 29 dos 52 Festivais existentes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, escolha feita com votação pela Internet nas páginas dos apresentadores: Luís Guilherme Grigol, Ilton Piram e Ângelo Comasseto, profissionais da comunicação que navegam há décadas no meio da comunicação e do nativismo, em especial os festivais e centralizam seus trabalhos na bela Lajes, Santa Catarina.

A LUZ DA CASA tem uma letra nossa com melodia de Taine Shcettert e foi a música vencedora do 13⁰ Canto De Luz de Ijuí com a belíssima interpretação da Taine Schettert além dos músicos: João Paulo Deckert, Fernando Rossato, Gustavo Dill e Márcio Costa e traz um tema que orgulha muito em ter escrito, conforme explico no vídeo, porque foi feito para a minha Mãe, e sempre falar de Mãe é algo bem difícil, porque tudo o que se escreve ainda é pouco, diante do que elas merecem, mas esse tema, não só fala dela, mas como dessa doença que está nos tirando ela, aos poucos, o Alzheimer. 
Que possa tocar os corações das pessoas que passam por problemas semelhantes e possam há cada dia cuidar mais e mais de seus Pais. 

A LUZ DA CASA!
Letra - Paulo Ricardo Costa
Música - Taine Schettert
Bandonion - João Paulo Deckert
Piano - Fernando Rossato
Contrabaixo - Gustavo Dill
Violão - Márcio Costa
Interprete - Taine Schettert
Seu amor de moça, na pele de louça, sonho e ternura...
Envelheceu ao tempo, com seus lamentos, luz e candura,
As mãos de giz, que num tempo gris, ensinou-me a vida...
E pelos cadernos, acolheu invernos, de alma sentida!
O tempo afano, lhe roubou os anos, belos momentos...
Há cada imagem, ofuscou paisagens, pelo esquecimento,
Lhe fizeram pouco, os fantasmas loucos, pela longa idade,
Nos olhos cansados, ficou um passado, feito de saudade!
Num olhar de luz, carregou a cruz, de todos os filhos...
A dor da ausência, fez a existência, sem perder o brilho,
Um céu estrelado, pousa ao seu lado, anjo sem asas...
Mesmo sabendo, qu’estamos perdendo, a luz da casa!
Seu amor materno, aqueceu invernos, se fez primavera,
E veio o outono, a embrulhar-me o sono, nessas esperas,
Talvez seja o verão, plena ilusão de imagens loucas...
Que afoga a alma, escorrendo a calma e salgando a boca.
Nessa escuridão, em que a solidão, machuca o peito...
O seu carinho, é o único caminho, quando me deito,
Em oração, lhe peço perdão, um tempo mais...
E a gente se vê, sem perceber, Pais dos nossos Pais.

Assista o vídeo completo, vale à pena conhecer esse trabalho!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

JOÃO LUIZ CORRÊA GANHA ESTÁTUA NA SUA TERRA

Homenagear os talentos soledadenses que, ao longo dos anos, marcaram a história. Foi com este propósito que foi criado o Memorial dos Gaiteiros, eternizando os nomes destes gaúchos que preservam e divulgam a cultura gaúcha. O local conta também uma estátua do filho ilustre de Soledade, o músico João Luiz Corrêa, um dos grandes nomes da música do Rio Grande do Sul.

Os atos de inauguração aconteceram nesta quinta-feira, 19/12, no Parque de Eventos Centenário Rui Ortiz, contando com a presença de autoridades estaduais e regionais, bem como de tradicionalistas, vindos de diferentes lugares, inclusive, de fora do Estado. A cerimônia foi marcada por muita emoção.

Durante o evento, a prefeita de Soledade, Marilda Borges Corbelini, ressaltou a relevância do Memorial como um símbolo cultural. “Este espaço é uma forma de eternizar a contribuição dos gaiteiros para a identidade do nosso povo. Com o Memorial, queremos não apenas homenagear quem fez história, mas também inspirar as futuras gerações a manterem vivas as nossas tradições”, pontua.

João Luiz Corrêa, visivelmente emocionado, agradeceu a homenagem. “Receber essa homenagem é algo que não tem preço. É gratificante saber que a música que toca o coração do nosso povo será lembrada aqui, neste espaço tão especial. Espero que o Memorial dos Gaiteiros continue a inspirar jovens músicos a manter viva a nossa cultura”, afirma.

Além de exaltar a pessoa de João Luiz Corrêa, o Memorial foi projetado para servir como um ponto de referência cultural, voltado à valorização da música, das danças e dos costumes gaúchos. Durante a inauguração, foi reforçada a intenção de perpetuar esse legado, incentivando novas gerações a conhecerem e manterem vivas as tradições do Rio Grande do Sul.

A estátua

A escultura dedicada a João Luiz Corrêa, foi idealizada pelo escultor Sérgio Coirolo, de Florianópolis. A obra, que pesa 160 kg, foi confeccionada utilizando a técnica de cera perdida, um método de fundição artística conhecido por sua precisão e durabilidade. O processo começou com a modelagem em argila, em tamanho real, seguida pela confecção de moldes em silicone e gesso.

Após a aprovação do projeto, o molde foi enviado para uma fundição no Rio de Janeiro, onde foi preenchido com metal fundido, resultando na peça final que preserva fielmente os detalhes e proporções do homenageado.

João Luiz Corrêa, com sua longa trajetória como músico e intérprete, com mais de 30 anos de carreira, é reconhecido por seu papel na disseminação da música gaúcha em âmbito nacional. Sua contribuição é vista como um marco para o fortalecimento da tradição e para a transmissão dos valores culturais do Sul do Brasil.

A homenagem no Memorial dos Gaiteiros não apenas celebra sua obra, mas também destaca a importância dos gaiteiros como elementos essenciais na história musical e cultural da região.

FONTE: Prefeitura de Soledade


segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

E GENEALIDADE DO GÊNIO - DA VINCI

O projeto da Ponte Da Vinci, concebido por Leonardo da Vinci no século XV, é um exemplo notável do seu engenho e capacidades de engenharia.
Embora nunca tenha sido construída durante a sua vida, da Vinci concebeu esta ponte para atravessar o Corno de Ouro em Istambul, no âmbito de um concurso organizado pelo Sultão Otomano.
O projeto era revolucionário para a época, apresentando um único arco contínuo sem apoio central, o que lhe conferia grande estabilidade.
Esta abordagem simples e forte era tão avançada que só com a engenharia moderna foi possível efetuar uma construção com base no projeto original.
Em 2001, um modelo em escala real da ponte foi erguido na Noruega, demonstrando a visão inovadora de Leonardo e a praticidade de seu conceito séculos depois.

Leonardo da Vinci foi um dos mais importantes artistas italianos do período renascentista.

Os estudiosos da Renascença reconhecem nele talvez a figura mais significativa de seu tempo.

Foi o que se pode chamar de gênio, dedicando-se aos estudos em diversos campos da arte e do conhecimento em uma época em que ocorriam intensas transformações que guiavam o mundo rumo à modernidade.

Foi na pintura que Da Vinci encontrou maior destaque. Sobre os pintores, ele disse certa vez:

O pintor é o dono de todas as coisas que o homem pode imaginar... O que existe no universo por essência, presença ou imaginação, ele o tem previamente em sua mente e logo em suas mãos.
Biografia de Da Vinci

À esquerda, retrato de Leonardo da Vinci feito por Cosomo Colombini. À direita, possível autorretrato de 1512

Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, uma pequena aldeia toscana perto de Vinci e próxima a Florença, na Itália, no dia 15 de abril de 1452.

Com 17 anos estudou Artes no estúdio do mestre Andrea del Verrocchio, onde modelou imagens em terracota. Trabalhou para figuras importantes, como Lourenço de Medici, governador de Florença.

Em 1480 pintou a tela Virgem do cravo, considerada sua primeira obra individual.

Entre 1482 e 1499 viveu em Milão, onde era protegido de Ludovico Aforzo, duque de Milão, para quem pintou o afresco “A Última Ceia” para o Mosteiro de Santa Maria delle Grazie. Prestou também serviços para o duque como arquiteto e engenheiro, além de pintor. É dessa época a obra Homem Vitruviano.

Em 1503 realiza o que seria sua grande obra, Mona Lisa, utilizando a técnica de sfumato. Nesse método, o artista produz suaves degradés nas tonalidades, o que possibilita a representação da textura da pele humana. Leonardo da Vinci foi um grande apreciador dessa forma de pintar e a utilizava muito em seus quadros.

Ainda nessa época, serviu de estrategista para César Borgia, cardeal e nobre italiano. De 1503 a 1516 viveu no Vaticano, período de grande atividade de Rafael e Michelangelo - outros importantes artistas do período. Por encomenda do papa Leão X, realizou uma série de brilhantes estudos de óptica.

Durante a ocupação da Itália pelos franceses, da Vinci projetou para o governador Carlos d’Amboise uma residência cujo arrojo lhe valeu um convite do rei francês Francisco I, para morar na França, onde realizou trabalhos na corte.

Faleceu aos 67 anos no dia 2 de maio de 1519 na França e foi enterrado no palácio de Amboise.Principais Obras Artísticas de Leonardo Da Vinci

Leonardo da Vinci pintou poucos quadros, entretanto, todos eles são verdadeiras obras-primas.

Da Vinci tinha um trabalho baseado no realismo das figuras e prezava pela valorização das luzes, sombras e relevos. Sobre isso, o artista explanou.

As sombras encontram seus limites em determinados pontos. Ignorá-los resultará em trabalhos sem relevo; e o relevo é o mais importante, a alma da pintura. [...] O rosto ganha grandemente em relevo [...] e em beleza com a intensificação de luz e sombra.

Mona Lisa (em italiano, La Gioconda), foi pintada em 1503 e exibe uma misteriosa feição

Merecem destaque, os trabalhos:"Anunciação", exposta na Galleria Degli Uffizi, Florença, Itália;
"Mona Lisa", considerado o quadro mais conhecido do mundo, exposto no Museu do Louvre, em Paris, França;
"Homem Vitruviano", uma gravura exposta na Gallerie dell'Accademia em Veneza, Itália;

Homem Vitruviano (cerca de 1492), desenho com pena e tinta

Também são obras importantes do artista:
"Virgem dos Rochedos", uma delas exposta no Museu do Louvre, Paris; e outra, na National Gallery, Londres;
"A Última Ceia", afresco localizado na Igreja e Convento Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália;

A última ceia (1495-1497), de Leonardo da Vinci, é um ícone do renascimentoInvenções de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci foi uma figura multifacetada que se destacou nas artes e nas ciências. É considerado um polímata, ou seja, uma pessoa sábia que possui conhecimentos aprofundados de várias áreas.

Assim, Leonardo foi pintor, escultor, matemático, arquiteto, urbanista, físico, astrônomo, engenheiro, naturalista, químico, geólogo, cartógrafo, estrategista, criador de engenhos bélicos e inventor de instrumentos musicais.

Em todas as suas criações, Leonardo discutia qualquer verdade estabelecida. Antes de aceitar uma ideia, fazia questão de testá-la de várias formas para tirar suas conclusões. Seu empirismo foi, mais tarde, imitado pelo físico Galileu Galilei e pelo filósofo Francis Bacon.Artes – além da pintura, onde mais se distinguiu, Leonardo dedicou-se à escultura, onde fez esboços, mas poucas foram as obras que chegou a completar.

Urbanismo – até o Renascimento, as cidades não passavam de insalubres amontoados de casas, com poucas ruas, sem esgoto. No projeto que fez para a cidade de Milão, da Vinci traçou canais de esgoto, baniu os muros, projetou praças e jardins. Previu casas amplas e ventiladas e ruas para pedestres e pistas livres para veículos.

Hidráulica – baseado no princípio de Arquimedes, Leonardo inventou uma bomba hidráulica para elevar água, criando assim, o primeiro dos dispositivos de elevação. Imaginou também uma bomba de poço e uma roda hidráulica, abrindo caminho para as turbinas, que só mais tarde o mundo veio conhecer.

Engenharia – além de engenheiro aeronáutico e hidráulico, Leonardo foi também engenheiro civil. Previu a técnica de construção de pontes metálicas.

Anatomia – Por causa da anatomia, quase foi preso por ser pego dissecando cadáveres, o que era considerado grave crime. Fez descobertas importantes, que registrou em inúmeros desenhos e no "Tratado de Anatomia" que escreveu.

Desenho de anatomia de um útero com feto, do início do século XVI, de Leonardo da Vinci

O domínio dos ares sempre foi uma das paixões de Leonardo da Vinci. Após estudar a fundo as aves, em busca de conhecimentos sobre o voo, idealizou um engenho muito parecido com elas.

Chegou a conclusão que o homem jamais voaria, porém poderia pousar tranquilamente com os planadores.

Da Vinci projetou um paraquedas em 1485. Em 2000 ele foi testado e funcionou perfeitamente

Criou um paraquedas e várias outras máquinas aéreas. Apesar de fascinado pela vida, criou também sistemas defensivos muito eficientes para quem o contratava como estrategista.

Curiosidades sobre Leonardo da Vinci

Selecionamos algumas curiosidades sobre essa personalidade tão importante. Veja!O artista era filho ilegítimo de Piero da Vinci e foi criado pelos avós.
Leonardo da Vinci era canhoto. Dizem que ele podia escrever com a mão esquerda enquanto desenhava com a direita.
Tinha também o costume de escrever ao contrário, da esquerda para a direita.
Da Vinci nunca frequentou uma universidade e sua formação foi com Andrea del Verrocchio;
Leonardo da Vinci não comia carne e costumava comprar pássaros enjaulados para soltá-los na natureza.
O primeiro projeto de bicicleta foi feito por Leonardo.

Para conhecer também outras obras e artistas do período, leia:

DOMINGUINHOS - O MILAGRE DE SANTA LUZIA

 

O Milagre de Santa Luzia foi um grande filme/documentário feito pelo Sanfoneiro Dominguinhos falando da Sanfona e a participação da Sanfona pelo mundo e chegou aqui no sul, com a Cordiona ou a Gaita Ponto. É um material que já tem alguns anos mas não deixa de ser atual, porque mostra a vida do Homem do campo na Fronteira desses estado, mais precisamente em Santana do Livramento, fronteira Seca e que mantém uma cultura muito regional e universal. 

Nesse recorte do documentário dois dos grandes músicos desse estado, Marcelinho Nunes, grande nome da gaita botoneira e que há muito bem se destacando no meio musical do Rio Grande do Sul e o outro tão grande quanto, Ricardo Martins, guitarrero, compositor, poeta e também um dos grandes nomes da guitarra campeira, além é claro dos Homens do campo que mostram a lida do Gaúcho e o uso da Cordiona , para nós, Sanfona para os nordestinos e no caso para Dominguinhos. 

Esse material fez parte do quadro MILAGRE DE SANTA LUZIA que esteve nas grandes televisões afiliadas da Rede Globo e TV Cultura pelo norte e nordeste do Pais, e que serve para o conhecimento e de cultura para nosso povo citadino.

Deixo esse recorte com os Homens da Fronteira!





sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

A LUZ DA CASA!

Quando "eles" me trouxeram esse tema, A LUZ DA CASA, sem pretensão alguma que não fosse apenas escrever o que recebo, me deparei com um tema muito difícil, por conta da doença da minha Mãe, que está nos últimos estágios do Alzheimer. E escrever sobre temas como Alzheimer, Demência, Mal de Parkson, ou seja, essas doenças que estão mais presentes na vida das pessoas do que se imagina. Posteriormente comentando com algumas pessoas, me deparei que essa enfermidade está em muitas casas e perdura por anos, com um final de vida triste para muitos.

Quando levamos à palco no 13º Canto de Luz de Ijui, na belíssima composição da Taine Shcettert com a interpretação da Taine, muitas pessoas, já nos festival, sentiram o mesmo que senti ao escrevê-la e no sábado, após passar no telão a nossa explicação sobre o tema, muitas pessoas vieram nos cumprimentar, com olhos encharcados e voz embargada por estarem vivenciando o mesmo problema ou até mesmo por ja terem vivenciados esses momentos.

A premiação veio, no festival, com o 1º Lugar e Melhor Melodia, mas o prêmio maior, foi a aceitação do Público para um tema tão importante, que é cuidar dos nossos idosos, visto que, essas enfermidades são mais comuns em pessoas já de uma idade avançada. "De nada adianta fazermos um mundo para nossos filhos se não cuidarmos de quem nos deu tudo, nossos Pais, avós, enfim, nossos idosos"

Deixo aqui para quem quer assistir esse belo trabalho que venceu o 13º Canto de Luz de Ijui -

A LUZ DA CASA!
Letra - Paulo Ricardo Costa
Música - Taine Schettert
Bandonion - João Paulo Deckert
Piano - Fernando Rossato
Contrabaixo - Gustavo Dill
Violão - Márcio Costa
Interprete - Taine Schettert
Seu amor de moça, na pele de louça, sonho e ternura...
Envelheceu ao tempo, com seus lamentos, luz e candura,
As mãos de giz, que num tempo gris, ensinou-me a vida...
E pelos cadernos, acolheu invernos, de alma sentida!
O tempo afano, lhe roubou os anos, belos momentos...
Há cada imagem, ofuscou paisagens, pelo esquecimento,
Lhe fizeram pouco, os fantasmas loucos, pela longa idade,
Nos olhos cansados, ficou um passado, feito de saudade!
Num olhar de luz, carregou a cruz, de todos os filhos...
A dor da ausência, fez a existência, sem perder o brilho,
Um céu estrelado, pousa ao seu lado, anjo sem asas...
Mesmo sabendo, qu’estamos perdendo, a luz da casa!
Seu amor materno, aqueceu invernos, se fez primavera,
E veio o outono, a embrulhar-me o sono, nessas esperas,
Talvez seja o verão, plena ilusão de imagens loucas...
Que afoga a alma, escorrendo a calma e salgando a boca.
Nessa escuridão, em que a solidão, machuca o peito...
O seu carinho, é o único caminho, quando me deito,
Em oração, lhe peço perdão, um tempo mais...
E a gente se vê, sem perceber, Pais dos nossos Pais.







quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Sala do Poeta da Academia Rio-grandense de Poetas e Escritores

Mais um espaço para a poesia, a arte declamatória, a trova, concursos literários, poemas, cordéis, música e composição,  na Capital dos Gaúchos, vem aí a Sala do Poeta da ACARPES -  Academia Rio-grandense de Poetas e Escritores - a partir do dia 28 de Novembro, todas as Sextas feiras às 18h com Álvaro Machado & Edson Casagrande. Uma realização do Galpão Querência Farrapa.

Todos convidados para assistires pelas redes sociais, do Galpão Querência Farrapa na web - YouTube - Facebook.